sábado, 5 de abril de 2008

MÃE HÀ SÒ UMA

A HOMENAGEM


Com três letrinhas apenas
Se escreve a palavra MÃE
É das palavras pequenas
A MAIOR que o mundo tem

M de Maria mãe de Jesus que muito sofreu pelo filho
A de amor,todo o amor que me deste
E de educação, obrigado pelo que sou hoje

Usei este verso já muito antigo mas que expressa de verdade tudo o que é uma mãe, para nós é a maior do mundo, por isso mãe........
Obrigado por me teres gerado.
Obrigado por me trazeres e protegeres em teu ventre durante nove meses.
Obrigado pelo teu leitinho.
Obrigado pela tua dedicação.
Obrigado pelo carinho que me deste.
Obrigado por me protegeres dos meus medos.
Obrigado pelo apoio que me destes.
Obrigado por me criares.
Obrigado por me educares.
Obrigado por teres sido minha amiga.
Obrigado por achares os teus filhos os melhores do mundo.
Obrigado por todo o amor que me deste.
Obrigado por teres sido minha mãe.
Obrigado, OBRIGADO MÃE.

Mãe, e como ninguém é perfeito eu sei que errei algumas vezes, por isso mãe.......

Desculpa pelas noites mal dormidas.
Desculpa pelas minhas birras.
Desculpa as minhas traquinices.
Desculpa se te fiz sofrer.
Desculpa se alguma vez me portei mal.
Desculpa se não fui o filho que sonhaste.
Desculpa se te fiz chorar.
Desculpa se não te dei todo o apoio que merecias.
Desculpa se alguma vez te sentiste abandonada.
Desculpa não estar presente quando mais precisaste.
Desculpa se não fiz tudo para minorar teu sofrimento.
Desculpa não ter sido capaz de fazer mais por ti.
DESCULPA MÃE
TE PEÇO PERDÃO do fundo do coração.
Mãe, foste para mim marcante na minha vida, e por muitos anos que viva sem a tua presença jamais me esquecerei de ti, fostes a primeira mulher que eu amei, um amor único e insubstituível, foi um amor que começou ao meu primeiro dia de vida e jamais terminará, contra tudo e contra todos sempre te apoiei e te defendi e por muitas virtudes e todos os defeitos que tivesses eras a minha mãe, choravas e rias comigo, doía-te onde me doía a mim, protegias-me quando eu precisava, ralhavas quando eu merecia, me davas animo quando eu estava em baixo,sofrias com o meu sofrer, quem mais pode fazer tudo isto senão uma MÃE a minha MÃE.
Não esqueço que já estavas bem debilitada , e ainda me procuravas o que tinha, quando chegava ao pé de ti e me achavas triste, eu bem dizia que não era nada mas tu bem me conhecias, é o sentimento de mãe, nada no mundo paga isso é um dom das mulheres, tu eras mulher e mãe, a melhor mãe do mundo, sou feliz por ter sido teu filho OBRIGADO MÃE, partiste mas a tua presença está sempre no meu coração, ficou a saudade com essa eu tenho que conviver até que Deus queira, um beijo mãe, jamais te esquecerei, ADEUS.

MORTE DA MÃE

3 de Janeiro de 2006, recebo uma chamada do lar, o estado de saúde da minha mãe piorava, ao lá chegar ela estava com muita dificuldade em respirar, chamei o médico ele recomendou que ela ficasse a oxigénio,e assim ficou durante a noite,de manha fui lá estava mais calma,dei-lhe o leite,deu-me um leve sorriso, fui trabalhar e depois do almoço passei por lá, estava acompanhada pelo médico que falou comigo e disse que era melhor ir com ela para o hospital, pois o seu estado era mau e precisava de outros cuidados, e assim foi chamei a ambulância que a levou e eu fui lá ter de carro ainda a tempo de a ver entrar, dei-lhe um beijo e ela ao entrar levantou-se na maca e olhou para mim com um sorriso e os olhos muito abertos,ainda hoje guardo aquela imagem na memória,foi a ultima vez que ela me olhou,passei lá o resto da tarde ainda fui lá dentro mas só a vi de longe estava entubada e adormecida, mandaram-me para casa e que fosse lá no outro dia de manha.
Levantei-me cedo fui ao trabalho organizar algumas coisas para ir ao hospital,eram 8 e 40 quando tocou o telemóvel, era do hospital para eu lá ir falar com o director clínico, um arrepio percorreu meu corpo, pressenti o pior.
Fui recebido pelo director que foi frio e directo," Sr. Vasco a sua mãe faleceu esta madrugada,sem sofrimento e em paz os meus sentimentos", confirmava-se o meu pressentimento, a minha querida mãe deixava-nos, depois de quase dois anos de sofrimento Deus chamava-a,ela descansava e nós, o sofrimento passava a dor,tristeza e saudade, para mim foi difícil embora estivesse á espera, não foi um choque como a morte do meu pai, mas é uma dor diferente, mãe há só uma,e eu tinha acabado de perder a minha,paz á tua alma mãe querida.
Depois de perder o meu pai muito cedo e agora a minha mãe sentia-me órfão,rompia-se a ultima ligação ao passado á infância, ao amor e carinho que os pais tão bem e ao seu jeito sabem dar aos filhos, agora o passado é saudade, recordação e nostalgia,á que olhar para o futuro, para os filhos e netos que hão-de vir, pedindo sempre que o ciclo da vida se mantenha e que inevitavelmente sejam eles a sentir essa mesma dor.
Recebemos o corpo da minha mãe na igreja nova da Piedade, e ai compartilhamos com a família e amigos os últimos momentos junto dela, era chegado o momento sempre doloroso do ultimo adeus, e ao acompanhá-la a sua ultima morada uma profunda tristeza e dor me invadio, e ao dar-lhe o ultimo beijo de despedida naquele rosto sereno e já muito enrugado minha dor e emoção explodiu, tive de chorar e libertar todo o sofrimento por que tinha passado, e com o apoio da minha mulher e filha mais esta etapa difícil da vida foi superada.
Aurora mãe querida partiste para sempre do nosso convívio, mas em meu coração jamais serás esquecida, que Deus te dê um lugar especial junto Dele e na companhia do pai, bem hajas, onde quer que te encontres sinto que zelas por nós, obrigado por teres sido minha mãe, OBRIGADO MÃE um beijinho do tamanho do universo para o receberes onde quer que te encontres, ADEUS MÃE.

MAIS PREOCUPAÇÕES

Pois é, a vida é assim, tem coisas boas e coisas más, passado a euforia do casamento e com a lua de mel dos noivos alterada por causa dos furacões, lá foram em lua de mel alternativa para a Republica Dominicana, mas!!!!!
Pois por lá também apareceu o mau tempo, sem noticias por cá, começámos a ficar preocupados, socorremos á agência de viagens, por sinal fica em frente á nossa casa, a funcionária foi super simpática, bem tentou telefonar para o hotel assim como eu e o meu compadre mas nada, não se conseguia ligação, as noticias não eram as melhores, a tempestade andava por aquelas bandas, e nós cá tão longe nada sabíamos, mas finalmente lá tivemos noticias, estava tudo bem aparte de terem passado uns dias no hotel tudo estava bem, e no regresso deles ficámos a saber todas as peripécias, felizmente tudo acabou em bem.
Mas as preocupações essas continuavam, a minha mãe lá continuava no lar, com o meu apoio quase diário, mas a sua saúde e qualidade de vida ia piorando, algumas vezes fui para o hospital com ela, era a dificuldade em respirar, era a expectoração que a entupia, e era ela que não lutava e se entregava, e eu a passar por maus bocados, vê-la ali naquele estado sem nada poder fazer a não ser dar-lhe um pouco de conforto e carinho, e o dia que conseguia que ela comesse um pouco melhor e que desse um sorriso já eu ficava mais aliviado, mas é muito difícil ver uma pessoa que tanto amamos naquele estado, foi um sofrimento para ela e para nós.
No final de 2005 o seu estado piorou, acompanhada por um médico diáriamente estava por vários períodos a oxigénio para poder respirar melhor, e a comer por sonda, mas sentia que o pior podia acontecer, o meu irmão veio cá passar o Natal, já não o conheceu, o seu fim aproximava-se, pedi para que Deus tivesse compaixão dela, e em breve Deus a levaria.

sexta-feira, 21 de março de 2008

CASAMENTO DA CÈLIA

Depois de alguns acontecimentos menos felizes, finalmente chegava um momento de muita alegria e felicidade.
Após muitos meses de muito trabalho e algum cansaço, o grande dia aproximava-se, para trás ficaram os preparativos sempre muito trabalhosos, tanto para a Célia como para nós , foi o preparar da casa, o escolher o local da boda , os convites, o comprar os fatos, etc, o normal para um casamento, só que este era um casamento especial, o da nossa filha.
Percorremos a casa dos familiares e amigos para entregar os convites, desde o Alentejo a Vila Franca de Xira, Lisboa e arredores, foi com imenso prazer que o fizemos.
A casa deles ia ficando pronta, seria na nossa vivenda no 1º andar, que desde as obras foi logo preparada para eles, e como foi bom ver toda a alegria em seus rostos quando chegava uma coisa nova para a casa, logo nos chamavam para vermos e compartilhar com eles essa alegria, era um passo importante na vida deles, uma nova etapa, novas responsabilidades, que eles iriam assumir, nós cá estávamos para os apoiar e ajudar no que nos fosse possível, assim o fizemos e continuaremos a fazer dentro das nossas possibilidades.
E o grande dia chegava, um dia marcante para eles, e também o era para o Mundo, o 11 de Setembro jamais será esquecido , pelo mundo e principalmente por eles, e por nós, um dia de alegria , felicidade e muito amor para eles, para nós para além dessa alegria e felicidade, ficamos com a satisfação do dever cumprido, terminara o nosso papel de pais como educadores e criadores, depois de muito esforço e sacrifícios,muito amor e dedicação para a criar, educar, e a preparar para o futuro, pensamos que a Célia está minimamente preparada para iniciar a sua nova vida como esposa e futura mãe, e disso muito nos orgulhamos, apesar de reconhecermos que de certo também cometemos alguns erros, por isso desde já te pedimos desculpa se falhamos em alguma coisa, embora o nosso papel de pais como amigos, bons conselheiros, confidentes e apoiantes continue até que Deus queira ou vocês o desejem.
O dia começou muito cedo, foi o preparar as mesas par a recepção aos convidados, os banhos, as idas ás cabeleireiras, o vestir aquele fato especial, o vestir a noiva, a chegada dos primeiros convidados, as primeiras emoções, as fotos em casa com os pais, padrinhos e convidados.
A Célia estava linda seus olhos irradiavam alegria e felicidade, aproximava-se o momento mais importante da sua vida, eu e a mãe felizes e vaidosos, a nossa menina, agora noiva era o nosso orgulho, chegava o momento dela sair para o carro que a conduziria ao encontro do seu noivo lá na igreja, nesse momento meu coração apertou, a rotina dos últimos vinte e tal anos ia ser quebrada, a saída dela por aquela porta ia alterar todos os nossos hábitos, o trio maravilha terminara, a partir dai seriamos dois á mesa, dois no sofá ,e muitas outras coisas que juntos compartilhávamos, mas é a lei da vida e temos que a aceitar.
Chegava o momento de maior alegria e emoção para um pai, coração sofre!!!!
Com a Célia pelo braço percorremos o corredor até ao altar para entregar a minha menina ao Nuno seu noivo e em breve seu marido, foi para mim o momento de maior emoção onde não faltou a lagriminha.
Perante Deus e todas as testemunhas, Célia e Nuno juraram amor, compreensão e fidelidade, e ao ouvir as palavras "declaro-vos marido e mulher"estavam a partir desse momento a entrar na fase da vossa vida mais importante mas também de maior responsabilidade, formarem um casal feliz, um lar acolhedor para puderem como os vossos pais, gerar, amar, criar e educar os filhos que Deus vos der, parabéns aos noivos,uma vida longa e feliz.
Depois das formalidades legais foi altura das felicitações aos noivos, os beijos e abraços, os votos de felicidades e de novas emoções, resiste coração!!!!!!!.
Mas terminada a parte mais formal veio a descompressão, o caminho até a quinta onde se realizava a boda foi de muita alegria muita buzinadela e alguns convidados que se perderam, nada que não seja normal em todos os casamentos.
Seguiram-se as fotos da praxe, como sempre uma seca para os noivos, mas muitas e lindas fotos se tiraram para mais tarde recordar, e veio finalmente o comes e bebes, com todos os convidados reunidos á volta da mesa dos noivos, comeu-se ,bebeu-se, dançou-se e cantou-se com muitas vivas e votos de felicidades aos noivos, um dia inesquecível tanto para eles como para nós.
Outro momento alto que muito me marcou e emocionou, foi a cerimónia do bolo da noiva, sem duvida espectacular, com a sala ás escuras a chegada do bolo acompanhado por archotes e musica foi lindo, um momento para recordar.
Já a noite ia alta quando a festa terminou, tudo correu pelo melhor, todos saíram satisfeitos, e nós felizes por tudo ter corrido bem e ver os nossos meninos felizes, foi um casamento especial de pessoas especiais, os nossos filhos.
Recolhemos tudo o que sobrou, e a festa continuou no dia seguinte no quintal da nossa casa, juntámos as famílias e foi mais um dia de alegria, e assim acabamos também com o que sobrou do casamento.
Terminava mais uma etapa na nossa vida, e começava uma nova etapa para o novo casalinho, para nós ficávamos agora á espera dum novo ciclo da vida, o de sermos avós, para o novo casal, tudo de bom vos espera, e que estes anos que viveram com os vossos pais vos tenha servido de aprendizagem para a vida que agora começam, e que o amor, a harmonia, a amizade, a compreensão, e o respeito que sempre viram nos vossos pais se reflicta em vocês e se possível tentem ainda ser melhores, terão sempre o nosso apoio, MUITAS FELICIDADES.




domingo, 24 de fevereiro de 2008

MAIS PROBLEMAS

Foi um ano complicado, também o meu tio Joaquim, o meu segundo pai ia ser operado ao coração, com problemas já á algum tempo e muito cansaço a solução foi operar, uma operação de risco, lá veio para Lisboa e foi operado, com o nosso apoio e de toda a família tudo correu pelo melhor, dizíamos-lhe que tinha de estar bom para ir dançar com a noiva, pois a Célia ia casar em Setembro, e felizmente tudo correu pelo melhor, recuperou totalmente, está reformado e ainda faz a sua vida normal, lá se entretém na sua horta embora ás vezes abuse um pouco.
Também o meu sogro, em vésperas do casamento da neta parte uma perna ao pé de casa, ficou internado no hospital de Portalegre e não pode vir ao casamento, a Célia não pode assim infelizmente contar com a presença dos avós ainda vivos no seu casamento, para ele também as coisas se complicaram, não pode ser operado esteve muito tempo de cama sem se mexer, agora só consegue andar com a ajuda das muletas, e o que era um homem sempre activo e a mexer em tudo nas hortas, passa o dia agora no centro de dia da aldeia, sentado, embora com o tempo bom ainda consegue dar uns passeios ali por perto para esticar as pernas.
Com tudo isto, mais os preparativos para o casamento da Célia, foi um ano de muita luta e sofrimento, um misto de alegria e tristeza, dois sentimentos opostos que tiveram que ser muito bem geridos, mas com a união e apoio de todos lá conseguimos vencer.
Mas o ano não ficava por aqui, depois do casamento da Célia mais um problema na família, desta vez foi o meu sobrinho André com um problema no fígado.
Com o meu irmão em Moçambique foi a minha cunhada e sobrinha que tiveram que dar-lhe todo o apoio, nós também dentro dos possíveis até o meu irmão chegar e o André ir para a sala de operações, foram dias de ansiedade e preocupação, graças a Deus tudo correu pelo melhor o André está restabelecido,é um excelente atleta de voleibol, e foi durante todo o processo um moço cheio de coragem, força de vontade e abnegação, apesar do sofrimento lutou e venceu, vai em frente André um futuro risonho e feliz te espera, o mundo é dos vencedores e tu és sem duvida um deles que Deus te abençoe.

DOENÇA DA MÃE

O primeiro mês do ano passou normalmente, pelo Carnaval fui buscar a minha mãe para passar o dia connosco, ao fim do dia fui leva-la a casa, tudo parecia estar bem, mas na quinta feira, a minha cunhada telefonou-me, a dizer que tinha estado a ligar para ela e que o telefone chamava e ela não respondia.
À hora de almoço não fui almoçar e fui direito a casa dela, pensei como em tantas vezes anteriores já tinha acontecido, ou ela não estava em casa, ou estava a dormir, mas infelizmente desta vez não foi isso que sucedeu, mas aquilo que eu sempre temi .
Abri a porta, chamei por ela mas nada, fui ao quarto e não a vi mas de repente ouvi um chamar muito fraco "Vasco", corri para ela, estava deitada no chão e pelo modo de falar e reagir vi logo que lhe tinha dado alguma coisa, por azar o telefone estava do outro lado da cama, e ela coitada com a vontade de me telefonar tentou arrastar-se por baixo da cama. e por isso estava com nódoas negras .
Liguei logo para o 112, vieram rápido e foi logo ali assistida por uma médica que me disse que ela tinha tido um AVC, foi para o hospital esteve lá em recuperação, mas pouco recuperou,ficou com a parte direita paralisada, a fala ficou bem e ela conseguia lembrar-se mais ou menos o que se passou, quando teve alta fui chamado pela médica, onde me deu um diagnóstico nada positivo,precisava de apoio continuado, de usar fralda, e tinha de fazer fisioterapia para ver se conseguia recuperar o andar.
Como em casa estávamos os dois a trabalhar, o meu irmão em Moçambique e a minha cunhada com problemas de coluna, resolvemos procurar um lar para ela ter assistência continuada, escolhemos um perto de nós para poder dar também algum apoio, que ela bem iria precisar.
Compreendo que para ela seria o melhor dado o seu estado, embora me tenha custado ter de o fazer, e sei que ela também nunca aceitou muito bem a situação.
Foi preciso uma cadeira de rodas que o meu patrão ofereceu, a quem eu muito agradeço também pela facilidade de sair, para a ir buscar ao hospital duas vezes por semana depois da fisioterapia, onde ela ia com a minha cunhada de ambulância, ainda lá andou uns meses, mas com muito sacrifício, mesmo connosco a dar-lhe força para se por boa, para ir ao casamento da neta, nem isso fez que ela tivesse mais animo e força de vontade para melhorar, por fim sem melhoras visíveis acabou por desistir da fisioterapia.
Apesar de todo o apoio que lhe dávamos, raro foi o dia que não estava com ela á hora de almoço para a fazer comer alguma coisa, ela foi-se entregando ao destino e começou a enfraquecer, começou também a ter convulsões e muitas vezes teve de ir ao hospital para tratamento, também partiu a perna ao cair da maca quando lhe mudavam a fralda.
Ainda saí com ela algumas vezes, pela Páscoa veio ainda a minha casa passar o dia connosco e com o meu irmão, levei-a no carro a visitar a casa onde morava, mas a cada dia tudo piorava e ela cada vez mais abatida, passou o ano com altos e baixos, também eu comecei a ir abaixo, era de facto difícil vê-la ali a sofrer sem nada se puder fazer, restava dar-lhe todo o meu apoio e carinho, e com a minha presença um pouco de alegria, e quando ela me dava um sorriso eu já me sentia compensado, muitas vezes me despedia dela e saia com lágrimas nos olhos, e ela me pedia para no dia seguinte ir vê-la, pedido que eu sempre que possível satisfazia, era a minha mãe e já que mais nada se podia fazer ,pelo menos satisfazia o seu pedido ,e aquela hora que estava com ela, era para ela a melhor hora do dia, senti-a contente e feliz, acho que era o minimo que podia fazer por ela, e assim se passou o ano, de sofrimento para ela e para todos nós.

sábado, 9 de fevereiro de 2008

MAIS ALGUNS ACONTECIMENTOS

Com o meu irmão a trabalhar em Moçambique deixei de vez de fazer alguns trabalhos extras.
No inicio de 2003 fui convidado para ir trabalhar para a Armasul, cheguei a acordo com a Lopes & Moura e a partir de 15 de Fevereiro comecei nova etapa na vida, um novo desafio, organizar e marcar o armazem da Armasul, cerca de 60 mil produtos, organizar, colocar codigos de barras e localizar todos os produtos.
Dois passeios ainda fizemos este ano, para relaxar um pouco das obras, um foi a Coimbra a casa dos pais do Nuno, demos uma volta pela região e fomos conhecer coisas novas, conhecemos os tios e o primo do Nuno, passamos uns dias óptimos, comemos o célebre leitão da Bairrada, uma delícia.
Outro passeio foi a Fátima, fomos nós e a nossa afilhada Elsa, marido e filho, um domingo bem passado.
Com a Célia já a trabalhar num colégio e com prespectivas de casar, a casa já ía estando pronta e já comecava a comprar coisas para ela, comecavamos nós agora nova fase na vida, tentar fazer o casamento que a Célia merecia, 2003 acaba sem nada de especial a registar.
Realço no entanto que a minha mãe estava a ficar mais abatida, já tinha um pouco mais de dificuldade em andar e sair de casa, daí que tenha começado a dar-lhe mais apoio e a fazer-lhe as compras.
A Célia entretanto tinha marcado a data do casamento para o dia 11 de Setembro de 2004 e começava a azafama dos preparativos.
Mas o ano de 2004 ía ser fértil em acontecimentos, uns tristes outros felizes.

25 ANOS DE CASADOS



6 de Agosto de 2002, 25 anos passados do dia do nosso casamento, resolvemos ir passar o dia ao campo, convidamos a nossa afilhada e lá fomos fazer um piquenique, um dia bem passado, no regresso a casa fomos presentiados com as alianças que a Célia mandou fazer, e flores, as 25 rosas, representando a nossa vida em comum, tal como as rosas são belas e teem espinhos, assim foram tambem estes 25 anos, belos mas com alguns espinhos.
Á noite fomos jantar fora com a Célia e o Nuno, a minha mãe, a Elsa o Carlos e o Martim, um dia em beleza junto de pessoas que muito gostamos.
Pois é, 25 anos de vida em comum é muito tempo, com momentos altos e baixos, alegrias e tristezas, emoções e desilusões, mas sempre com muito amor e compreenção, só assim se consegue ultrapassar as dificuldades que a vida nos reserva.
As alegrias foram muitas nestes 25 anos, o nosso casamento, o nascimento da Célia, o nosso primeiro carro, o crescimento da Célia, a realização no nosso trabalho, as alegrias dos nossos familiares e amigos, que tambem compartilhamos, a compra da nossa casa, o curso da Célia, etc... .
Tambem tivemos algumas tristezas, o acidente do João José, a morte da minha sogra, a morte do meu pai, a morte da minha cunhada Felicia, a morte da minha tia Irene, e de alguns familiares e amigos mais chegados, bem como algumas doenças que nos atingiram, só com uma grande união, amor e compreenção se consegue resistir a tudo isto.
Muito tenho a agradecer á minha companheira por estes 25 anos de vida em comum, sem o seu apoio e compreenção, muito amor e carinho ,não seria possivel termos realizado muitos dos nossos sonhos e enfrentado tudo de bom e de mau que a vida nos foi trazendo, e tambem não esquecendo o nó, no laço da nossa união, a Célia, com ela e por ela lutamos e enfrentámos muitas coisas boas e más, muito destes 25 anos de vida em comum se deve á união deste trio maravilha,
Mari Zé e Célia muito obrigado, sem voces eu não seria nada, com voces e por voces sou um homem feliz e realizado, obrigado mil beijinhos

FINALISTA



A 18 de Maio de 2002 chegou o tão ambicionado canudo para a Célia, foi com imensa alegria que vimos a nossa filha com o curso de Educadora de Infancia, todos fomos recompensados pelo esforço que fizemos, nós pelo esforço financeiro e algum trabalho extra para que nada lhe faltasse, e ela por se ter dedicado de corpo e alma, com muito esforço e dedicação para ter uma profissão para o futuro, estavamos todos de parabens.
Vi realizado na minha filha aquilo que eu nunca pude realizar, pois os meus pais não tinham posses para isso, reunimos alguma familia e amigos, e lá fomos para o campo de jogos do Monte de Caparica, assistir á queima das fitas e á entrega do canudo, foi um momento de muita emoção e alegria que jamais esquecerei, já antes tinha escrito na fita tudo o que me ia na alma, com muito amor e carinho e votos das maiores felicidades.

Á tarde demos um lanche para todos que nos acompanharam neste momento de alegria, na casa ainda em obras, recordo ainda um percalço que sucedeu, o meu Opel resolveu romper um tubo da água do radiador, e tive que revestir o tubo com fita isoladora e lá consegui chegar a casa.

Estava concluida mais uma etapa na criação e educação da Célia, agora era preciso ter sorte e conseguir um emprego minimamente estável e comecar a pensar no futuro, para ela nova etapa na vida ia começar.

Sentimo-nos realizados e orgulhosos, penso que cumprimos o nosso dever de pais, decerto com algumas falhas, mas dentro das nossas possbilidades fizemos tudo que estava ao nosso alcançe para lhe dar um futuro melhor que o nosso, penso que conseguimos, não sózinhos mas tambem com o esforço e entrega dela, por isso obrigado Célia por nos ajudares a concretizar o nosso sonho.

domingo, 27 de janeiro de 2008

A VIDA CONTINUA


Pois é a vida continuava, as obras em casa ocupava muito do meu tempo, no r/chão era os acabamentos, os azuleijos e mosaicos, as aduelas das portas, e o chão flutuante, e aos poucos a casa por dentro ía ficando pronta, no trabalho ainda andei muitas vezes pelo norte, em Leça da Palmeira, a montar o túnel de despoeiramento nas cargas dos cereais.
A Célia lá continuava no seu curso sempre com bom aproveitamento, e o final aproximava-se.
Ainda fiz uma viagem á Madeira para ir montar uns transportadores nos CTT do Funchal.
Entretanto no Lopes & Moura as coisas começavam a complicar-se, o trabalho começava a faltar e na sequência deste também o dinheiro.
Passou também o casamento do Paulo, que me ficou muita pena não ter ido, por solidariedade com a minha mulher, por motivos familiares, contudo para eles tudo de bom na vida, e em especial para o Paulo, por tudo o que passou e sofreu merece ser feliz.

ACIDENTE NO TRABALHO

Pois é, tão cedo não esqueço o dia 31 de Maio de 2001, faltava pouco para o meio dia, eu estava em cima da plataforma elevatória dum carro de abastecimento de água aos aviões, pois lá no Lopes & Moura fazíamos muitos trabalhos para a TAP, escadas de acesso aos aviões, carros de bagagem, carros para limpeza dos WC, e estes carros de agua.
Naquele dia era dia do teste da plataforma, que serve para elevar um homem á fuselagem do avião, para ligar a mangueira para encher os depósitos de agua, a plataforma subia pela força de um cilindro hidráulico á altura de 6 mt. , este havia sido modificado para puder chegar a esta altura, estava a fazer o teste de elevação, rodeado de pessoal ,engenheiros e patrões a assistir, eis que por volta dos 5 mt. o cilindro rebenta, espalhando óleo por cima daquele pessoal todo, eu sou projectado para cima e caí desamparado de costas no chão, levantei-me logo de seguida parecia não ter nada, mas passado pouco tempo começo com muitas dores nas costas, chamaram a ambulância e fui para o hospital de Almada, fizeram-me exames e radiografias, não viram nada e mandaram-me para casa em repouso.
Mas as dores não passavam, fui então ao seguro , mais exames e então viram que tinha o osso coxis partido, passei umas boas semanas no seguro, não conseguia estar sentado, fiz várias sessões de fisioterapia com raios gama até a fractura estar consolidada, mesmo depois de ter alta as dores continuavam, não conseguia conduzir muito tempo seguido, e fui então a uma junta médica onde me deram incapacidade de 5% e uma indemnização, fiz muitas viagens ao Alentejo a ter de parar várias vezes no caminho, hoje já estou um pouco melhor embora com as mudanças do tempo sinta sempre dor e incómodo, mas cá estou e vamos indo uns dias melhor outros pior.

quarta-feira, 16 de janeiro de 2008

INICIO DAS OBRAS

Depois de ter arranjado o pedreiro através do conhecimento de pessoas amigas, iniciamos oficialmente as obras em Maio, eu tirei uma semana de férias para acompanhar o arranque das mesmas, começamos pelas demolições, a varanda da frente foi a primeira a cair, para nascer a nova apoiada em pilares redondos,foi abrir cabocos para as sapatas dos pilares, foi picar as paredes todas por fora até ao tijolo para serem rebocadas de novo, foi montar andaimes, foi desmanchar o telhado, foi pilares e placas acrescentadas nas traseiras da casa, foi confragens e estrutura de ferro para os pilares e placas, foi muita massa para as placas e pilares, vigas para o telhado, as pedras para as janelas e portas, foi todo o alumínio para portas e janelas, e tanta coisa mais para conseguirmos ter a nossa casinha arranjada como nova.
A parte do ferro fui eu mais a Célia como ajudante que o fizemos todo na oficina do Lopes & Moura, lá montamos tudo e veio na camioneta para casa, foram fins de semana seguidos sem parar, muito entulho a minha mulher e a minha filha carregaram para os sacos da câmara, mas tudo o que era preciso fazer antes da chegada do Inverno foi feito, com a ajuda do tempo pois esse ano pouco choveu até Novembro, altura em que o pedreiro e o servente deram por terminadas as obras do exterior, com o telhado colocado a casa rebocada por fora e ampliada, a primeira fase estava terminada, ficava a faltar a pintura e o rodapé de pedra.
Agora seguia-se o interior, depois de toda a instalação eléctrica e águas pronta, havia que tapar roços, rebocar paredes para depois receber os azulejos e mosaicos, no 1º andar ainda veio um ladrilhador fazer a cozinha mas não gostei do trabalho, decidi então ser eu a fazer, comprei a máquina e vá de mãos á obra com a ajuda das mulheres da casa, por dentro foi tudo feito por mim, aduelas e portas ,azulejos e mosaicos, chão flutuante e tectos falsos, só o estuque é que não, sem fins de semana , férias e descanso foi com imenso gozo que fiz esta obra.
Mas depois do 1º andar pronto, foi o mudar tudo para cima para começar em baixo, repetir tudo de novo, tive que pintar a casa por fora, acabar o chão do quintal,mas com a ajuda de Deus lá conseguimos fazer tudo, contei também com a preciosa ajuda de três colegas de trabalho, do meu irmão, do meu genro, dos meus patrões que me facilitaram a oficina, a todos muito obrigado.
Finalmente em 2004 a obra estava mais ou menos concluida, muitas mais coisas se passaram nestes quatro anos, que contarei mais á frente.

domingo, 6 de janeiro de 2008

EM FALTA DE 1998



Pois é lá me ía esquecendo de duas coisas importantes de 98 !!!

A EXPO98, e as festas de Campo Maior.
Fui dois dias á expo, de facto um acontecimento importante para o nosso país, muita coisa de interesse para ver, com a maioria dos países do mundo lá representados.
Recordo os pavilhões de Portugal, da ciência, do conhecimento, dos mares, do futuro, etc, os ovos com as quatro estações do ano, a animação de rua, o matrix, e tanta coisa digna de se ver.
Foram dois dias muito cansativos mas muito proveitosos, conhecer novos mundos novas culturas é sempre enriquecedor.
Ainda andei no teleférico, só não vi o oceanário pois as filas eram enormes ,e como ficava depois da exposição fomos mais tarde lá ver.




Em Setembro fomos então as festas de Campo Maior, saímos bem cedo de casa, ainda são duzentos e muitos km , para arrumar o carro já foi bem longe da festa e lá fomos a pé, de facto nunca tinha visto nada igual, são ruas e ruas todas enfeitadas com flores de papel,várias cores e feitios, um espectáculo digno de se ver, o trabalho daquela gente que com todo o amor e carinho enfeita a sua rua e tenta ser sempre melhor que a rua do lado, é um trabalho de meses, daí que a festa se faz só de quatro em quatro anos.
Lá andámos com a Elsa ,o Carlos e o Martim,foi um dia bem passado mas muito cansativo.














1999 ANO DE MUDANÇAS


Pois é, 1999 foi o ano em que muita coisa aconteceu, comecei com as obras de remodelação da casa, comecei pelo 1º andar, foi picar as paredes todas até ao tijolo, deitar paredes a baixo e fazer outras de novo,arrancar os tacos do chão, tudo isto feito ás tardes depois de sair do trabalho, aos fins de semana e feriados, eu ,mulher e filha foi dar no duro, quando tinha uma divisão toda picada era tapar as fissuras nos tectos e paredes, fazer a instalação eléctrica alterar portas, e a Célia e a minha mulher era carregar baldes de entulho para o saco da câmara, eram as bolhas nas mãos,as dores nas costas,mas aos poucos lá fomos fazendo as obras por dentro enquanto esperávamos a licença da câmara para iniciar as obras por fora, licença essa que chegou em Novembro .
A Célia acabava o 12º ano e entrava na faculdade, foi para o instituto Piaget tirar o curso de educadora de infância, mais um esforço que fazíamos para ela ter um futuro melhor que o nosso.
Aqui começava o que seriam cerca de quatro anos de muito trabalho, e muito dinheiro para gastar, pois ia tentar arranjar um pedreiro para me fazer toda a parte de fora da casa e por dentro seriamos nós a fazer.

sábado, 5 de janeiro de 2008

1998 MAIS 4 VIAGENS


A 9 de Janeiro de 1998 lá vou eu, desta vez a caminho do Brasil,com escala em S. Paulo, destino Curitiba,lá passei o mês de Janeiro todo,foi muito trabalho mas também muito foró,das 8 ás 5h trabalhava-se e depois dum bom banho era ir curtir numa boa,era a caipirinha,as corridas de kart,os churrascos e os rodisios, e sambar !!!.Aos fins de semana íamos passear, ver as cachoeiras, as praias de interior, fomos ainda ver as cataratas do Iguazu,com muito calor fizemos cerca de 600km e no outro dia tinha o braço que vinha de fora todo queimado, o carro era um Fiat e não tinha ar condicionado.Quase todos os dias éramos convidados para os churrascos pelas meninas da fábrica, comia-se, bebia-se, e sambava-se até ás tantas,era muita fixe, e os bares com aquelas meninas todas gostosas um espectáculo !!!, foi a viagem que mais gostei, o Brasil é de perder a cabeça, que o diga um colega nosso o Morgadinho, que por lá ficou apaixonado por uma brasileira, deixando cá a mulher e dois filhos, um ainda bebé, e nunca mais voltou !!! cuidado com elas !!!.
A seguir de 25 de Fevereiro a 6 de Março, e de 9 de Abril a 24 de Abril fui para a Polónia, em Fevereiro ainda apanhamos uns dias de frio e neve, mas tudo correu bem, ainda estivemos para ir visitar o campo de estremínio de Auschwitz, mas não tivemos tempo.Por fim a ultima viagem foi á Eslováquia de 18 a 29 de Maio para montar os últimos dois carrocéis,a partir daqui não fiz mais viagens para fora, mas comecei a andar pelo país a montar máquinas e a fazer reparações.