domingo, 27 de janeiro de 2008

A VIDA CONTINUA


Pois é a vida continuava, as obras em casa ocupava muito do meu tempo, no r/chão era os acabamentos, os azuleijos e mosaicos, as aduelas das portas, e o chão flutuante, e aos poucos a casa por dentro ía ficando pronta, no trabalho ainda andei muitas vezes pelo norte, em Leça da Palmeira, a montar o túnel de despoeiramento nas cargas dos cereais.
A Célia lá continuava no seu curso sempre com bom aproveitamento, e o final aproximava-se.
Ainda fiz uma viagem á Madeira para ir montar uns transportadores nos CTT do Funchal.
Entretanto no Lopes & Moura as coisas começavam a complicar-se, o trabalho começava a faltar e na sequência deste também o dinheiro.
Passou também o casamento do Paulo, que me ficou muita pena não ter ido, por solidariedade com a minha mulher, por motivos familiares, contudo para eles tudo de bom na vida, e em especial para o Paulo, por tudo o que passou e sofreu merece ser feliz.

ACIDENTE NO TRABALHO

Pois é, tão cedo não esqueço o dia 31 de Maio de 2001, faltava pouco para o meio dia, eu estava em cima da plataforma elevatória dum carro de abastecimento de água aos aviões, pois lá no Lopes & Moura fazíamos muitos trabalhos para a TAP, escadas de acesso aos aviões, carros de bagagem, carros para limpeza dos WC, e estes carros de agua.
Naquele dia era dia do teste da plataforma, que serve para elevar um homem á fuselagem do avião, para ligar a mangueira para encher os depósitos de agua, a plataforma subia pela força de um cilindro hidráulico á altura de 6 mt. , este havia sido modificado para puder chegar a esta altura, estava a fazer o teste de elevação, rodeado de pessoal ,engenheiros e patrões a assistir, eis que por volta dos 5 mt. o cilindro rebenta, espalhando óleo por cima daquele pessoal todo, eu sou projectado para cima e caí desamparado de costas no chão, levantei-me logo de seguida parecia não ter nada, mas passado pouco tempo começo com muitas dores nas costas, chamaram a ambulância e fui para o hospital de Almada, fizeram-me exames e radiografias, não viram nada e mandaram-me para casa em repouso.
Mas as dores não passavam, fui então ao seguro , mais exames e então viram que tinha o osso coxis partido, passei umas boas semanas no seguro, não conseguia estar sentado, fiz várias sessões de fisioterapia com raios gama até a fractura estar consolidada, mesmo depois de ter alta as dores continuavam, não conseguia conduzir muito tempo seguido, e fui então a uma junta médica onde me deram incapacidade de 5% e uma indemnização, fiz muitas viagens ao Alentejo a ter de parar várias vezes no caminho, hoje já estou um pouco melhor embora com as mudanças do tempo sinta sempre dor e incómodo, mas cá estou e vamos indo uns dias melhor outros pior.

quarta-feira, 16 de janeiro de 2008

INICIO DAS OBRAS

Depois de ter arranjado o pedreiro através do conhecimento de pessoas amigas, iniciamos oficialmente as obras em Maio, eu tirei uma semana de férias para acompanhar o arranque das mesmas, começamos pelas demolições, a varanda da frente foi a primeira a cair, para nascer a nova apoiada em pilares redondos,foi abrir cabocos para as sapatas dos pilares, foi picar as paredes todas por fora até ao tijolo para serem rebocadas de novo, foi montar andaimes, foi desmanchar o telhado, foi pilares e placas acrescentadas nas traseiras da casa, foi confragens e estrutura de ferro para os pilares e placas, foi muita massa para as placas e pilares, vigas para o telhado, as pedras para as janelas e portas, foi todo o alumínio para portas e janelas, e tanta coisa mais para conseguirmos ter a nossa casinha arranjada como nova.
A parte do ferro fui eu mais a Célia como ajudante que o fizemos todo na oficina do Lopes & Moura, lá montamos tudo e veio na camioneta para casa, foram fins de semana seguidos sem parar, muito entulho a minha mulher e a minha filha carregaram para os sacos da câmara, mas tudo o que era preciso fazer antes da chegada do Inverno foi feito, com a ajuda do tempo pois esse ano pouco choveu até Novembro, altura em que o pedreiro e o servente deram por terminadas as obras do exterior, com o telhado colocado a casa rebocada por fora e ampliada, a primeira fase estava terminada, ficava a faltar a pintura e o rodapé de pedra.
Agora seguia-se o interior, depois de toda a instalação eléctrica e águas pronta, havia que tapar roços, rebocar paredes para depois receber os azulejos e mosaicos, no 1º andar ainda veio um ladrilhador fazer a cozinha mas não gostei do trabalho, decidi então ser eu a fazer, comprei a máquina e vá de mãos á obra com a ajuda das mulheres da casa, por dentro foi tudo feito por mim, aduelas e portas ,azulejos e mosaicos, chão flutuante e tectos falsos, só o estuque é que não, sem fins de semana , férias e descanso foi com imenso gozo que fiz esta obra.
Mas depois do 1º andar pronto, foi o mudar tudo para cima para começar em baixo, repetir tudo de novo, tive que pintar a casa por fora, acabar o chão do quintal,mas com a ajuda de Deus lá conseguimos fazer tudo, contei também com a preciosa ajuda de três colegas de trabalho, do meu irmão, do meu genro, dos meus patrões que me facilitaram a oficina, a todos muito obrigado.
Finalmente em 2004 a obra estava mais ou menos concluida, muitas mais coisas se passaram nestes quatro anos, que contarei mais á frente.

domingo, 6 de janeiro de 2008

EM FALTA DE 1998



Pois é lá me ía esquecendo de duas coisas importantes de 98 !!!

A EXPO98, e as festas de Campo Maior.
Fui dois dias á expo, de facto um acontecimento importante para o nosso país, muita coisa de interesse para ver, com a maioria dos países do mundo lá representados.
Recordo os pavilhões de Portugal, da ciência, do conhecimento, dos mares, do futuro, etc, os ovos com as quatro estações do ano, a animação de rua, o matrix, e tanta coisa digna de se ver.
Foram dois dias muito cansativos mas muito proveitosos, conhecer novos mundos novas culturas é sempre enriquecedor.
Ainda andei no teleférico, só não vi o oceanário pois as filas eram enormes ,e como ficava depois da exposição fomos mais tarde lá ver.




Em Setembro fomos então as festas de Campo Maior, saímos bem cedo de casa, ainda são duzentos e muitos km , para arrumar o carro já foi bem longe da festa e lá fomos a pé, de facto nunca tinha visto nada igual, são ruas e ruas todas enfeitadas com flores de papel,várias cores e feitios, um espectáculo digno de se ver, o trabalho daquela gente que com todo o amor e carinho enfeita a sua rua e tenta ser sempre melhor que a rua do lado, é um trabalho de meses, daí que a festa se faz só de quatro em quatro anos.
Lá andámos com a Elsa ,o Carlos e o Martim,foi um dia bem passado mas muito cansativo.














1999 ANO DE MUDANÇAS


Pois é, 1999 foi o ano em que muita coisa aconteceu, comecei com as obras de remodelação da casa, comecei pelo 1º andar, foi picar as paredes todas até ao tijolo, deitar paredes a baixo e fazer outras de novo,arrancar os tacos do chão, tudo isto feito ás tardes depois de sair do trabalho, aos fins de semana e feriados, eu ,mulher e filha foi dar no duro, quando tinha uma divisão toda picada era tapar as fissuras nos tectos e paredes, fazer a instalação eléctrica alterar portas, e a Célia e a minha mulher era carregar baldes de entulho para o saco da câmara, eram as bolhas nas mãos,as dores nas costas,mas aos poucos lá fomos fazendo as obras por dentro enquanto esperávamos a licença da câmara para iniciar as obras por fora, licença essa que chegou em Novembro .
A Célia acabava o 12º ano e entrava na faculdade, foi para o instituto Piaget tirar o curso de educadora de infância, mais um esforço que fazíamos para ela ter um futuro melhor que o nosso.
Aqui começava o que seriam cerca de quatro anos de muito trabalho, e muito dinheiro para gastar, pois ia tentar arranjar um pedreiro para me fazer toda a parte de fora da casa e por dentro seriamos nós a fazer.

sábado, 5 de janeiro de 2008

1998 MAIS 4 VIAGENS


A 9 de Janeiro de 1998 lá vou eu, desta vez a caminho do Brasil,com escala em S. Paulo, destino Curitiba,lá passei o mês de Janeiro todo,foi muito trabalho mas também muito foró,das 8 ás 5h trabalhava-se e depois dum bom banho era ir curtir numa boa,era a caipirinha,as corridas de kart,os churrascos e os rodisios, e sambar !!!.Aos fins de semana íamos passear, ver as cachoeiras, as praias de interior, fomos ainda ver as cataratas do Iguazu,com muito calor fizemos cerca de 600km e no outro dia tinha o braço que vinha de fora todo queimado, o carro era um Fiat e não tinha ar condicionado.Quase todos os dias éramos convidados para os churrascos pelas meninas da fábrica, comia-se, bebia-se, e sambava-se até ás tantas,era muita fixe, e os bares com aquelas meninas todas gostosas um espectáculo !!!, foi a viagem que mais gostei, o Brasil é de perder a cabeça, que o diga um colega nosso o Morgadinho, que por lá ficou apaixonado por uma brasileira, deixando cá a mulher e dois filhos, um ainda bebé, e nunca mais voltou !!! cuidado com elas !!!.
A seguir de 25 de Fevereiro a 6 de Março, e de 9 de Abril a 24 de Abril fui para a Polónia, em Fevereiro ainda apanhamos uns dias de frio e neve, mas tudo correu bem, ainda estivemos para ir visitar o campo de estremínio de Auschwitz, mas não tivemos tempo.Por fim a ultima viagem foi á Eslováquia de 18 a 29 de Maio para montar os últimos dois carrocéis,a partir daqui não fiz mais viagens para fora, mas comecei a andar pelo país a montar máquinas e a fazer reparações.