Depois de alguns acontecimentos menos felizes, finalmente chegava um momento de muita alegria e felicidade.
Após muitos meses de muito trabalho e algum cansaço, o grande dia aproximava-se, para trás ficaram os preparativos sempre muito trabalhosos, tanto para a Célia como para nós , foi o preparar da casa, o escolher o local da boda , os convites, o comprar os fatos, etc, o normal para um casamento, só que este era um casamento especial, o da nossa filha.
Percorremos a casa dos familiares e amigos para entregar os convites, desde o Alentejo a Vila Franca de Xira, Lisboa e arredores, foi com imenso prazer que o fizemos.
A casa deles ia ficando pronta, seria na nossa vivenda no 1º andar, que desde as obras foi logo preparada para eles, e como foi bom ver toda a alegria em seus rostos quando chegava uma coisa nova para a casa, logo nos chamavam para vermos e compartilhar com eles essa alegria, era um passo importante na vida deles, uma nova etapa, novas responsabilidades, que eles iriam assumir, nós cá estávamos para os apoiar e ajudar no que nos fosse possível, assim o fizemos e continuaremos a fazer dentro das nossas possibilidades.
E o grande dia chegava, um dia marcante para eles, e também o era para o Mundo, o 11 de Setembro jamais será esquecido , pelo mundo e principalmente por eles, e por nós, um dia de alegria , felicidade e muito amor para eles, para nós para além dessa alegria e felicidade, ficamos com a satisfação do dever cumprido, terminara o nosso papel de pais como educadores e criadores, depois de muito esforço e sacrifícios,muito amor e dedicação para a criar, educar, e a preparar para o futuro, pensamos que a Célia está minimamente preparada para iniciar a sua nova vida como esposa e futura mãe, e disso muito nos orgulhamos, apesar de reconhecermos que de certo também cometemos alguns erros, por isso desde já te pedimos desculpa se falhamos em alguma coisa, embora o nosso papel de pais como amigos, bons conselheiros, confidentes e apoiantes continue até que Deus queira ou vocês o desejem.
O dia começou muito cedo, foi o preparar as mesas par a recepção aos convidados, os banhos, as idas ás cabeleireiras, o vestir aquele fato especial, o vestir a noiva, a chegada dos primeiros convidados, as primeiras emoções, as fotos em casa com os pais, padrinhos e convidados.
A Célia estava linda seus olhos irradiavam alegria e felicidade, aproximava-se o momento mais importante da sua vida, eu e a mãe felizes e vaidosos, a nossa menina, agora noiva era o nosso orgulho, chegava o momento dela sair para o carro que a conduziria ao encontro do seu noivo lá na igreja, nesse momento meu coração apertou, a rotina dos últimos vinte e tal anos ia ser quebrada, a saída dela por aquela porta ia alterar todos os nossos hábitos, o trio maravilha terminara, a partir dai seriamos dois á mesa, dois no sofá ,e muitas outras coisas que juntos compartilhávamos, mas é a lei da vida e temos que a aceitar.
Chegava o momento de maior alegria e emoção para um pai, coração sofre!!!!
Com a Célia pelo braço percorremos o corredor até ao altar para entregar a minha menina ao Nuno seu noivo e em breve seu marido, foi para mim o momento de maior emoção onde não faltou a lagriminha.
Perante Deus e todas as testemunhas, Célia e Nuno juraram amor, compreensão e fidelidade, e ao ouvir as palavras "declaro-vos marido e mulher"estavam a partir desse momento a entrar na fase da vossa vida mais importante mas também de maior responsabilidade, formarem um casal feliz, um lar acolhedor para puderem como os vossos pais, gerar, amar, criar e educar os filhos que Deus vos der, parabéns aos noivos,uma vida longa e feliz.
Depois das formalidades legais foi altura das felicitações aos noivos, os beijos e abraços, os votos de felicidades e de novas emoções, resiste coração!!!!!!!.
Mas terminada a parte mais formal veio a descompressão, o caminho até a quinta onde se realizava a boda foi de muita alegria muita buzinadela e alguns convidados que se perderam, nada que não seja normal em todos os casamentos.
Seguiram-se as fotos da praxe, como sempre uma seca para os noivos, mas muitas e lindas fotos se tiraram para mais tarde recordar, e veio finalmente o comes e bebes, com todos os convidados reunidos á volta da mesa dos noivos, comeu-se ,bebeu-se, dançou-se e cantou-se com muitas vivas e votos de felicidades aos noivos, um dia inesquecível tanto para eles como para nós.
Outro momento alto que muito me marcou e emocionou, foi a cerimónia do bolo da noiva, sem duvida espectacular, com a sala ás escuras a chegada do bolo acompanhado por archotes e musica foi lindo, um momento para recordar.
Já a noite ia alta quando a festa terminou, tudo correu pelo melhor, todos saíram satisfeitos, e nós felizes por tudo ter corrido bem e ver os nossos meninos felizes, foi um casamento especial de pessoas especiais, os nossos filhos.
Recolhemos tudo o que sobrou, e a festa continuou no dia seguinte no quintal da nossa casa, juntámos as famílias e foi mais um dia de alegria, e assim acabamos também com o que sobrou do casamento.
Terminava mais uma etapa na nossa vida, e começava uma nova etapa para o novo casalinho, para nós ficávamos agora á espera dum novo ciclo da vida, o de sermos avós, para o novo casal, tudo de bom vos espera, e que estes anos que viveram com os vossos pais vos tenha servido de aprendizagem para a vida que agora começam, e que o amor, a harmonia, a amizade, a compreensão, e o respeito que sempre viram nos vossos pais se reflicta em vocês e se possível tentem ainda ser melhores, terão sempre o nosso apoio, MUITAS FELICIDADES.
sexta-feira, 21 de março de 2008
domingo, 24 de fevereiro de 2008
MAIS PROBLEMAS
Foi um ano complicado, também o meu tio Joaquim, o meu segundo pai ia ser operado ao coração, com problemas já á algum tempo e muito cansaço a solução foi operar, uma operação de risco, lá veio para Lisboa e foi operado, com o nosso apoio e de toda a família tudo correu pelo melhor, dizíamos-lhe que tinha de estar bom para ir dançar com a noiva, pois a Célia ia casar em Setembro, e felizmente tudo correu pelo melhor, recuperou totalmente, está reformado e ainda faz a sua vida normal, lá se entretém na sua horta embora ás vezes abuse um pouco.
Também o meu sogro, em vésperas do casamento da neta parte uma perna ao pé de casa, ficou internado no hospital de Portalegre e não pode vir ao casamento, a Célia não pode assim infelizmente contar com a presença dos avós ainda vivos no seu casamento, para ele também as coisas se complicaram, não pode ser operado esteve muito tempo de cama sem se mexer, agora só consegue andar com a ajuda das muletas, e o que era um homem sempre activo e a mexer em tudo nas hortas, passa o dia agora no centro de dia da aldeia, sentado, embora com o tempo bom ainda consegue dar uns passeios ali por perto para esticar as pernas.
Com tudo isto, mais os preparativos para o casamento da Célia, foi um ano de muita luta e sofrimento, um misto de alegria e tristeza, dois sentimentos opostos que tiveram que ser muito bem geridos, mas com a união e apoio de todos lá conseguimos vencer.
Mas o ano não ficava por aqui, depois do casamento da Célia mais um problema na família, desta vez foi o meu sobrinho André com um problema no fígado.
Com o meu irmão em Moçambique foi a minha cunhada e sobrinha que tiveram que dar-lhe todo o apoio, nós também dentro dos possíveis até o meu irmão chegar e o André ir para a sala de operações, foram dias de ansiedade e preocupação, graças a Deus tudo correu pelo melhor o André está restabelecido,é um excelente atleta de voleibol, e foi durante todo o processo um moço cheio de coragem, força de vontade e abnegação, apesar do sofrimento lutou e venceu, vai em frente André um futuro risonho e feliz te espera, o mundo é dos vencedores e tu és sem duvida um deles que Deus te abençoe.
Também o meu sogro, em vésperas do casamento da neta parte uma perna ao pé de casa, ficou internado no hospital de Portalegre e não pode vir ao casamento, a Célia não pode assim infelizmente contar com a presença dos avós ainda vivos no seu casamento, para ele também as coisas se complicaram, não pode ser operado esteve muito tempo de cama sem se mexer, agora só consegue andar com a ajuda das muletas, e o que era um homem sempre activo e a mexer em tudo nas hortas, passa o dia agora no centro de dia da aldeia, sentado, embora com o tempo bom ainda consegue dar uns passeios ali por perto para esticar as pernas.
Com tudo isto, mais os preparativos para o casamento da Célia, foi um ano de muita luta e sofrimento, um misto de alegria e tristeza, dois sentimentos opostos que tiveram que ser muito bem geridos, mas com a união e apoio de todos lá conseguimos vencer.
Mas o ano não ficava por aqui, depois do casamento da Célia mais um problema na família, desta vez foi o meu sobrinho André com um problema no fígado.
Com o meu irmão em Moçambique foi a minha cunhada e sobrinha que tiveram que dar-lhe todo o apoio, nós também dentro dos possíveis até o meu irmão chegar e o André ir para a sala de operações, foram dias de ansiedade e preocupação, graças a Deus tudo correu pelo melhor o André está restabelecido,é um excelente atleta de voleibol, e foi durante todo o processo um moço cheio de coragem, força de vontade e abnegação, apesar do sofrimento lutou e venceu, vai em frente André um futuro risonho e feliz te espera, o mundo é dos vencedores e tu és sem duvida um deles que Deus te abençoe.
DOENÇA DA MÃE
O primeiro mês do ano passou normalmente, pelo Carnaval fui buscar a minha mãe para passar o dia connosco, ao fim do dia fui leva-la a casa, tudo parecia estar bem, mas na quinta feira, a minha cunhada telefonou-me, a dizer que tinha estado a ligar para ela e que o telefone chamava e ela não respondia.
À hora de almoço não fui almoçar e fui direito a casa dela, pensei como em tantas vezes anteriores já tinha acontecido, ou ela não estava em casa, ou estava a dormir, mas infelizmente desta vez não foi isso que sucedeu, mas aquilo que eu sempre temi .
Abri a porta, chamei por ela mas nada, fui ao quarto e não a vi mas de repente ouvi um chamar muito fraco "Vasco", corri para ela, estava deitada no chão e pelo modo de falar e reagir vi logo que lhe tinha dado alguma coisa, por azar o telefone estava do outro lado da cama, e ela coitada com a vontade de me telefonar tentou arrastar-se por baixo da cama. e por isso estava com nódoas negras .
Liguei logo para o 112, vieram rápido e foi logo ali assistida por uma médica que me disse que ela tinha tido um AVC, foi para o hospital esteve lá em recuperação, mas pouco recuperou,ficou com a parte direita paralisada, a fala ficou bem e ela conseguia lembrar-se mais ou menos o que se passou, quando teve alta fui chamado pela médica, onde me deu um diagnóstico nada positivo,precisava de apoio continuado, de usar fralda, e tinha de fazer fisioterapia para ver se conseguia recuperar o andar.
Como em casa estávamos os dois a trabalhar, o meu irmão em Moçambique e a minha cunhada com problemas de coluna, resolvemos procurar um lar para ela ter assistência continuada, escolhemos um perto de nós para poder dar também algum apoio, que ela bem iria precisar.
Compreendo que para ela seria o melhor dado o seu estado, embora me tenha custado ter de o fazer, e sei que ela também nunca aceitou muito bem a situação.
Foi preciso uma cadeira de rodas que o meu patrão ofereceu, a quem eu muito agradeço também pela facilidade de sair, para a ir buscar ao hospital duas vezes por semana depois da fisioterapia, onde ela ia com a minha cunhada de ambulância, ainda lá andou uns meses, mas com muito sacrifício, mesmo connosco a dar-lhe força para se por boa, para ir ao casamento da neta, nem isso fez que ela tivesse mais animo e força de vontade para melhorar, por fim sem melhoras visíveis acabou por desistir da fisioterapia.
Apesar de todo o apoio que lhe dávamos, raro foi o dia que não estava com ela á hora de almoço para a fazer comer alguma coisa, ela foi-se entregando ao destino e começou a enfraquecer, começou também a ter convulsões e muitas vezes teve de ir ao hospital para tratamento, também partiu a perna ao cair da maca quando lhe mudavam a fralda.
Ainda saí com ela algumas vezes, pela Páscoa veio ainda a minha casa passar o dia connosco e com o meu irmão, levei-a no carro a visitar a casa onde morava, mas a cada dia tudo piorava e ela cada vez mais abatida, passou o ano com altos e baixos, também eu comecei a ir abaixo, era de facto difícil vê-la ali a sofrer sem nada se puder fazer, restava dar-lhe todo o meu apoio e carinho, e com a minha presença um pouco de alegria, e quando ela me dava um sorriso eu já me sentia compensado, muitas vezes me despedia dela e saia com lágrimas nos olhos, e ela me pedia para no dia seguinte ir vê-la, pedido que eu sempre que possível satisfazia, era a minha mãe e já que mais nada se podia fazer ,pelo menos satisfazia o seu pedido ,e aquela hora que estava com ela, era para ela a melhor hora do dia, senti-a contente e feliz, acho que era o minimo que podia fazer por ela, e assim se passou o ano, de sofrimento para ela e para todos nós.
À hora de almoço não fui almoçar e fui direito a casa dela, pensei como em tantas vezes anteriores já tinha acontecido, ou ela não estava em casa, ou estava a dormir, mas infelizmente desta vez não foi isso que sucedeu, mas aquilo que eu sempre temi .
Abri a porta, chamei por ela mas nada, fui ao quarto e não a vi mas de repente ouvi um chamar muito fraco "Vasco", corri para ela, estava deitada no chão e pelo modo de falar e reagir vi logo que lhe tinha dado alguma coisa, por azar o telefone estava do outro lado da cama, e ela coitada com a vontade de me telefonar tentou arrastar-se por baixo da cama. e por isso estava com nódoas negras .
Liguei logo para o 112, vieram rápido e foi logo ali assistida por uma médica que me disse que ela tinha tido um AVC, foi para o hospital esteve lá em recuperação, mas pouco recuperou,ficou com a parte direita paralisada, a fala ficou bem e ela conseguia lembrar-se mais ou menos o que se passou, quando teve alta fui chamado pela médica, onde me deu um diagnóstico nada positivo,precisava de apoio continuado, de usar fralda, e tinha de fazer fisioterapia para ver se conseguia recuperar o andar.
Como em casa estávamos os dois a trabalhar, o meu irmão em Moçambique e a minha cunhada com problemas de coluna, resolvemos procurar um lar para ela ter assistência continuada, escolhemos um perto de nós para poder dar também algum apoio, que ela bem iria precisar.
Compreendo que para ela seria o melhor dado o seu estado, embora me tenha custado ter de o fazer, e sei que ela também nunca aceitou muito bem a situação.
Foi preciso uma cadeira de rodas que o meu patrão ofereceu, a quem eu muito agradeço também pela facilidade de sair, para a ir buscar ao hospital duas vezes por semana depois da fisioterapia, onde ela ia com a minha cunhada de ambulância, ainda lá andou uns meses, mas com muito sacrifício, mesmo connosco a dar-lhe força para se por boa, para ir ao casamento da neta, nem isso fez que ela tivesse mais animo e força de vontade para melhorar, por fim sem melhoras visíveis acabou por desistir da fisioterapia.
Apesar de todo o apoio que lhe dávamos, raro foi o dia que não estava com ela á hora de almoço para a fazer comer alguma coisa, ela foi-se entregando ao destino e começou a enfraquecer, começou também a ter convulsões e muitas vezes teve de ir ao hospital para tratamento, também partiu a perna ao cair da maca quando lhe mudavam a fralda.
Ainda saí com ela algumas vezes, pela Páscoa veio ainda a minha casa passar o dia connosco e com o meu irmão, levei-a no carro a visitar a casa onde morava, mas a cada dia tudo piorava e ela cada vez mais abatida, passou o ano com altos e baixos, também eu comecei a ir abaixo, era de facto difícil vê-la ali a sofrer sem nada se puder fazer, restava dar-lhe todo o meu apoio e carinho, e com a minha presença um pouco de alegria, e quando ela me dava um sorriso eu já me sentia compensado, muitas vezes me despedia dela e saia com lágrimas nos olhos, e ela me pedia para no dia seguinte ir vê-la, pedido que eu sempre que possível satisfazia, era a minha mãe e já que mais nada se podia fazer ,pelo menos satisfazia o seu pedido ,e aquela hora que estava com ela, era para ela a melhor hora do dia, senti-a contente e feliz, acho que era o minimo que podia fazer por ela, e assim se passou o ano, de sofrimento para ela e para todos nós.
sábado, 9 de fevereiro de 2008
MAIS ALGUNS ACONTECIMENTOS
Com o meu irmão a trabalhar em Moçambique deixei de vez de fazer alguns trabalhos extras.
No inicio de 2003 fui convidado para ir trabalhar para a Armasul, cheguei a acordo com a Lopes & Moura e a partir de 15 de Fevereiro comecei nova etapa na vida, um novo desafio, organizar e marcar o armazem da Armasul, cerca de 60 mil produtos, organizar, colocar codigos de barras e localizar todos os produtos.
Dois passeios ainda fizemos este ano, para relaxar um pouco das obras, um foi a Coimbra a casa dos pais do Nuno, demos uma volta pela região e fomos conhecer coisas novas, conhecemos os tios e o primo do Nuno, passamos uns dias óptimos, comemos o célebre leitão da Bairrada, uma delícia.
Outro passeio foi a Fátima, fomos nós e a nossa afilhada Elsa, marido e filho, um domingo bem passado.
Com a Célia já a trabalhar num colégio e com prespectivas de casar, a casa já ía estando pronta e já comecava a comprar coisas para ela, comecavamos nós agora nova fase na vida, tentar fazer o casamento que a Célia merecia, 2003 acaba sem nada de especial a registar.
Realço no entanto que a minha mãe estava a ficar mais abatida, já tinha um pouco mais de dificuldade em andar e sair de casa, daí que tenha começado a dar-lhe mais apoio e a fazer-lhe as compras.
A Célia entretanto tinha marcado a data do casamento para o dia 11 de Setembro de 2004 e começava a azafama dos preparativos.
Mas o ano de 2004 ía ser fértil em acontecimentos, uns tristes outros felizes.
No inicio de 2003 fui convidado para ir trabalhar para a Armasul, cheguei a acordo com a Lopes & Moura e a partir de 15 de Fevereiro comecei nova etapa na vida, um novo desafio, organizar e marcar o armazem da Armasul, cerca de 60 mil produtos, organizar, colocar codigos de barras e localizar todos os produtos.
Dois passeios ainda fizemos este ano, para relaxar um pouco das obras, um foi a Coimbra a casa dos pais do Nuno, demos uma volta pela região e fomos conhecer coisas novas, conhecemos os tios e o primo do Nuno, passamos uns dias óptimos, comemos o célebre leitão da Bairrada, uma delícia.
Outro passeio foi a Fátima, fomos nós e a nossa afilhada Elsa, marido e filho, um domingo bem passado.
Com a Célia já a trabalhar num colégio e com prespectivas de casar, a casa já ía estando pronta e já comecava a comprar coisas para ela, comecavamos nós agora nova fase na vida, tentar fazer o casamento que a Célia merecia, 2003 acaba sem nada de especial a registar.
Realço no entanto que a minha mãe estava a ficar mais abatida, já tinha um pouco mais de dificuldade em andar e sair de casa, daí que tenha começado a dar-lhe mais apoio e a fazer-lhe as compras.
A Célia entretanto tinha marcado a data do casamento para o dia 11 de Setembro de 2004 e começava a azafama dos preparativos.
Mas o ano de 2004 ía ser fértil em acontecimentos, uns tristes outros felizes.
25 ANOS DE CASADOS

6 de Agosto de 2002, 25 anos passados do dia do nosso casamento, resolvemos ir passar o dia ao campo, convidamos a nossa afilhada e lá fomos fazer um piquenique, um dia bem passado, no regresso a casa fomos presentiados com as alianças que a Célia mandou fazer, e flores, as 25 rosas, representando a nossa vida em comum, tal como as rosas são belas e teem espinhos, assim foram tambem estes 25 anos, belos mas com alguns espinhos.
Á noite fomos jantar fora com a Célia e o Nuno, a minha mãe, a Elsa o Carlos e o Martim, um dia em beleza junto de pessoas que muito gostamos.
Pois é, 25 anos de vida em comum é muito tempo, com momentos altos e baixos, alegrias e tristezas, emoções e desilusões, mas sempre com muito amor e compreenção, só assim se consegue ultrapassar as dificuldades que a vida nos reserva.
As alegrias foram muitas nestes 25 anos, o nosso casamento, o nascimento da Célia, o nosso primeiro carro, o crescimento da Célia, a realização no nosso trabalho, as alegrias dos nossos familiares e amigos, que tambem compartilhamos, a compra da nossa casa, o curso da Célia, etc... .
Tambem tivemos algumas tristezas, o acidente do João José, a morte da minha sogra, a morte do meu pai, a morte da minha cunhada Felicia, a morte da minha tia Irene, e de alguns familiares e amigos mais chegados, bem como algumas doenças que nos atingiram, só com uma grande união, amor e compreenção se consegue resistir a tudo isto.Muito tenho a agradecer á minha companheira por estes 25 anos de vida em comum, sem o seu apoio e compreenção, muito amor e carinho ,não seria possivel termos realizado muitos dos nossos sonhos e enfrentado tudo de bom e de mau que a vida nos foi trazendo, e tambem não esquecendo o nó, no laço da nossa união, a Célia, com ela e por ela lutamos e enfrentámos muitas coisas boas e más, muito destes 25 anos de vida em comum se deve á união deste trio maravilha,
Mari Zé e Célia muito obrigado, sem voces eu não seria nada, com voces e por voces sou um homem feliz e realizado, obrigado mil beijinhos
FINALISTA

A 18 de Maio de 2002 chegou o tão ambicionado canudo para a Célia, foi com imensa alegria que vimos a nossa filha com o curso de Educadora de Infancia, todos fomos recompensados pelo esforço que fizemos, nós pelo esforço financeiro e algum trabalho extra para que nada lhe faltasse, e ela por se ter dedicado de corpo e alma, com muito esforço e dedicação para ter uma profissão para o futuro, estavamos todos de parabens.
Vi realizado na minha filha aquilo que eu nunca pude realizar, pois os meus pais não tinham posses para isso, reunimos alguma familia e amigos, e lá fomos para o campo de jogos do Monte de Caparica, assistir á queima das fitas e á entrega do canudo, foi um momento de muita emoção e alegria que jamais esquecerei, já antes tinha escrito na fita tudo o que me ia na alma, com muito amor e carinho e votos das maiores felicidades.
Vi realizado na minha filha aquilo que eu nunca pude realizar, pois os meus pais não tinham posses para isso, reunimos alguma familia e amigos, e lá fomos para o campo de jogos do Monte de Caparica, assistir á queima das fitas e á entrega do canudo, foi um momento de muita emoção e alegria que jamais esquecerei, já antes tinha escrito na fita tudo o que me ia na alma, com muito amor e carinho e votos das maiores felicidades.
Á tarde demos um lanche para todos que nos acompanharam neste momento de alegria, na casa ainda em obras, recordo ainda um percalço que sucedeu, o meu Opel resolveu romp
er um tubo da água do radiador, e tive que revestir o tubo com fita isoladora e lá consegui chegar a casa.
er um tubo da água do radiador, e tive que revestir o tubo com fita isoladora e lá consegui chegar a casa.Estava concluida mais uma etapa na criação e educação da Célia, agora era preciso ter sorte e conseguir um emprego minimamente estável e comecar a pensar no futuro, para ela nova etapa na vida ia começar.
Sentimo-nos realizados e orgulhosos, penso que cumprimos o nosso dever de pais, decerto com algumas falhas, mas dentro das nossas possbilidades fizemos tudo que estava ao nosso alcançe para lhe dar um futuro melhor que o nosso, penso que conseguimos, não sózinhos mas tambem com o esforço e entrega dela, por isso obrigado Célia por nos ajudares a concretizar o nosso sonho.
domingo, 27 de janeiro de 2008
A VIDA CONTINUA

Pois é a vida continuava, as obras em casa ocupava muito do meu tempo, no r/chão era os acabamentos, os azuleijos e mosaicos, as aduelas das portas, e o chão flutuante, e aos poucos a casa por dentro ía ficando pronta, no trabalho ainda andei muitas vezes pelo norte, em Leça da Palmeira, a montar o túnel de despoeiramento nas cargas dos cereais.
A Célia lá continuava no seu curso sempre com bom aproveitamento, e o final aproximava-se.
Ainda fiz uma viagem á Madeira para ir montar uns transportadores nos CTT do Funchal.
Entretanto no Lopes & Moura as coisas começavam a complicar-se, o trabalho começava a faltar e na sequência deste também o dinheiro.
Passou também o casamento do Paulo, que me ficou muita pena não ter ido, por solidariedade com a minha mulher, por motivos familiares, contudo para eles tudo de bom na vida, e em especial para o Paulo, por tudo o que passou e sofreu merece ser feliz.
ACIDENTE NO TRABALHO
Pois é, tão cedo não esqueço o dia 31 de Maio de 2001, faltava pouco para o meio dia, eu estava em cima da plataforma elevatória dum carro de abastecimento de água aos aviões, pois lá no Lopes & Moura fazíamos muitos trabalhos para a TAP, escadas de acesso aos aviões, carros de bagagem, carros para limpeza dos WC, e estes carros de agua.
Naquele dia era dia do teste da plataforma, que serve para elevar um homem á fuselagem do avião, para ligar a mangueira para encher os depósitos de agua, a plataforma subia pela força de um cilindro hidráulico á altura de 6 mt. , este havia sido modificado para puder chegar a esta altura, estava a fazer o teste de elevação, rodeado de pessoal ,engenheiros e patrões a assistir, eis que por volta dos 5 mt. o cilindro rebenta, espalhando óleo por cima daquele pessoal todo, eu sou projectado para cima e caí desamparado de costas no chão, levantei-me logo de seguida parecia não ter nada, mas passado pouco tempo começo com muitas dores nas costas, chamaram a ambulância e fui para o hospital de Almada, fizeram-me exames e radiografias, não viram nada e mandaram-me para casa em repouso.
Mas as dores não passavam, fui então ao seguro , mais exames e então viram que tinha o osso coxis partido, passei umas boas semanas no seguro, não conseguia estar sentado, fiz várias sessões de fisioterapia com raios gama até a fractura estar consolidada, mesmo depois de ter alta as dores continuavam, não conseguia conduzir muito tempo seguido, e fui então a uma junta médica onde me deram incapacidade de 5% e uma indemnização, fiz muitas viagens ao Alentejo a ter de parar várias vezes no caminho, hoje já estou um pouco melhor embora com as mudanças do tempo sinta sempre dor e incómodo, mas cá estou e vamos indo uns dias melhor outros pior.
Naquele dia era dia do teste da plataforma, que serve para elevar um homem á fuselagem do avião, para ligar a mangueira para encher os depósitos de agua, a plataforma subia pela força de um cilindro hidráulico á altura de 6 mt. , este havia sido modificado para puder chegar a esta altura, estava a fazer o teste de elevação, rodeado de pessoal ,engenheiros e patrões a assistir, eis que por volta dos 5 mt. o cilindro rebenta, espalhando óleo por cima daquele pessoal todo, eu sou projectado para cima e caí desamparado de costas no chão, levantei-me logo de seguida parecia não ter nada, mas passado pouco tempo começo com muitas dores nas costas, chamaram a ambulância e fui para o hospital de Almada, fizeram-me exames e radiografias, não viram nada e mandaram-me para casa em repouso.
Mas as dores não passavam, fui então ao seguro , mais exames e então viram que tinha o osso coxis partido, passei umas boas semanas no seguro, não conseguia estar sentado, fiz várias sessões de fisioterapia com raios gama até a fractura estar consolidada, mesmo depois de ter alta as dores continuavam, não conseguia conduzir muito tempo seguido, e fui então a uma junta médica onde me deram incapacidade de 5% e uma indemnização, fiz muitas viagens ao Alentejo a ter de parar várias vezes no caminho, hoje já estou um pouco melhor embora com as mudanças do tempo sinta sempre dor e incómodo, mas cá estou e vamos indo uns dias melhor outros pior.
quarta-feira, 16 de janeiro de 2008
INICIO DAS OBRAS
Depois de ter arranjado o pedreiro através do conhecimento de pessoas amigas, iniciamos oficialmente as obras em Maio, eu tirei uma semana de férias para acompanhar o arranque das mesmas, começamos pelas demolições, a varanda da frente foi a primeira a cair, para nascer a nova apoiada em pilares redondos,foi abrir cabocos para as sapatas dos pilares, foi picar as paredes todas por fora até ao tijolo para serem rebocadas de novo, foi montar andaimes, foi desmanchar o telhado, foi pilares e placas acrescentadas nas traseiras da casa, foi confragens e estrutura de ferro para os pilares e placas, foi muita massa para as placas e pilares, vigas para o telhado, as pedras para as janelas e portas, foi todo o alumínio para portas e janelas, e tanta coisa mais para conseguirmos ter a nossa casinha arranjada como nova.
A parte do ferro fui eu mais a Célia como ajudante que o fizemos todo na oficina do Lopes & Moura, lá montamos tudo e veio na camioneta para casa, foram fins de semana seguidos sem parar, muito entulho a minha mulher e a minha filha carregaram para os sacos da câmara, mas tudo o que era preciso fazer antes da chegada do Inverno foi feito, com a ajuda do tempo pois esse ano pouco choveu até Novembro, altura em que o pedreiro e o servente deram por terminadas as obras do exterior, com o telhado colocado a casa rebocada por fora e ampliada, a primeira fase estava terminada, ficava a faltar a pintura e o rodapé de pedra.
Agora seguia-se o interior, depois de toda a instalação eléctrica e águas pronta, havia que tapar roços, rebocar paredes para depois receber os azulejos e mosaicos, no 1º andar ainda veio um ladrilhador fazer a cozinha mas não gostei do trabalho, decidi então ser eu a fazer, comprei a máquina e vá de mãos á obra com a ajuda das mulheres da casa, por dentro foi tudo feito por mim, aduelas e portas ,azulejos e mosaicos, chão flutuante e tectos falsos, só o estuque é que não, sem fins de semana , férias e descanso foi com imenso gozo que fiz esta obra.
Mas depois do 1º andar pronto, foi o mudar tudo para cima para começar em baixo, repetir tudo de novo, tive que pintar a casa por fora, acabar o chão do quintal,mas com a ajuda de Deus lá conseguimos fazer tudo, contei também com a preciosa ajuda de três colegas de trabalho, do meu irmão, do meu genro, dos meus patrões que me facilitaram a oficina, a todos muito obrigado.
Finalmente em 2004 a obra estava mais ou menos concluida, muitas mais coisas se passaram nestes quatro anos, que contarei mais á frente.
A parte do ferro fui eu mais a Célia como ajudante que o fizemos todo na oficina do Lopes & Moura, lá montamos tudo e veio na camioneta para casa, foram fins de semana seguidos sem parar, muito entulho a minha mulher e a minha filha carregaram para os sacos da câmara, mas tudo o que era preciso fazer antes da chegada do Inverno foi feito, com a ajuda do tempo pois esse ano pouco choveu até Novembro, altura em que o pedreiro e o servente deram por terminadas as obras do exterior, com o telhado colocado a casa rebocada por fora e ampliada, a primeira fase estava terminada, ficava a faltar a pintura e o rodapé de pedra.
Agora seguia-se o interior, depois de toda a instalação eléctrica e águas pronta, havia que tapar roços, rebocar paredes para depois receber os azulejos e mosaicos, no 1º andar ainda veio um ladrilhador fazer a cozinha mas não gostei do trabalho, decidi então ser eu a fazer, comprei a máquina e vá de mãos á obra com a ajuda das mulheres da casa, por dentro foi tudo feito por mim, aduelas e portas ,azulejos e mosaicos, chão flutuante e tectos falsos, só o estuque é que não, sem fins de semana , férias e descanso foi com imenso gozo que fiz esta obra.
Mas depois do 1º andar pronto, foi o mudar tudo para cima para começar em baixo, repetir tudo de novo, tive que pintar a casa por fora, acabar o chão do quintal,mas com a ajuda de Deus lá conseguimos fazer tudo, contei também com a preciosa ajuda de três colegas de trabalho, do meu irmão, do meu genro, dos meus patrões que me facilitaram a oficina, a todos muito obrigado.
Finalmente em 2004 a obra estava mais ou menos concluida, muitas mais coisas se passaram nestes quatro anos, que contarei mais á frente.
domingo, 6 de janeiro de 2008
EM FALTA DE 1998

Pois é lá me ía esquecendo de duas coisas importantes de 98 !!!
A EXPO98, e as festas de Campo Maior.
Fui dois dias á expo, de facto um acontecimento importante para o nosso país, muita coisa de interesse para ver, com a maioria dos países do mundo lá representados.
Recordo os pavilhões de Portugal, da ciência, do conhecimento, dos mares, do futuro, etc, os ovos com as quatro estações do ano, a animação de rua, o matrix, e tanta coisa digna de se ver.
Foram dois dias muito cansativos mas muito proveitosos, conhecer novos mundos novas culturas é sempre enriquecedor.
Ainda andei no teleférico, só não vi o oceanário pois as filas eram enormes ,e como ficava depois da exposição fomos mais tarde lá ver.

Lá andámos com a Elsa ,o Carlos e o Martim,foi um dia bem passado mas muito cansativo.
1999 ANO DE MUDANÇAS

Pois é, 1999 foi o ano em que muita coisa aconteceu, comecei com as obras de remodelação da casa, comecei pelo 1º andar, foi picar as paredes todas até ao tijolo, deitar paredes a baixo e fazer outras de novo,arrancar os tacos do chão, tudo isto feito ás tardes depois de sair do trabalho, aos fins de semana e feriados, eu ,mulher e filha foi dar no duro, quando tinha uma divisão toda picada era tapar as fissuras nos tectos e paredes, fazer a instalação eléctrica alterar portas, e a Célia e a minha mulher era carregar baldes de entulho para o saco da câmara, eram as bolhas nas mãos,as dores nas costas,mas aos poucos lá fomos fazendo as obras por dentro enquanto esperávamos a licença da câmara para iniciar as obras por fora, licença essa que chegou em Novembro .
A Célia acabava o 12º ano e entrava na faculdade, foi para o instituto Piaget tirar o curso de educadora de infância, mais um esforço que fazíamos para ela ter um futuro melhor que o nosso.
Aqui começava o que seriam cerca de quatro anos de muito trabalho, e muito dinheiro para gastar, pois ia tentar arranjar um pedreiro para me fazer toda a parte de fora da casa e por dentro seriamos nós a fazer.
sábado, 5 de janeiro de 2008
1998 MAIS 4 VIAGENS

A 9 de Janeiro de 1998 lá vou eu, desta vez a caminho do Brasil,com escala em S. Paulo, destino Curitiba,lá passei o mês de Janeiro todo,foi muito trabalho mas também muito foró,das 8 ás 5h trabalhava-se e depois dum bom banho era ir curtir numa boa,era a caipirinha,as corridas de kart,os churrascos e os rodisios, e sambar !!!.Aos fins de semana íamos passear, ver as cachoeiras, as praias de interior, fomos ainda ver as cataratas do Iguazu,com muito calor fizemos cerca de 600km e no outro dia tinha o braço que vinha de fora todo queimado, o carro era um Fiat e não tinha ar condicionado.Quase todos os dias éramos convidados para os churrascos pelas meninas da fábrica, comia-se, bebia-se, e sambava-se até ás tantas,era muita fixe, e os bares com aquelas meninas todas gostosas um espectáculo !!!, foi a viagem que mais gostei, o Brasil é de perder a cabeça, que o diga um colega nosso o Morgadinho, que por lá ficou apaixonado por uma brasileira, deixando cá a mulher e dois filhos, um ainda bebé, e nunca mais voltou !!! cuidado com elas !!!.
A seguir de 25 de Fevereiro a 6 de Março, e de 9 de Abril a 24 de Abril fui para a Polónia, em Fevereiro ainda apanhamos uns dias de frio e neve, mas tudo correu bem, ainda estivemos para ir visitar o campo de estremínio de Auschwitz, mas não tivemos tempo.Por fim a ultima viagem foi á Eslováquia de 18 a 29 de Maio para montar os últimos dois carrocéis,a partir daqui não fiz mais viagens para fora, mas comecei a andar pelo país a montar máquinas e a fazer reparações.
A seguir de 25 de Fevereiro a 6 de Março, e de 9 de Abril a 24 de Abril fui para a Polónia, em Fevereiro ainda apanhamos uns dias de frio e neve, mas tudo correu bem, ainda estivemos para ir visitar o campo de estremínio de Auschwitz, mas não tivemos tempo.Por fim a ultima viagem foi á Eslováquia de 18 a 29 de Maio para montar os últimos dois carrocéis,a partir daqui não fiz mais viagens para fora, mas comecei a andar pelo país a montar máquinas e a fazer reparações.
terça-feira, 11 de dezembro de 2007
NOVO (ENTRE PARÊNTESIS)

PARA TI MARIANA
É com a maior alegria do mundo que interrompo as minhas memórias, de novo por tua causa,desta vez porque te conheci, foi com imensa emoção que ouvi o teu pai dizer "a Mariana nasceu, correu tudo bem,a Mariana e a mãe estão bem", foi como se a Célia tivesse nascido de novo, uma enorme alegria invadiu minha alma, que boa a sensação de ser avô, quando teu pai disse que te íamos ver não fui embora, esperei ansioso por esse momento, e lá vinhas tu ao colo da enfermeira ,tão frágil nesta tua entrada neste mundo, mas com a protecção do teu pai e teus avós, meus olhos brilharam de alegria ao ver-te, tão linda e ao abrires os olhinhos para nós estabeleceu-se um laço de união, de amor e carinho que jamais será quebrado, tudo faremos para que nada te falte, e se ao deixar o hospital para ir trabalhar uma ou outra lágrima deitei foram lágrimas de alegria,por ti , pelos teus pais, pelo sofrimento da tua mãe e pela coragem do teu pai.
Por isso pipoquinha querida, de braços abertos te recebemos, tens todo o amor e carinho á tua espera, sinto que ser avô já é uma grande responsabilidade, mas tudo faremos para ajudar teus pais a te criar e educar, nos bons e maus momentos da vida que agora começastes .
Que Deus nos dê saúde e mais alguns anos de vida para podermos partilhar e saborear o teu crescimento, a tua aprendizagem, as tuas brincadeiras e traquinices.
Hoje fui ver-te de novo, e ver a tua mãe que não a tinha visto ainda depois de tu nasceres, como estava feliz e radiante a olhar para ti , a tratar-te e a embalar-te, tens uma mãe espectacular, que seja no mínimo tão boa mãe como é filha, e podes querer que tens a melhor mãe do mundo , e um pai muito especial, era a felicidade estampada no rosto, um homem de coragem foi o primeiro a ver-te, desligou-te da tua casinha de nove meses e ligou-te a este mundo.
Como me soube bem a tua maõzinha tão pequenina a apertar o meu dedo, que seja o primeiro de muitos contactos que teremos pela vida fora, temos muito amor para te dar, vem Mariana um lar acolhedor te espera, a nossa vida daqui para a frente tem um novo sentido, benvinda Mariana, serás para sempre a nossa pipoquinha.
PARA TEUS PAIS
Para vocês primeiro que tudo muitos parabéns, pela filha linda e perfeita que acabam de ter, pela neta que nos deram, e pela coragem e sofrimento por que ambos passaram mas que superaram com nota máxima, muitos parabéns , saúde e felicidades para a criarem.
Nova etapa na vossa vida vos espera, ser pai e mãe é uma enorme alegria e felicidade, mas também uma enorme responsabilidade, agora primeiro que tudo está a vossa filha, sei que serão uns bons pais, que tudo irão fazer para que nada lhe falte, amor, carinho, educação e muita compreensão, as crianças dão-nos imensas alegrias mas também muitas dores de cabeça, ficamos felizes com as primeiras palavras, o primeiro passinho sem cair, e como é lindo o sorriso duma criança, mas também ficamos tristes se estão doentes, se choram com alguma dor, mas é o ciclo da vida e temos que saber superar com muita coragem e amor.
Que consigam ser melhores pais, ou pelo menos tão bons como os vossos foram, que tentem corrigir para melhor alguns erros dos vossos pais, e que possam dar á Mariana muito mais que aquilo que os vossos pais vos deram, nós já fizemos o mesmo, e se mais não fizemos foi porque não pudémos.
Cá estamos, não para vos ensinar mas sim para vos ajudar a criar e educar essa pipoquinha linda Deus nos dê saúde para isso, sentimos que pudemos ser úteis á nossa neta, nós bem sentimos a falta daqueles que bem cedo nos deixaram eras tu Célia bem pequenina, e ficastes sem esse apoio importante, mas só Deus sabe.
Estou feliz por vocês, tu Célia pela coragem e sofrimento , pelas dores e noites mal dormidas, mas no fim essa cara diz tudo, tens a alegria e felicidade estampada no rosto, olhar para ti a ver-te olhar para o teu rebentinho dá um prazer imenso, os teus olhos dizem tudo que te vai na alma ,força vai em frente serás a melhor mãe do mundo.
Para ti Nuno pela coragem, pelo apoio que sempre destes á Célia,porque estivestes presente e lhe destes força ,a minha reconhecida gratidão, fostes á luta e vencestes, pelo pai babado que és , pelo teu rosto feliz, pela tua coragem de enfrentar a vida, pelo modo carinhoso que falas do teu rebentinho, força vai em frente serás o melhor pai do mundo .
Que daqui prá frente formem os três um lar perfeito com muito amor, compreensão e carinho que não vos falte saúde e trabalho para poderem criar, ver crescer e ser feliz a vossa filha, como eu tive o prazer de vos ver a vocês, Deus vos proteja, FELICIDADES FILHOS E NETA.
sábado, 8 de dezembro de 2007
A COMPRA DA CASA

Depois do falecimento da minha tia Irene a nossa estadia em casa iria mudar, a minha prima herdou a casa, falei com ela e como ela não gostava da casa propus compra-la, depois de várias propostas e contra propostas, ainda chegamos a ir ver casas para comprar, lá chegamos a acordo e comprámos a casa, também era vontade da minha tia que fossemos nós a ficar com a casa, e a partir de Outubro concretizamos um sonho nosso, termos a nossa casinha, todos ficamos satisfeitos pois sempre habituados a viver aqui ia ser difícil mudar para um andar.
Com algum dinheiro que tínhamos junto e um pequeno empréstimo ao banco lá pagámos a casa, depois foi começar a fazer planos para a remodelar, os quartos eram pequenos e queríamos aumentá-los , mudar o telhado, fazer uma varanda maior e fechar a varanda de traz, lá foram surgindo ideias, eu fui desenhando as plantas até que chegamos á ideia final, pedi a um engenheiro amigo para me fazer as plantas de alteração, e entreguei tudo na câmara para aprovação, e ficamos á espera.
Com algum dinheiro que tínhamos junto e um pequeno empréstimo ao banco lá pagámos a casa, depois foi começar a fazer planos para a remodelar, os quartos eram pequenos e queríamos aumentá-los , mudar o telhado, fazer uma varanda maior e fechar a varanda de traz, lá foram surgindo ideias, eu fui desenhando as plantas até que chegamos á ideia final, pedi a um engenheiro amigo para me fazer as plantas de alteração, e entreguei tudo na câmara para aprovação, e ficamos á espera.
segunda-feira, 26 de novembro de 2007
MAIS UM ANO DE PERDAS
Mais três pessoas chegadas nos deixaram, o sogro do meu irmão sr. Silvestre, que depois de ter partido uma perna ao ser atropelado teve vários problemas de saúde e veio a falecer, pessoa muito amiga,adorava os netos e a filha a minha cunhada Aida, mulher do meu irmão de quem também gostava muito.
Depois passado pouco tempo faleceu a minha tia Irene, dona da casa onde moramos, depois de longos meses que ela passava em casa da filha, de vez em quando voltava para casa dela, desta vez veio, e um fim de semana foi logo de manha cedo ao café tomar o pequeno almoço, ao vir para casa sentiu uma dor no peito, mas subiu para casa dela e só mais tarde nos disse,quis ir com ela ao hospital mas ela não quis, disse que já tinha passado e que já lhe tinha dado mais vezes, almoçou connosco e depois subiu, disse que ia dormir a sesta,nós dissemos que a chamávamos para lanchar, quando a minha mulher sobe para a chamar ela está na cama e não responde, minha mulher aflita chama-me e vou ver, não lhe sinto o pulso, ainda está quente, ligo para o 115, vieram mas não havia nada a fazer,tinha falecido rebentara uma veia do coração daí a dor que ela sentira,morreu a dormir, sua expressão era serena e calma, não sentira a morte.
Mais um choque para nós,convivia connosco quase á vinte anos sempre nos demos muito bem, viu e acompanhou o crescimento da Célia de quem gostava muito,muito lhe devemos, pois nos recebeu depois de casados,a vida era difícil e nos arranjou a casa para morarmos,convivia muito connosco,sentimos muito a sua falta,por tudo o que nos fez, obrigado tia Irene jamais a esqueceremos.
Depois em Setembro a nossa afilhada Elsa que estava grávida teve um menino, filho muito desejado, era o primeiro filho, surgiram problemas e o Daniel não resistiu, poucos dias esteve entre nós,Deus levou mais um anjinho para junto de Si, foi a tristeza para todos nós,os pais destroçados, é sempre doloroso perder um filho e eles tiveram que superar esta difícil perda, a Célia também ficou muito afectada mas ganhou coragem e fez um poema dedicado ao Daniel que é lindo, ainda hoje ao relê-lo me comovo.
Que este anjinho que Deus levou seja a estrela que guie e proteja seus pais e irmãos.
Daniel ficarás para sempre em nossas memórias,serás recordado com muito amor e saudade, a tua mãozinha a apertar o meu dedo ficará para sempre em minha memória um beijinho Daniel, Deus te acolha em Seu regaço.
Depois passado pouco tempo faleceu a minha tia Irene, dona da casa onde moramos, depois de longos meses que ela passava em casa da filha, de vez em quando voltava para casa dela, desta vez veio, e um fim de semana foi logo de manha cedo ao café tomar o pequeno almoço, ao vir para casa sentiu uma dor no peito, mas subiu para casa dela e só mais tarde nos disse,quis ir com ela ao hospital mas ela não quis, disse que já tinha passado e que já lhe tinha dado mais vezes, almoçou connosco e depois subiu, disse que ia dormir a sesta,nós dissemos que a chamávamos para lanchar, quando a minha mulher sobe para a chamar ela está na cama e não responde, minha mulher aflita chama-me e vou ver, não lhe sinto o pulso, ainda está quente, ligo para o 115, vieram mas não havia nada a fazer,tinha falecido rebentara uma veia do coração daí a dor que ela sentira,morreu a dormir, sua expressão era serena e calma, não sentira a morte.
Mais um choque para nós,convivia connosco quase á vinte anos sempre nos demos muito bem, viu e acompanhou o crescimento da Célia de quem gostava muito,muito lhe devemos, pois nos recebeu depois de casados,a vida era difícil e nos arranjou a casa para morarmos,convivia muito connosco,sentimos muito a sua falta,por tudo o que nos fez, obrigado tia Irene jamais a esqueceremos.
Depois em Setembro a nossa afilhada Elsa que estava grávida teve um menino, filho muito desejado, era o primeiro filho, surgiram problemas e o Daniel não resistiu, poucos dias esteve entre nós,Deus levou mais um anjinho para junto de Si, foi a tristeza para todos nós,os pais destroçados, é sempre doloroso perder um filho e eles tiveram que superar esta difícil perda, a Célia também ficou muito afectada mas ganhou coragem e fez um poema dedicado ao Daniel que é lindo, ainda hoje ao relê-lo me comovo.
Que este anjinho que Deus levou seja a estrela que guie e proteja seus pais e irmãos.
Daniel ficarás para sempre em nossas memórias,serás recordado com muito amor e saudade, a tua mãozinha a apertar o meu dedo ficará para sempre em minha memória um beijinho Daniel, Deus te acolha em Seu regaço.
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