Pois é quando já nada o fazia prever cá estou de novo em viagens de trabalho, desta vez aos Açores.
E quem diria, foi uma experiência totalmente nova, nas viagens anteriores a separação da mulher e filha foram difíceis, algumas foram de um mês, a filha já era crescida, muitas saudades e a vontade de regressar o mais depressa possível.
Desta vez além da mulher e filhos ficaram também as netinhas, a Madalena e a Margarida a fazerem os três meses e o hábito diário de conviver com elas, ver e ouvi-las sorrir e chorar andar com elas ao colo, e a Mariana com quatro anos minha amiga e cúmplice nas brincadeiras nos bocados passados no computador a ver jogos e histórias de princesas que ela tanto adora, foi uma mudança radical longe e sozinho ao fim da tarde batia a saudade, e como o trabalho não foi seguido tivemos quatro dias de pausa sem fazer nada mais custou a passar.
Na véspera da partida soube mesmo bem um tempinho a sós com a minha neta Mariana fomos os dois ao cinema, vê-la satisfeita foi um tónico para mim que me deu força para a partida.
A substituição de duas máquinas de RX no aeroporto de Ponta Delgada correu bem sem problemas e com o cliente satisfeito, apesar dos dias de chuva ainda fomos conhecer as partes mais importantes da ilha que gostei muito, em especial as furnas, a lagoa do fogo e a lagoa das sete cidades, recomendo para uns dias de férias.
Chegou finalmente o dia do regresso ansiado, a viagem correu bem e a vontade de ver todos em casa chegou, as princesas pequenas estavam lindas, notei algumas diferenças mais lindas e desenvolvidas, recebi de cada uma um lindo sorriso que me soube tão bem, assim como o amor e carinho da mulher e filhos, é bom voltar e ser recebido assim.
Só faltava a Mariana que estava no colégio e que deixou um recado especial á mãe para ser eu a ir busca-la ao colégio, lá fui com todo o gosto e fui recebido dum modo muito especial que me deixou feliz e comovido, a minha neta ao ver-me correu para mim de braços abertos saltou para o colo e deu-me um beijo e um abraço tão forte e assim ficou agarrada a mim por um minuto, senti-me o avô mais feliz do mundo e jamais esquecerei aquele momento.
Viemos para casa e não mais me deixou, trouxe-lhe de presente um puzzle das lagoas e logo estivemos a montá-lo e tem andado muito junto de mim muito carinhosa e meiga.
São estes simples gestos de crianças, verdadeiros e sinceros que nos ajudam a superar as dificuldades da vida e a termos força para seguir em frente e nos dá vontade de encarar os anos de vida que nos resta com determinação e coragem.
Quem tem uma família assim só se pode considerar o homem mais feliz do mundo, obrigado a todos, que possamos continuar a ser uma FAMÍLIA por muitos e bons anos.
domingo, 14 de outubro de 2012
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1 comentário:
Cá por casa todos sentimos saudades.
o que essas viagens têm de bom são mesmo os passeios, pena é não serem feitos na companhia das pessoas que nos interessam e gostamos...
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