domingo, 24 de fevereiro de 2008

MAIS PROBLEMAS

Foi um ano complicado, também o meu tio Joaquim, o meu segundo pai ia ser operado ao coração, com problemas já á algum tempo e muito cansaço a solução foi operar, uma operação de risco, lá veio para Lisboa e foi operado, com o nosso apoio e de toda a família tudo correu pelo melhor, dizíamos-lhe que tinha de estar bom para ir dançar com a noiva, pois a Célia ia casar em Setembro, e felizmente tudo correu pelo melhor, recuperou totalmente, está reformado e ainda faz a sua vida normal, lá se entretém na sua horta embora ás vezes abuse um pouco.
Também o meu sogro, em vésperas do casamento da neta parte uma perna ao pé de casa, ficou internado no hospital de Portalegre e não pode vir ao casamento, a Célia não pode assim infelizmente contar com a presença dos avós ainda vivos no seu casamento, para ele também as coisas se complicaram, não pode ser operado esteve muito tempo de cama sem se mexer, agora só consegue andar com a ajuda das muletas, e o que era um homem sempre activo e a mexer em tudo nas hortas, passa o dia agora no centro de dia da aldeia, sentado, embora com o tempo bom ainda consegue dar uns passeios ali por perto para esticar as pernas.
Com tudo isto, mais os preparativos para o casamento da Célia, foi um ano de muita luta e sofrimento, um misto de alegria e tristeza, dois sentimentos opostos que tiveram que ser muito bem geridos, mas com a união e apoio de todos lá conseguimos vencer.
Mas o ano não ficava por aqui, depois do casamento da Célia mais um problema na família, desta vez foi o meu sobrinho André com um problema no fígado.
Com o meu irmão em Moçambique foi a minha cunhada e sobrinha que tiveram que dar-lhe todo o apoio, nós também dentro dos possíveis até o meu irmão chegar e o André ir para a sala de operações, foram dias de ansiedade e preocupação, graças a Deus tudo correu pelo melhor o André está restabelecido,é um excelente atleta de voleibol, e foi durante todo o processo um moço cheio de coragem, força de vontade e abnegação, apesar do sofrimento lutou e venceu, vai em frente André um futuro risonho e feliz te espera, o mundo é dos vencedores e tu és sem duvida um deles que Deus te abençoe.

DOENÇA DA MÃE

O primeiro mês do ano passou normalmente, pelo Carnaval fui buscar a minha mãe para passar o dia connosco, ao fim do dia fui leva-la a casa, tudo parecia estar bem, mas na quinta feira, a minha cunhada telefonou-me, a dizer que tinha estado a ligar para ela e que o telefone chamava e ela não respondia.
À hora de almoço não fui almoçar e fui direito a casa dela, pensei como em tantas vezes anteriores já tinha acontecido, ou ela não estava em casa, ou estava a dormir, mas infelizmente desta vez não foi isso que sucedeu, mas aquilo que eu sempre temi .
Abri a porta, chamei por ela mas nada, fui ao quarto e não a vi mas de repente ouvi um chamar muito fraco "Vasco", corri para ela, estava deitada no chão e pelo modo de falar e reagir vi logo que lhe tinha dado alguma coisa, por azar o telefone estava do outro lado da cama, e ela coitada com a vontade de me telefonar tentou arrastar-se por baixo da cama. e por isso estava com nódoas negras .
Liguei logo para o 112, vieram rápido e foi logo ali assistida por uma médica que me disse que ela tinha tido um AVC, foi para o hospital esteve lá em recuperação, mas pouco recuperou,ficou com a parte direita paralisada, a fala ficou bem e ela conseguia lembrar-se mais ou menos o que se passou, quando teve alta fui chamado pela médica, onde me deu um diagnóstico nada positivo,precisava de apoio continuado, de usar fralda, e tinha de fazer fisioterapia para ver se conseguia recuperar o andar.
Como em casa estávamos os dois a trabalhar, o meu irmão em Moçambique e a minha cunhada com problemas de coluna, resolvemos procurar um lar para ela ter assistência continuada, escolhemos um perto de nós para poder dar também algum apoio, que ela bem iria precisar.
Compreendo que para ela seria o melhor dado o seu estado, embora me tenha custado ter de o fazer, e sei que ela também nunca aceitou muito bem a situação.
Foi preciso uma cadeira de rodas que o meu patrão ofereceu, a quem eu muito agradeço também pela facilidade de sair, para a ir buscar ao hospital duas vezes por semana depois da fisioterapia, onde ela ia com a minha cunhada de ambulância, ainda lá andou uns meses, mas com muito sacrifício, mesmo connosco a dar-lhe força para se por boa, para ir ao casamento da neta, nem isso fez que ela tivesse mais animo e força de vontade para melhorar, por fim sem melhoras visíveis acabou por desistir da fisioterapia.
Apesar de todo o apoio que lhe dávamos, raro foi o dia que não estava com ela á hora de almoço para a fazer comer alguma coisa, ela foi-se entregando ao destino e começou a enfraquecer, começou também a ter convulsões e muitas vezes teve de ir ao hospital para tratamento, também partiu a perna ao cair da maca quando lhe mudavam a fralda.
Ainda saí com ela algumas vezes, pela Páscoa veio ainda a minha casa passar o dia connosco e com o meu irmão, levei-a no carro a visitar a casa onde morava, mas a cada dia tudo piorava e ela cada vez mais abatida, passou o ano com altos e baixos, também eu comecei a ir abaixo, era de facto difícil vê-la ali a sofrer sem nada se puder fazer, restava dar-lhe todo o meu apoio e carinho, e com a minha presença um pouco de alegria, e quando ela me dava um sorriso eu já me sentia compensado, muitas vezes me despedia dela e saia com lágrimas nos olhos, e ela me pedia para no dia seguinte ir vê-la, pedido que eu sempre que possível satisfazia, era a minha mãe e já que mais nada se podia fazer ,pelo menos satisfazia o seu pedido ,e aquela hora que estava com ela, era para ela a melhor hora do dia, senti-a contente e feliz, acho que era o minimo que podia fazer por ela, e assim se passou o ano, de sofrimento para ela e para todos nós.

sábado, 9 de fevereiro de 2008

MAIS ALGUNS ACONTECIMENTOS

Com o meu irmão a trabalhar em Moçambique deixei de vez de fazer alguns trabalhos extras.
No inicio de 2003 fui convidado para ir trabalhar para a Armasul, cheguei a acordo com a Lopes & Moura e a partir de 15 de Fevereiro comecei nova etapa na vida, um novo desafio, organizar e marcar o armazem da Armasul, cerca de 60 mil produtos, organizar, colocar codigos de barras e localizar todos os produtos.
Dois passeios ainda fizemos este ano, para relaxar um pouco das obras, um foi a Coimbra a casa dos pais do Nuno, demos uma volta pela região e fomos conhecer coisas novas, conhecemos os tios e o primo do Nuno, passamos uns dias óptimos, comemos o célebre leitão da Bairrada, uma delícia.
Outro passeio foi a Fátima, fomos nós e a nossa afilhada Elsa, marido e filho, um domingo bem passado.
Com a Célia já a trabalhar num colégio e com prespectivas de casar, a casa já ía estando pronta e já comecava a comprar coisas para ela, comecavamos nós agora nova fase na vida, tentar fazer o casamento que a Célia merecia, 2003 acaba sem nada de especial a registar.
Realço no entanto que a minha mãe estava a ficar mais abatida, já tinha um pouco mais de dificuldade em andar e sair de casa, daí que tenha começado a dar-lhe mais apoio e a fazer-lhe as compras.
A Célia entretanto tinha marcado a data do casamento para o dia 11 de Setembro de 2004 e começava a azafama dos preparativos.
Mas o ano de 2004 ía ser fértil em acontecimentos, uns tristes outros felizes.

25 ANOS DE CASADOS



6 de Agosto de 2002, 25 anos passados do dia do nosso casamento, resolvemos ir passar o dia ao campo, convidamos a nossa afilhada e lá fomos fazer um piquenique, um dia bem passado, no regresso a casa fomos presentiados com as alianças que a Célia mandou fazer, e flores, as 25 rosas, representando a nossa vida em comum, tal como as rosas são belas e teem espinhos, assim foram tambem estes 25 anos, belos mas com alguns espinhos.
Á noite fomos jantar fora com a Célia e o Nuno, a minha mãe, a Elsa o Carlos e o Martim, um dia em beleza junto de pessoas que muito gostamos.
Pois é, 25 anos de vida em comum é muito tempo, com momentos altos e baixos, alegrias e tristezas, emoções e desilusões, mas sempre com muito amor e compreenção, só assim se consegue ultrapassar as dificuldades que a vida nos reserva.
As alegrias foram muitas nestes 25 anos, o nosso casamento, o nascimento da Célia, o nosso primeiro carro, o crescimento da Célia, a realização no nosso trabalho, as alegrias dos nossos familiares e amigos, que tambem compartilhamos, a compra da nossa casa, o curso da Célia, etc... .
Tambem tivemos algumas tristezas, o acidente do João José, a morte da minha sogra, a morte do meu pai, a morte da minha cunhada Felicia, a morte da minha tia Irene, e de alguns familiares e amigos mais chegados, bem como algumas doenças que nos atingiram, só com uma grande união, amor e compreenção se consegue resistir a tudo isto.
Muito tenho a agradecer á minha companheira por estes 25 anos de vida em comum, sem o seu apoio e compreenção, muito amor e carinho ,não seria possivel termos realizado muitos dos nossos sonhos e enfrentado tudo de bom e de mau que a vida nos foi trazendo, e tambem não esquecendo o nó, no laço da nossa união, a Célia, com ela e por ela lutamos e enfrentámos muitas coisas boas e más, muito destes 25 anos de vida em comum se deve á união deste trio maravilha,
Mari Zé e Célia muito obrigado, sem voces eu não seria nada, com voces e por voces sou um homem feliz e realizado, obrigado mil beijinhos

FINALISTA



A 18 de Maio de 2002 chegou o tão ambicionado canudo para a Célia, foi com imensa alegria que vimos a nossa filha com o curso de Educadora de Infancia, todos fomos recompensados pelo esforço que fizemos, nós pelo esforço financeiro e algum trabalho extra para que nada lhe faltasse, e ela por se ter dedicado de corpo e alma, com muito esforço e dedicação para ter uma profissão para o futuro, estavamos todos de parabens.
Vi realizado na minha filha aquilo que eu nunca pude realizar, pois os meus pais não tinham posses para isso, reunimos alguma familia e amigos, e lá fomos para o campo de jogos do Monte de Caparica, assistir á queima das fitas e á entrega do canudo, foi um momento de muita emoção e alegria que jamais esquecerei, já antes tinha escrito na fita tudo o que me ia na alma, com muito amor e carinho e votos das maiores felicidades.

Á tarde demos um lanche para todos que nos acompanharam neste momento de alegria, na casa ainda em obras, recordo ainda um percalço que sucedeu, o meu Opel resolveu romper um tubo da água do radiador, e tive que revestir o tubo com fita isoladora e lá consegui chegar a casa.

Estava concluida mais uma etapa na criação e educação da Célia, agora era preciso ter sorte e conseguir um emprego minimamente estável e comecar a pensar no futuro, para ela nova etapa na vida ia começar.

Sentimo-nos realizados e orgulhosos, penso que cumprimos o nosso dever de pais, decerto com algumas falhas, mas dentro das nossas possbilidades fizemos tudo que estava ao nosso alcançe para lhe dar um futuro melhor que o nosso, penso que conseguimos, não sózinhos mas tambem com o esforço e entrega dela, por isso obrigado Célia por nos ajudares a concretizar o nosso sonho.