È verdade a vida tem de continuar para os que cá ficaram, a saudade e a lembrança das pessoas queridas, essa ficará para sempre nos nossos corações.
A nossa vida continuava, eu e minha mulher lá íamos trabalhando, eu na Gaivota e ela na Indelma, a Célia lá ia crescendo sem problemas de maior, apenas o problema de respirar, mais á noite, por isso tivemos que comprar um vaporizador e ela lá adormecia melhor.
Por esta altura meu pai foi trabalhar para a Gaivota como pedreiro, na ampliação das instalações, e retomámos o nosso convívio diário,a amizade e cumplicidade que sempre nos uniu.
A Gaivota todos os anos pelo Natal dava uma festa, para os colaboradores e respectivas famílias, numa dessas festas o meu pai tirou uma foto com as duas netas ao colo, o mais engraçado foi a coincidência das netas ficarem no mesmo lado dos pais, numa foto tirada muitos anos atrás, meu pai comigo e meu irmão ao colo.
Entretanto os dois sócios da Gaivota separam-se,eu e o meu pai ficámos na Gaivota , o meu irmão foi para a Gruel que era uma outra firma do grupo, e que ficou para um dos sócios.
Aos fins de semana, eu e meu irmão arranjávamos uns trabalhos extras, por vezes ia também o nosso pai, era mais uns tostões que entravam.
Aos fins de semana lá íamos dando uns passeios,umas vezes a casa dos meus cunhados Felicia e Cardoso, ver a nossa afilhada Elsa e o irmão Paulo,outras vezes dando outros passeios, fomos passar um fim de semana ao Cercal, perto das Caldas da Rainha a casa dos meus tios Emília e Gerardo.
Comecei a andar com um carro da firma e aos fins de semana lá dávamos uns passeios, o carro era um dois cavalos e a Célia gostava muito de andar nele.
Estávamos nos fins de 1983, fomos ao Alentejo apanhar azeitona, pedi uma carrinha ao meu patrão,serviu para levar as sacas de azeitona para o lagar, foi bonito, todos os irmãos da minha mulher juntos, as crianças a brincar, e todos pendurados nas oliveiras lá íamos ripando as azeitonas e enchendo as sacas, apesar do frio era bom pois confraternizávamos , bebíamos uns copos para aquecer e sempre dava uns litros de azeite para cada um.
Passámos lá o Natal com o meu sogro e meus cunhados Felícia e Cardoso mais a criançada toda, fez-se as filhoses e á meia noite abriu-se as prendas, a Célia fez os quatro anos, e viemos passar o Ano Novo com os meus pais.
sexta-feira, 14 de setembro de 2007
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1 comentário:
é mesmo a vida continua....
Ainda me lembro de quando íamos todos apanhar azeitona, era bem engraçado!
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