E lá vou eu, nova viagem ,novo destino, desta vez não vou sozinho, vou com pessoal da Indelma que iam para dar formação ao pessoal de lá, fomos a 3/6/94 e regressei a 12/6/94, montei um carrocel pequeno para começar a formação.
A viagem foi com destino a Vilnius, capital da Lituânia, com escala em Frankfurt, viagem óptima sem problemas, o nosso destino era kleipeda (Memel) que ficava a cerca de 300 km, fizemos a viagem de carro, chegamos já noite e ficamos no hotel com o nome da cidade.
No dia seguinte lá fomos para a fábrica, tudo correu bem, o pessoal que mandava era português e foi rápido a montagem do carrocel , ainda deu para conhecer a cidade, muito linda, fica junto ao mar Báltico, foi ocupada muito tempo pelos Alemães, daí o nome Memel, comia-se lá muito bem e barato para nós, pois para eles era caro ganhavam muito pouco na altura, as mulheres eram um espectáculo, todas muito bonitas, corpinhos bem feitos e tratados, os transportes é que eram muito maus, carros russos velhos a cair de podres, e não havia autocarros, eram carrinhas de nove lugares de particulares que por uma Lita, moeda deles dávamos a volta á cidade.
Um dos pratos que mais comemos lá foi o famoso "portugaliscas bifetek", um bom bife de vaca em vinha de alhos com a famosa batata frita, só que os pratos vêem muito bem apresentados, com verduras e frutos a fazer belos desenhos, e não esquecer o bom do gelado, eram taças enormes com seis bolas, mais frutas com bolachas e outros efeitos, uma autentica delicia, e no fim a não menos famosa vodka leituva, uma bela pomada.
Deixei-os lá a dar formação e regressei, havia de lá voltar mais sete vezes, a seguinte foi de 28/9/94 a 5/10/94 para montar mais um carrocel, todo o pessoal já tinha casa e eu fiquei sozinho no hotel, fiz nesta viagem um amigo lá, o Marius , um lituano que falava português e estava lá como tradutor, fui jantar a casa dele , mostrou-me a cidade, e comecei a trazer algumas peças de artesanato local, umas miniaturas de casinhas,peças de linho,trabalhos em âmbar pedra muito comum no báltico, e o bom do vodka, começou a ser bebida apreciada e consumida cá em casa, e em especial uma, que era feita com uma infusão de trinta plantas em vodka e que era muito bom para as constipações e gripes, o nome era "tris devinerios".
E lá regressei de novo a casa para fabricar mais carrocéis e mais viagens.
domingo, 28 de outubro de 2007
segunda-feira, 22 de outubro de 2007
ESLOVÁQUIA A 1ª VIAGEM
Estávamos a produzir carrocéis para a Eslováquia,quando eles pediram que fosse alguém nosso lá montá-los, fui chamado á gerência onde me disseram que a pessoa indicada para ir era eu, chegámos a acordo com as verbas e lá me marcaram viagem para o dia 17/4/94.
E lá vou eu para o meu baptismo de voo, chego ao aeroporto e espero ,espero, e nada não havia avião ficou para o dia seguinte, disseram que estava tudo tratado, que os bilhetes serviam para o dia seguinte, e lá vou eu a caminho de Frankfurt, tudo a correr bem, viagem óptima, espero pelo voo seguinte rumo a Praga, tudo normal, vou fazer o check-in para Michailov via Bratislava e vem a surpresa o bilhete não é válido !!!! conversa e mais explicações mas nada, só com bilhete novo, e eu metido nisto tudo, lá fui contar o dinheiro que levava e com uns dólares e uns marcos lá arranjei dinheiro para o bilhete, e lá fiz o resto da viagem.
Foram buscar-me e levaram-me ao hotel, no dia seguinte fui para a fábrica e comecei a montar o carrocel, tinha uma tradutora checa que falava espanhol e lá me safei, regressei a 23/4/94, e lá tinha a mulher e filha com um colega meu á minha espera, foi a primeira vez!!!!!!.
Adorei a viagem, a estadia, o povo Eslovaco, foi uma experiência nova, e com um baptismo complicado mas tudo se resolveu pelo melhor.
E lá vou eu para o meu baptismo de voo, chego ao aeroporto e espero ,espero, e nada não havia avião ficou para o dia seguinte, disseram que estava tudo tratado, que os bilhetes serviam para o dia seguinte, e lá vou eu a caminho de Frankfurt, tudo a correr bem, viagem óptima, espero pelo voo seguinte rumo a Praga, tudo normal, vou fazer o check-in para Michailov via Bratislava e vem a surpresa o bilhete não é válido !!!! conversa e mais explicações mas nada, só com bilhete novo, e eu metido nisto tudo, lá fui contar o dinheiro que levava e com uns dólares e uns marcos lá arranjei dinheiro para o bilhete, e lá fiz o resto da viagem.
Foram buscar-me e levaram-me ao hotel, no dia seguinte fui para a fábrica e comecei a montar o carrocel, tinha uma tradutora checa que falava espanhol e lá me safei, regressei a 23/4/94, e lá tinha a mulher e filha com um colega meu á minha espera, foi a primeira vez!!!!!!.
Adorei a viagem, a estadia, o povo Eslovaco, foi uma experiência nova, e com um baptismo complicado mas tudo se resolveu pelo melhor.
quinta-feira, 18 de outubro de 2007
NOVA FASE NA VIDA
Comecei esta fase na firma "Lopes & Moura", novo trabalho, novas ambições, estávamos a começar a produzir os chamados carrocéis para a "Indelma" máquinas que rodavam lentamente e onde eram feitas as cablagens para os automóveis,máquinas estas que me levaram a fazer muitas viagens ao estrangeiro, e a ter de fazer muitas horas extras, fazia os quadros eléctricos e a instalação eléctrica das mesmas, e ainda ia montá-las ,umas vezes sozinho e outras com um colega.
A minha mulher continuava na Indelma, mas aproximava-se o fim do contrato de 3 anos e não sabia se ia continuar.
Em Abril de 1990 resolvemos trocar de carro , a carrinha precisava dum arranjo no motor e já não compensava gastar dinheiro com ela, e no dia dos anos da minha mulher 24 de Abril
chegou o carro novo, comprei um Opel Kadett ,uma carrinha pois como íamos muito ao Alentejo dava mais jeito, e algum tempo depois pela Páscoa fizemos uma viagem tipo passeio, percorremos o centro do país, fomos ver a neve á Serra da Estrela , e a Célia nesse passeio fez uma memória descritiva da viagem, onde fomos ,onde passámos, o que visitámos.
Entretanto, como já se esperava, a minha mulher foi para o fundo de desemprego, no fim de contrato não a passaram a efectiva, como aliás vinha sendo hábito na empresa.
A 6 de Junho de 1992 a Elsa, afilhada da minha mulher casou, foi um casamento bonito, e mais um motivo para se juntar a família toda, foi um dia bem passado, felicidades aos noivos.
Em Agosto a minha mulher entra ao serviço no "Lopes & Moura", e agora estávamos os dois lá a trabalhar, fazia a limpeza e os almoços para o pessoal.
O ano de 93 para nós correu bem com um senão, a doença da minha cunhada Felícia, foi para nós doloroso acompanhar a sua evolução, uma mulher cheia de garra, lutadora, sempre alegre e bem disposta, mesmo doente nunca perdeu essa vontade de lutar, teve de ser operada , e continuar a lutar contra a doença.
A minha mulher continuava na Indelma, mas aproximava-se o fim do contrato de 3 anos e não sabia se ia continuar.
Em Abril de 1990 resolvemos trocar de carro , a carrinha precisava dum arranjo no motor e já não compensava gastar dinheiro com ela, e no dia dos anos da minha mulher 24 de Abril
chegou o carro novo, comprei um Opel Kadett ,uma carrinha pois como íamos muito ao Alentejo dava mais jeito, e algum tempo depois pela Páscoa fizemos uma viagem tipo passeio, percorremos o centro do país, fomos ver a neve á Serra da Estrela , e a Célia nesse passeio fez uma memória descritiva da viagem, onde fomos ,onde passámos, o que visitámos.Entretanto, como já se esperava, a minha mulher foi para o fundo de desemprego, no fim de contrato não a passaram a efectiva, como aliás vinha sendo hábito na empresa.
A 6 de Junho de 1992 a Elsa, afilhada da minha mulher casou, foi um casamento bonito, e mais um motivo para se juntar a família toda, foi um dia bem passado, felicidades aos noivos.
Em Agosto a minha mulher entra ao serviço no "Lopes & Moura", e agora estávamos os dois lá a trabalhar, fazia a limpeza e os almoços para o pessoal.
O ano de 93 para nós correu bem com um senão, a doença da minha cunhada Felícia, foi para nós doloroso acompanhar a sua evolução, uma mulher cheia de garra, lutadora, sempre alegre e bem disposta, mesmo doente nunca perdeu essa vontade de lutar, teve de ser operada , e continuar a lutar contra a doença.
quarta-feira, 26 de setembro de 2007
REORGANIZAR A VIDA
Depois do choque veio o refazer a vida, algo tinha mudado eu sentia uma falta constante,de manha á noite no trabalho, no refeitório,nos balneários e até nos transportes, eu procurava a presença do meu pai, e foi-me difícil convencer-me que jamais o voltaria a ver, aquele local era-me doloroso, mas quis o destino que não estivesse lá muito mais tempo,pois os salários começaram a faltar ,o patrão foi para a América, a firma ficou entregue a um engenheiro que deixou de aparecer, e eu como tinha a chave das instalações junto com os meus colegas decidimos encerrar a fábrica, de acordo com o patrão, trouxe uma carrinh
a Ford Transit que ele passou para meu nome, e que foi o primeiro carro que eu tive, fui para o fundo de desemprego,mas logo comecei a trabalhar noutro lado.
Comecei a trabalhar numa firma que fazia quadros eléctricos e instalações em prédios,andei cerca de um ano nos prédios e depois passei para os quadros , um trabalho que eu gosto muito de fazer, e um dos que me deu mais gosto foi os 30 quadros que fizemos para o navio escola "SAGRES".
Nessa firma, e por altura do grande incêndio do Chiado andava eu a reparar e pintar a minha carrinha, para durar mais uns anos, ia para lá ao fim de semana e lá consegui que ficasse melhor, fiz com ela muitas viagens ao Alentejo, e de lá ainda levei meus tios e primas meu sogro,e uma tia da minha mulher a Fátima, a carrinha era de nove lugares foi quase uma excursão, foi muito divertido.
Por essa altura abriu uma loja de material eléctrico nas Paivas a "ARMASUL" tornei-me amigo dos donos, e por intermédio deles fui fazer um quadro eléctrico a uma firma na Amora a "Lopes & Moura", uma metalomecânica que começava a trabalhar para a "Indelma" uma firma de cablagens para automóveis.
Por esta altura eu ,meu irmão e um colega o Manel Contente fazíamos muitos trabalhos ao fim de semana, e lá íamos ganhando mais uns trocos, fizemos instalações eléctricas em vivendas,em quintas para casamentos, em pastelarias,etc.
Entretanto fui convidado para ir trabalhar para a "Lopes & Moura" entrei a 1 de Maio de 1989.
Em casa tudo corria bem, a Célia lá ia na escola com bons resultados, continuava na ginástica, e nós lá íamos vivendo menos mal, aos fins de semana lá ia buscar a minha mãe para passar o dia connosco, pois ela continuava a morar em Mutela agora sozinha, mas como passou a ter telefone falava com ela quase todos os dias.
Foi por esta altura que fui assistir ao levantamento dos ossos do meu pai,pude ver então como ele tinha o crânio, estava rachado de alto a baixo .
a Ford Transit que ele passou para meu nome, e que foi o primeiro carro que eu tive, fui para o fundo de desemprego,mas logo comecei a trabalhar noutro lado.Comecei a trabalhar numa firma que fazia quadros eléctricos e instalações em prédios,andei cerca de um ano nos prédios e depois passei para os quadros , um trabalho que eu gosto muito de fazer, e um dos que me deu mais gosto foi os 30 quadros que fizemos para o navio escola "SAGRES".
Nessa firma, e por altura do grande incêndio do Chiado andava eu a reparar e pintar a minha carrinha, para durar mais uns anos, ia para lá ao fim de semana e lá consegui que ficasse melhor, fiz com ela muitas viagens ao Alentejo, e de lá ainda levei meus tios e primas meu sogro,e uma tia da minha mulher a Fátima, a carrinha era de nove lugares foi quase uma excursão, foi muito divertido.
Por essa altura abriu uma loja de material eléctrico nas Paivas a "ARMASUL" tornei-me amigo dos donos, e por intermédio deles fui fazer um quadro eléctrico a uma firma na Amora a "Lopes & Moura", uma metalomecânica que começava a trabalhar para a "Indelma" uma firma de cablagens para automóveis.
Por esta altura eu ,meu irmão e um colega o Manel Contente fazíamos muitos trabalhos ao fim de semana, e lá íamos ganhando mais uns trocos, fizemos instalações eléctricas em vivendas,em quintas para casamentos, em pastelarias,etc.
Entretanto fui convidado para ir trabalhar para a "Lopes & Moura" entrei a 1 de Maio de 1989.
Em casa tudo corria bem, a Célia lá ia na escola com bons resultados, continuava na ginástica, e nós lá íamos vivendo menos mal, aos fins de semana lá ia buscar a minha mãe para passar o dia connosco, pois ela continuava a morar em Mutela agora sozinha, mas como passou a ter telefone falava com ela quase todos os dias.
Foi por esta altura que fui assistir ao levantamento dos ossos do meu pai,pude ver então como ele tinha o crânio, estava rachado de alto a baixo .
terça-feira, 25 de setembro de 2007
MEU PAI, MEU VELHO, MEU AMIGO
A HOMENAGEM
Meu pai, porque o fostes de verdade, um PAI Grande
Meu velho, forma carinhosa para um Grande PAI
Meu amigo, o meu melhor amigo foi o Meu PAI
Nesta simples homenagem, que apesar de só hoje nas minhas memórias te estar a dedicar por escrito, sabes bem ela existe na minha memória desde sempre, não era deste modo que te cria homenagear mas como partiste sem me dares tempo de o fazer aqui e agora ta dedico.
Obrigado pai por me teres gerado
Obrigado pai por teres sido meu pai
Obrigado porque fostes o melhor pai do mundo
Obrigado pelo sacrifício que fizestes para me criar
Obrigado pela educação que me destes
Obrigado pelo "não" que muitas vezes me destes
Obrigado por tudo que me ensinastes
Obrigado pelo ombro amigo
Obrigado por todos os momentos felizes que passámos juntos
Obrigado por teres sido meu confidente
Obrigado por me ensinares a ser o homem que sou hoje
Obrigado por me teres apoiado nos momentos difíceis
Obrigado porque apesar de teres partido continuo a sentir o teu apoio nos momentos que mais preciso
OBRIGADO PAI
Desculpa pelas birras que fiz
Desculpa pelos sacrifícios que te fiz passar
Desculpa se alguma vez te desrespeitei
Desculpa se te dei algum desgosto
Desculpa se alguma vez não correspondi ás tuas expectativas
Desculpa se não fui o filho que tu sonhavas
Desculpa não te ter podido dar tudo aquilo que tu merecias
Desculpa se alguma vez ficou uma desculpa por te pedir
Desculpa por não ter conseguído evitar que partisses tão cedo
DESCULPA PAI
Porque agora como pai, sei também dar valor pelos sacrifícios e restrições por que passastes para nos criar e educar, e na altura em que tinhas tudo, para junto com a mãe terem uma vida melhor e mais desafogada tu partiste, deixastes um vazio enorme em nossas vidas, mas sei que onde quer que estejas estás orgulhoso de nós, pela vida que temos e pelo que conseguimos, muita vez ao trabalhar na minha casinha, eu falava de ti "que jeito me dava ter aqui o ti João Milho" tive que ser eu a fazer aquilo que tu melhor sabias fazer, mas senti o teu apoio e meti mãos á obra , fiz coisas que nunca tinha feito, mas que te vi fazer durante muitos anos,tu eras mestre.
Fostes tu que me destes mais uma lição de vida ao partires, ensinastes-me a olhar a vida em frente, depois de ter pela primeira vez sentido a perda de alguém tão querido e que eu amava do fundo do coração, é uma dor alucinante que nos trespassa o coração, é um sentimento de impotência que nos consome , a dor vai-se atenuando ou nós vamos-nos habituando a ela, agora a saudade essa aumenta dia a dia e a tua lembrança permanecerá comigo até ao resto dos meus dias.
Como eu gosto de te ver na foto que mandei fazer onde estás com os filhos ao colo, e mais tarde com as netas, netas essas que eram as meninas dos teus olhos, ainda recordo tu ralhares comigo por eu ter dito á Célia para não chatear o avô,tu querias era brincar com ela, e agora sou eu que se Deus quiser estou prestes a ser avô, e á uma verdade tua que não esqueci.
Filho és
Pai serás
Se fores avô
De novo pai, verás
Muito mais poderia dizer mas há coisas que são nossas e connosco morrerão , para ti pai um abraço do tamanho do universo, decerto chegará até ti onde quer que estejas, as saudades ficam comigo, um até sempre
OOOOOOOOOBRIGADO PAI.
Meu pai, porque o fostes de verdade, um PAI Grande
Meu velho, forma carinhosa para um Grande PAI
Meu amigo, o meu melhor amigo foi o Meu PAI
Nesta simples homenagem, que apesar de só hoje nas minhas memórias te estar a dedicar por escrito, sabes bem ela existe na minha memória desde sempre, não era deste modo que te cria homenagear mas como partiste sem me dares tempo de o fazer aqui e agora ta dedico.
Obrigado pai por me teres gerado
Obrigado pai por teres sido meu pai
Obrigado porque fostes o melhor pai do mundo
Obrigado pelo sacrifício que fizestes para me criar
Obrigado pela educação que me destes
Obrigado pelo "não" que muitas vezes me destes
Obrigado por tudo que me ensinastes
Obrigado pelo ombro amigo
Obrigado por todos os momentos felizes que passámos juntos
Obrigado por teres sido meu confidente
Obrigado por me ensinares a ser o homem que sou hoje
Obrigado por me teres apoiado nos momentos difíceis
Obrigado porque apesar de teres partido continuo a sentir o teu apoio nos momentos que mais preciso
OBRIGADO PAI
Desculpa pelas birras que fiz
Desculpa pelos sacrifícios que te fiz passar
Desculpa se alguma vez te desrespeitei
Desculpa se te dei algum desgosto
Desculpa se alguma vez não correspondi ás tuas expectativas
Desculpa se não fui o filho que tu sonhavas
Desculpa não te ter podido dar tudo aquilo que tu merecias
Desculpa se alguma vez ficou uma desculpa por te pedir
Desculpa por não ter conseguído evitar que partisses tão cedo
DESCULPA PAI
Porque agora como pai, sei também dar valor pelos sacrifícios e restrições por que passastes para nos criar e educar, e na altura em que tinhas tudo, para junto com a mãe terem uma vida melhor e mais desafogada tu partiste, deixastes um vazio enorme em nossas vidas, mas sei que onde quer que estejas estás orgulhoso de nós, pela vida que temos e pelo que conseguimos, muita vez ao trabalhar na minha casinha, eu falava de ti "que jeito me dava ter aqui o ti João Milho" tive que ser eu a fazer aquilo que tu melhor sabias fazer, mas senti o teu apoio e meti mãos á obra , fiz coisas que nunca tinha feito, mas que te vi fazer durante muitos anos,tu eras mestre.
Fostes tu que me destes mais uma lição de vida ao partires, ensinastes-me a olhar a vida em frente, depois de ter pela primeira vez sentido a perda de alguém tão querido e que eu amava do fundo do coração, é uma dor alucinante que nos trespassa o coração, é um sentimento de impotência que nos consome , a dor vai-se atenuando ou nós vamos-nos habituando a ela, agora a saudade essa aumenta dia a dia e a tua lembrança permanecerá comigo até ao resto dos meus dias.
Como eu gosto de te ver na foto que mandei fazer onde estás com os filhos ao colo, e mais tarde com as netas, netas essas que eram as meninas dos teus olhos, ainda recordo tu ralhares comigo por eu ter dito á Célia para não chatear o avô,tu querias era brincar com ela, e agora sou eu que se Deus quiser estou prestes a ser avô, e á uma verdade tua que não esqueci.
Filho és
Pai serás
Se fores avô
De novo pai, verás
Muito mais poderia dizer mas há coisas que são nossas e connosco morrerão , para ti pai um abraço do tamanho do universo, decerto chegará até ti onde quer que estejas, as saudades ficam comigo, um até sempre
OOOOOOOOOBRIGADO PAI.
segunda-feira, 24 de setembro de 2007
ANO BISSEXTO, 29 O DIA MAIS TRISTE
O ano de 1984 parecia começar bem, o mês de Janeiro correu normalmente, em Fevereiro, o meu padrinho que estava na Alemanha veio cá, com planos para se reformar queria construir uma vivenda no Miratejo, e foi falando com o meu pai para ser ele a fazer a obra, ele estava um pouco renitente ,pois nunca tinha gerido uma obra tão grande, como eu trabalhava junto com o meu pai lá fui falando com ele, dei-lhe o meu apoio, disse-lhe que eu e o meu irmão íamos ajudá-lo, e por outro lado as coisas na Gaivota não íam lá muito bem, lá o convencemos a aceitar.
No dia 14 de Fevereiro, dia em que fez 52 anos reuniu a família lá em casa, os filhos, as noras, as netas e também os meus padrinhos para se acertar o início das obras, tudo correu bem.
Lá no trabalho fui conversando com ele, íamos falar com o patrão para o dispensar, e ele começava a ficar entusiasmado com o novo desafio.
No dia 28 disse-me que no dia seguinte não ia trabalhar, queria ir dar sangue como era costume, eu disse-lhe para ir no sábado que íamos os dois, mas ele não quis, pois tinha programado ir passar o fim de semana a Vila Franca de Xira, a casa da irmã Dionísia e assim fez.
Dia 29 regresso do trabalho, e estávamos a jantar quando recebo um telefonema do meu irmão, "vem já para cá que o pai teve um acidente e está muito mal", peguei na mulher e filha e como tinha cá o "dois cavalos" da firma fomos logo directos a casa do meu irmão.
O que eu jamais imaginaria aconteceu, ao entrar em casa do meu irmão encontro tudo a chorar, minha mãe abraça-me e o meu irmão disse-me, " o pai morreu".
Foi o choque total, quis saber os pormenores, e minha mãe lá me foi explicando, tinha ido dar sangue de manha, veio almoçar e comentou com a minha mãe, que lhe tiraram sangue apesar de ter a tensão alta porque havia falta de sangue do grupo do dele, e que o mandaram ir ao médico,acabou de almoçar e disse á minha mãe que ia dar uma volta , e que ás 5h ia ter com o meu tio Gregório ao portão verde da marinha, para combinar o fim de semana em Vila Franca, falou com ele e voltava para casa quando se sentiu mal, foi visto por pessoas sentado num muro, pouco tempo depois foi encontrado caído na parte de trás do muro,com o crânio aberto caiu duma altura de cerca de 5mt.
A noticia foi dada á minha mãe por um funcionário de uma agência funerária !!!! que a levou para casa do meu irmão.
E ali estávamos todos estupefactos eu não queria acreditar, o meu pai o meu melhor amigo e confidente tinha-nos deixado, como era possível ? ,esperava tudo menos isto não estava preparado , uma dor dilacerante percorreu meu coração, jamais tal coisa me tinha passado pela cabeça, naquele momento senti-me órfão e abandonado.
Tinha que ir para o hospital, queria ir vê-lo, já lá estavam alguns amigos que nos apoiaram, e por volta das 3h da manha pediram alguém da família para reconhecer o corpo,o meu irmão não quis ir, fui lá eu ,eu tinha que o ver para acreditar, entrei com um enfermeiro que me pediu coragem, vamos em frente eu quero vê-lo, entrei e parei estarrecido, tentei correr para o abraçar mas fui impedido,jamais esquecerei aquela imagem, meu pai jazia numa pedra coberta de sangue que o seu crânio aberto deixara correr, fiquei por uns minutos olhando seu corpo, sua expressão tentando compreender como que esperando uma resposta dele, quando o enfermeiro me disse que não se pode fazer nada,tinha aberto o crânio a meio, chegara já sem vida.
Seguiu-se os trâmites legais, o corpo veio para a igreja da Piedade,todos os familiares e amigos nos acompanharam nesta hora tão triste e dolorosa, passei muito do tempo junto da sua cabeceira, era ali junto dele que me sentia bem, o meu ombro amigo,os abraços e até o que chorámos juntos, tudo me passava pela frente como o filme da nossa vida e que tão abruptamente acabava,foi com uma dor imensa,uma saudade infinita que ainda hoje persiste, que me despedi dele com um ultimo beijo, neste beijo foi acumulado todos os beijos que eu ainda tinha para lhe dar, doeu, ainda hoje dói mas Deus assim quis, de certeza Ele deu-te um cantinho muito especial lá no Céu, pelo Homem, pelo Pai, amigo, companheiro e confidente que fostes o meu muito obrigado, até sempre PAI.
No dia 14 de Fevereiro, dia em que fez 52 anos reuniu a família lá em casa, os filhos, as noras, as netas e também os meus padrinhos para se acertar o início das obras, tudo correu bem.
Lá no trabalho fui conversando com ele, íamos falar com o patrão para o dispensar, e ele começava a ficar entusiasmado com o novo desafio.
No dia 28 disse-me que no dia seguinte não ia trabalhar, queria ir dar sangue como era costume, eu disse-lhe para ir no sábado que íamos os dois, mas ele não quis, pois tinha programado ir passar o fim de semana a Vila Franca de Xira, a casa da irmã Dionísia e assim fez.
Dia 29 regresso do trabalho, e estávamos a jantar quando recebo um telefonema do meu irmão, "vem já para cá que o pai teve um acidente e está muito mal", peguei na mulher e filha e como tinha cá o "dois cavalos" da firma fomos logo directos a casa do meu irmão.
O que eu jamais imaginaria aconteceu, ao entrar em casa do meu irmão encontro tudo a chorar, minha mãe abraça-me e o meu irmão disse-me, " o pai morreu".
Foi o choque total, quis saber os pormenores, e minha mãe lá me foi explicando, tinha ido dar sangue de manha, veio almoçar e comentou com a minha mãe, que lhe tiraram sangue apesar de ter a tensão alta porque havia falta de sangue do grupo do dele, e que o mandaram ir ao médico,acabou de almoçar e disse á minha mãe que ia dar uma volta , e que ás 5h ia ter com o meu tio Gregório ao portão verde da marinha, para combinar o fim de semana em Vila Franca, falou com ele e voltava para casa quando se sentiu mal, foi visto por pessoas sentado num muro, pouco tempo depois foi encontrado caído na parte de trás do muro,com o crânio aberto caiu duma altura de cerca de 5mt.
A noticia foi dada á minha mãe por um funcionário de uma agência funerária !!!! que a levou para casa do meu irmão.
E ali estávamos todos estupefactos eu não queria acreditar, o meu pai o meu melhor amigo e confidente tinha-nos deixado, como era possível ? ,esperava tudo menos isto não estava preparado , uma dor dilacerante percorreu meu coração, jamais tal coisa me tinha passado pela cabeça, naquele momento senti-me órfão e abandonado.
Tinha que ir para o hospital, queria ir vê-lo, já lá estavam alguns amigos que nos apoiaram, e por volta das 3h da manha pediram alguém da família para reconhecer o corpo,o meu irmão não quis ir, fui lá eu ,eu tinha que o ver para acreditar, entrei com um enfermeiro que me pediu coragem, vamos em frente eu quero vê-lo, entrei e parei estarrecido, tentei correr para o abraçar mas fui impedido,jamais esquecerei aquela imagem, meu pai jazia numa pedra coberta de sangue que o seu crânio aberto deixara correr, fiquei por uns minutos olhando seu corpo, sua expressão tentando compreender como que esperando uma resposta dele, quando o enfermeiro me disse que não se pode fazer nada,tinha aberto o crânio a meio, chegara já sem vida.
Seguiu-se os trâmites legais, o corpo veio para a igreja da Piedade,todos os familiares e amigos nos acompanharam nesta hora tão triste e dolorosa, passei muito do tempo junto da sua cabeceira, era ali junto dele que me sentia bem, o meu ombro amigo,os abraços e até o que chorámos juntos, tudo me passava pela frente como o filme da nossa vida e que tão abruptamente acabava,foi com uma dor imensa,uma saudade infinita que ainda hoje persiste, que me despedi dele com um ultimo beijo, neste beijo foi acumulado todos os beijos que eu ainda tinha para lhe dar, doeu, ainda hoje dói mas Deus assim quis, de certeza Ele deu-te um cantinho muito especial lá no Céu, pelo Homem, pelo Pai, amigo, companheiro e confidente que fostes o meu muito obrigado, até sempre PAI.
sexta-feira, 14 de setembro de 2007
CONTUDO A VIDA CONTINUA
È verdade a vida tem de continuar para os que cá ficaram, a saudade e a lembrança das pessoas queridas, essa ficará para sempre nos nossos corações.
A nossa vida continuava, eu e minha mulher lá íamos trabalhando, eu na Gaivota e ela na Indelma, a Célia lá ia crescendo sem problemas de maior, apenas o problema de respirar, mais á noite, por isso tivemos que comprar um vaporizador e ela lá adormecia melhor.
Por esta altura meu pai foi trabalhar para a Gaivota como pedreiro, na ampliação das instalações, e retomámos o nosso convívio diário,a amizade e cumplicidade que sempre nos uniu.
A Gaivota todos os anos pelo Natal dava uma festa, para os colaboradores e respectivas famílias, numa dessas festas o meu pai tirou uma foto com as duas netas ao colo, o mais engraçado foi a coincidência das netas ficarem no mesmo lado dos pais, numa foto tirada muitos anos atrás, meu pai comigo e meu irmão ao colo.
Entretanto os dois sócios da Gaivota separam-se,eu e o meu pai ficámos na Gaivota , o meu irmão foi para a Gruel que era uma outra firma do grupo, e que ficou para um dos sócios.
Aos fins de semana, eu e meu irmão arranjávamos uns trabalhos extras, por vezes ia também o nosso pai, era mais uns tostões que entravam.
Aos fins de semana lá íamos dando uns passeios,umas vezes a casa dos meus cunhados Felicia e Cardoso, ver a nossa afilhada Elsa e o irmão Paulo,outras vezes dando outros passeios, fomos passar um fim de semana ao Cercal, perto das Caldas da Rainha a casa dos meus tios Emília e Gerardo.
Comecei a andar com um carro da firma e aos fins de semana lá dávamos uns passeios, o carro era um dois cavalos e a Célia gostava muito de andar nele.
Estávamos nos fins de 1983, fomos ao Alentejo apanhar azeitona, pedi uma carrinha ao meu patrão,serviu para levar as sacas de azeitona para o lagar, foi bonito, todos os irmãos da minha mulher juntos, as crianças a brincar, e todos pendurados nas oliveiras lá íamos ripando as azeitonas e enchendo as sacas, apesar do frio era bom pois confraternizávamos , bebíamos uns copos para aquecer e sempre dava uns litros de azeite para cada um.
Passámos lá o Natal com o meu sogro e meus cunhados Felícia e Cardoso mais a criançada toda, fez-se as filhoses e á meia noite abriu-se as prendas, a Célia fez os quatro anos, e viemos passar o Ano Novo com os meus pais.
A nossa vida continuava, eu e minha mulher lá íamos trabalhando, eu na Gaivota e ela na Indelma, a Célia lá ia crescendo sem problemas de maior, apenas o problema de respirar, mais á noite, por isso tivemos que comprar um vaporizador e ela lá adormecia melhor.
Por esta altura meu pai foi trabalhar para a Gaivota como pedreiro, na ampliação das instalações, e retomámos o nosso convívio diário,a amizade e cumplicidade que sempre nos uniu.
A Gaivota todos os anos pelo Natal dava uma festa, para os colaboradores e respectivas famílias, numa dessas festas o meu pai tirou uma foto com as duas netas ao colo, o mais engraçado foi a coincidência das netas ficarem no mesmo lado dos pais, numa foto tirada muitos anos atrás, meu pai comigo e meu irmão ao colo.
Entretanto os dois sócios da Gaivota separam-se,eu e o meu pai ficámos na Gaivota , o meu irmão foi para a Gruel que era uma outra firma do grupo, e que ficou para um dos sócios.
Aos fins de semana, eu e meu irmão arranjávamos uns trabalhos extras, por vezes ia também o nosso pai, era mais uns tostões que entravam.
Aos fins de semana lá íamos dando uns passeios,umas vezes a casa dos meus cunhados Felicia e Cardoso, ver a nossa afilhada Elsa e o irmão Paulo,outras vezes dando outros passeios, fomos passar um fim de semana ao Cercal, perto das Caldas da Rainha a casa dos meus tios Emília e Gerardo.
Comecei a andar com um carro da firma e aos fins de semana lá dávamos uns passeios, o carro era um dois cavalos e a Célia gostava muito de andar nele.
Estávamos nos fins de 1983, fomos ao Alentejo apanhar azeitona, pedi uma carrinha ao meu patrão,serviu para levar as sacas de azeitona para o lagar, foi bonito, todos os irmãos da minha mulher juntos, as crianças a brincar, e todos pendurados nas oliveiras lá íamos ripando as azeitonas e enchendo as sacas, apesar do frio era bom pois confraternizávamos , bebíamos uns copos para aquecer e sempre dava uns litros de azeite para cada um.
Passámos lá o Natal com o meu sogro e meus cunhados Felícia e Cardoso mais a criançada toda, fez-se as filhoses e á meia noite abriu-se as prendas, a Célia fez os quatro anos, e viemos passar o Ano Novo com os meus pais.
FALECIMENTO DA MINHA SOGRA
A nossa vida corria bem, a Célia ia crescendo sem problemas, pela Páscoa fizemos o baptizado dela, foi na igreja da Amora, o almoço foi em nossa casa que apesar de pequena ainda cá couberam vinte e tal pessoas.
Eu lá continuava a trabalhar na Gaivota, comecei a tirar a carta de condução de ligeiros e pesados, fiz exame em Janeiro de 80 e passei, até foi um exame um pouco fora do comum, pois a camioneta do exame era uma Bedford antiga com travões a ar, a frente era direita e o vidro era logo a nossa frente, ia eu na avenida principal de Setúbal com sinal verde, quando de repente dum cruzamento aparece um carro, eu para não bater meti travões a fundo, o examinador ia distraído e como não havia cintos!!!!! bateu com a cabeça no vidro, mandou-me logo para o local de partida, o exame ia com dez minutos, eu voltei sem ele me dizer mais nada, lá ia agarrado a cabeça e eu a pensar "já estou feito" , parei a camioneta e ele pediu-me os papéis e foi lá para dentro, esperei uns dez minutos ele veio e disse-me que tinha passado, tinha evitado um acidente então estava apto a conduzir, deu-me os parabéns, eu pedi-lhe desculpa pelo galo na cabeça, e lá vim com a carta de pesados onde ele colocou também os semi-reboques e atrelados como prémio.
Em Agosto, a minha mulher e filha foram com os meus cunhados, Felícia e Cardoso de férias para o Alentejo, eu ia uma semana mais tarde pois fazia falta no trabalho.
Ao chegarem perto de casa dos meus sogros, passa por eles uma ambulância com urgência, e ao chegarem lá ficam a saber que era a minha sogra, estava a limpar a casa para receber as filhas e os netos, e sofreu um A.V.C.,entrou no hospital muito mal, não via e não falava,mas lá ia resistindo, passado três ou quatro dias eu fui para lá, cheguei quase de noite, o meu cunhado Joaquim esperava-me e ainda consegui ir vê-la ao hospital, ele disse-lhe:
-Mãe está aqui o Vasco, eu segurei-lhe a mão ela apertou-me a minha, e nessa noite ela faleceu, parecia que esteve á minha espera, foi um choque, o que seria umas belas férias em família, infelizmente tornou-se em dor e sofrimento para todos nós, foi a vontade de Deus, faleceu a 22 de Agosto de 1982 precisamente no dia dos anos do filho João José, ficou um imenso vazio e saudade que ainda hoje persiste.
Eu lá continuava a trabalhar na Gaivota, comecei a tirar a carta de condução de ligeiros e pesados, fiz exame em Janeiro de 80 e passei, até foi um exame um pouco fora do comum, pois a camioneta do exame era uma Bedford antiga com travões a ar, a frente era direita e o vidro era logo a nossa frente, ia eu na avenida principal de Setúbal com sinal verde, quando de repente dum cruzamento aparece um carro, eu para não bater meti travões a fundo, o examinador ia distraído e como não havia cintos!!!!! bateu com a cabeça no vidro, mandou-me logo para o local de partida, o exame ia com dez minutos, eu voltei sem ele me dizer mais nada, lá ia agarrado a cabeça e eu a pensar "já estou feito" , parei a camioneta e ele pediu-me os papéis e foi lá para dentro, esperei uns dez minutos ele veio e disse-me que tinha passado, tinha evitado um acidente então estava apto a conduzir, deu-me os parabéns, eu pedi-lhe desculpa pelo galo na cabeça, e lá vim com a carta de pesados onde ele colocou também os semi-reboques e atrelados como prémio.
Em Agosto, a minha mulher e filha foram com os meus cunhados, Felícia e Cardoso de férias para o Alentejo, eu ia uma semana mais tarde pois fazia falta no trabalho.
Ao chegarem perto de casa dos meus sogros, passa por eles uma ambulância com urgência, e ao chegarem lá ficam a saber que era a minha sogra, estava a limpar a casa para receber as filhas e os netos, e sofreu um A.V.C.,entrou no hospital muito mal, não via e não falava,mas lá ia resistindo, passado três ou quatro dias eu fui para lá, cheguei quase de noite, o meu cunhado Joaquim esperava-me e ainda consegui ir vê-la ao hospital, ele disse-lhe:
-Mãe está aqui o Vasco, eu segurei-lhe a mão ela apertou-me a minha, e nessa noite ela faleceu, parecia que esteve á minha espera, foi um choque, o que seria umas belas férias em família, infelizmente tornou-se em dor e sofrimento para todos nós, foi a vontade de Deus, faleceu a 22 de Agosto de 1982 precisamente no dia dos anos do filho João José, ficou um imenso vazio e saudade que ainda hoje persiste.
sexta-feira, 17 de agosto de 2007
O NOSSO BEBÈ
A gravidez corria bem, íamos fazendo planos, escolhendo nomes, os avós estavam todos babados, principalmente os meus pais, pois era o primeiro neto,a minha cunhada Felícia dava o seu apoio, pois já estava habituada a estas coisas, e foi desde logo os cunhados com quem melhor nos dávamos, como era a única irmã,e minha mulher era madrinha da filha, as irmãs eram como unha com carne, e para mim era como uma irmã,os dias foram passando até que !!!!!!! aí começam as dores, em plena noite de Natal, meus pais tinham vindo passar a noite connosco, e por volta das 3 da manha, lá vamos nós directos á maternidade Alfredo da Costa.
Ela lá entrou, eu cá fora roendo as unhas, e andando para trás e para a frente estava ansioso, finalmente alguém veio falar comigo !!!, podia ir para casa e voltar durante o dia, ela ficava mas o parto ainda estava atrasado, voltei no dia seguinte mas nada, mandaram-me de novo para casa e que fosse telefonando, liguei umas três vezes mas continuava atrasado, até que finalmente liguei ás três da manha do dia 26, era finalmente pai !!!! que sensação, que alegria e felicidade,era uma menina, nasceu com 2,6kg um parto normal mas com ajuda dos ferros, já não dormi mais, fui direito á casa dos meus pais dar a noticia, era ainda muito cedo ficaram todos contentes, lá fui para Lisboa á espera da hora da visita que tardava em chegar.
Ansioso por ver mãe e filha finalmente entrei, a mãe estava na cama pois estava um pouco rasgada,e precisava de repouso e tinha que ficar mais uns dias,beijei-a e agradeci ter-me dado uma linda menina, ali estava ela a dormir, linda, tão pequenina e indefesa,beijei-a e acariciei-a com imensa emoção e felicidade, fruto do nosso amor, seria agora o alvo de toda a nossa atenção, uma nova responsabilidade,mas também a nossa razão de viver e lutar para que nada lhe falte, criá-la, educá-la, vê-la crescer e ser feliz, era a partir desse momento o nosso objectivo.
Finalmente, antes do Ano Novo, a nossa casa acolhe o novo membro da família, como a casa era fria fiz uma braseira, para que estivesse mais quentinha quando mãe e filha chegassem, até me descuidei e uma brasa queimou a alcatifa.
A Célia Cristina finalmente estava no seu lar, Célia nome escolhido pela mãe e Cristina pelo pai,o nosso rebentinho era linda, peguei nela com todo o cuidado, dei-lhe as boas vindas, e junto com a mãe prometemos tudo fazer para nada lhe faltar, dar-lhe muito amor e carinho, educá-la, e ensiná-la a enfrentar tudo de bom e mau que a vida nos reserva.
Começava aqui a nossa vida a três,uma vida de luta, de mais responsabilidade que se iria repetir por muitos anos,com muitas alegrias e tristezas , e hoje ao escrever estas memórias, de consciência tranquila podemos dizer que cumprimos o nosso papel de pais,não fomos perfeitos sabemos que errámos algumas vezes, mas o resultado final foi positivo, hoje a Célia está uma mulher,casada,feliz,responsável, é o orgulho dos pais, e com tudo isto, sinto-me a passar por tudo de novo, não como pai mas como avô,pois mais três meses e a Mariana, se Deus quiser será recebida nesta casa com todo o amor e carinho como a Célia foi, e de certeza com melhores condições e outros meios que na altura não tínhamos.
Ela lá entrou, eu cá fora roendo as unhas, e andando para trás e para a frente estava ansioso, finalmente alguém veio falar comigo !!!, podia ir para casa e voltar durante o dia, ela ficava mas o parto ainda estava atrasado, voltei no dia seguinte mas nada, mandaram-me de novo para casa e que fosse telefonando, liguei umas três vezes mas continuava atrasado, até que finalmente liguei ás três da manha do dia 26, era finalmente pai !!!! que sensação, que alegria e felicidade,era uma menina, nasceu com 2,6kg um parto normal mas com ajuda dos ferros, já não dormi mais, fui direito á casa dos meus pais dar a noticia, era ainda muito cedo ficaram todos contentes, lá fui para Lisboa á espera da hora da visita que tardava em chegar.
Ansioso por ver mãe e filha finalmente entrei, a mãe estava na cama pois estava um pouco rasgada,e precisava de repouso e tinha que ficar mais uns dias,beijei-a e agradeci ter-me dado uma linda menina, ali estava ela a dormir, linda, tão pequenina e indefesa,beijei-a e acariciei-a com imensa emoção e felicidade, fruto do nosso amor, seria agora o alvo de toda a nossa atenção, uma nova responsabilidade,mas também a nossa razão de viver e lutar para que nada lhe falte, criá-la, educá-la, vê-la crescer e ser feliz, era a partir desse momento o nosso objectivo.
Finalmente, antes do Ano Novo, a nossa casa acolhe o novo membro da família, como a casa era fria fiz uma braseira, para que estivesse mais quentinha quando mãe e filha chegassem, até me descuidei e uma brasa queimou a alcatifa.
A Célia Cristina finalmente estava no seu lar, Célia nome escolhido pela mãe e Cristina pelo pai,o nosso rebentinho era linda, peguei nela com todo o cuidado, dei-lhe as boas vindas, e junto com a mãe prometemos tudo fazer para nada lhe faltar, dar-lhe muito amor e carinho, educá-la, e ensiná-la a enfrentar tudo de bom e mau que a vida nos reserva.
Começava aqui a nossa vida a três,uma vida de luta, de mais responsabilidade que se iria repetir por muitos anos,com muitas alegrias e tristezas , e hoje ao escrever estas memórias, de consciência tranquila podemos dizer que cumprimos o nosso papel de pais,não fomos perfeitos sabemos que errámos algumas vezes, mas o resultado final foi positivo, hoje a Célia está uma mulher,casada,feliz,responsável, é o orgulho dos pais, e com tudo isto, sinto-me a passar por tudo de novo, não como pai mas como avô,pois mais três meses e a Mariana, se Deus quiser será recebida nesta casa com todo o amor e carinho como a Célia foi, e de certeza com melhores condições e outros meios que na altura não tínhamos.
sexta-feira, 10 de agosto de 2007
PRIMEIROS DOIS ANOS DE CASADOS
Após casarmos ainda ficámos duas semanas no Alentejo,mas logo aí tivemos o nosso primeiro espinho, estávamos no dia 14 no baptizado da minha prima Cláudia,filha da minha prima Maria da Luz, e neta dos meus tios Joaquim e Maria, quando meu tio me chama a sós e me dá a notícia, meu cunhado e meu amigo João José tinha tido um acidente nessa noite, sabia-se que tinha ido para o hospital de Portalegre, mas não se sabia o seu estado, meu tio pediu para não dizer nada á minha esposa, para não se estragar a festa, e logo que viessem mais noticias me diria, acedi um pouco preocupado sem nada saber,já ao principio da noite o meu táxi foi-nos buscar para irmos para S. Julião,quando o taxista me disse sem ela ouvir que ele estava em coma.
Tinha que lhe contar, e foi ao passar por S. Salvador,onde havia festa, que ela me disse para ficarmos ali, que eu lhe disse que tínhamos que ir para casa, pois o João José tinha tido um acidente, ai o Sr. Américo o taxista contou-nos que o acidente tinha sido de madrugada, o dono do carro tinha morrido, e o meu cunhado estava em coma, ia ser transportado para Lisboa.
Nós no dia seguinte viemos para Lisboa,onde passámos o resto das férias, e fomos muitas vezes ao hospital de S. José ver o meu cunhado, felizmente saiu de coma e melhorou, ficou quase bom tirando uns ataques que começou a ter,ficou com sangue pisado no cérebro.
Na nossa vida a dois tudo corria bem, lá estávamos no nosso quarto e começámos a trabalhar,a minha esposa numa fábrica de conservas que abrira á pouco, e eu sem emprego certo fazia uns biscates e procurava emprego.
Passado uns meses apanho um susto com ela, como em casa dos meus pais,para tomar banho tinha que se aquecer água numa panela, era nosso hábito ir tomar banho em casa dos meus tios ali ao lado,pois nós tomávamos conta da casa na ausência deles, fomos os dois tomar banho, e já nos estávamos a limpar quando ela desmaia nos meus braços, deitei-a na cama, dei-lhe água, e como ela não reagia, corri a pedir ao meu vizinho que tinha carro,se nos levava ao hospital de Almada,pelo caminho ela reagiu, e no hospital disseram que tinha sido dos gases do esquentador,e nós lá em casa á mais de três anos que tomávamos lá banho !!!!!.
E o ano vai passando, começámos a comprar coisas para a casa, as mobílias,eu e o meu pai começámos a arranjar a casa da minha tia, e em Setembro mudámos para a nossa casa.
Eu consegui emprego numa empresa de construção, e a nossa vida começou a compor-se.
Como não tínhamos carro, ao fim de semana íamos visitar os meus cunhados de transportes públicos,em Setembro de 1978 nasceu o Paulo,filho dos meus cunhados Felícia e Cardoso e irmão da Elsa nossa afilhada, um rapagão com 4 kg e tais.
Nas férias e no Natal fomos ao Alentejo,aproveitámos a boleia dos meus cunhados e juntámos-nos lá todos.
Entretanto eu mudo de emprego, meu irmão trabalhava na "Metalúrgica Gaivota", e precisavam de pessoal, ele convidou-me para ir para lá, fui para a ferramentaria,e fazia manutenção eléctrica.
Em Abril de 79 o nosso amor dá fruto, minha mulher fica grávida,ainda me lembro o dia em que tivemos a confirmação, fui á farmácia comprar o teste de gravidez, e depois de uma hora de espera, o resultado era positivo, foi uma alegria para nós, íamos ser pais e aumentar a família, embora fosse também uma enorme responsabilidade, mas com a vida estável e era o nosso desejo, pois que venha o nosso bebé, menino ou menina não importava, e só no fim se saberia, o importante era vir perfeito e com saúde, tudo corria bem, excepto as más disposições e vómitos da mãe, mal punha os pés no chão e bota fora !!!!.
Entretanto meu irmão casa, um casamento simples, pois a mãe da Aida, mulher do meu irmão estava muito doente, e infelizmente veio a falecer, o que nos custou muito, pois já convivíamos e éramos amigos há muito tempo.
Eu começo a ganhar mais uns tostões, pois no emprego fazia-se muitas horas,e começamos a comprar algumas coisas para o nosso bebé.
Tinha que lhe contar, e foi ao passar por S. Salvador,onde havia festa, que ela me disse para ficarmos ali, que eu lhe disse que tínhamos que ir para casa, pois o João José tinha tido um acidente, ai o Sr. Américo o taxista contou-nos que o acidente tinha sido de madrugada, o dono do carro tinha morrido, e o meu cunhado estava em coma, ia ser transportado para Lisboa.
Nós no dia seguinte viemos para Lisboa,onde passámos o resto das férias, e fomos muitas vezes ao hospital de S. José ver o meu cunhado, felizmente saiu de coma e melhorou, ficou quase bom tirando uns ataques que começou a ter,ficou com sangue pisado no cérebro.
Na nossa vida a dois tudo corria bem, lá estávamos no nosso quarto e começámos a trabalhar,a minha esposa numa fábrica de conservas que abrira á pouco, e eu sem emprego certo fazia uns biscates e procurava emprego.
Passado uns meses apanho um susto com ela, como em casa dos meus pais,para tomar banho tinha que se aquecer água numa panela, era nosso hábito ir tomar banho em casa dos meus tios ali ao lado,pois nós tomávamos conta da casa na ausência deles, fomos os dois tomar banho, e já nos estávamos a limpar quando ela desmaia nos meus braços, deitei-a na cama, dei-lhe água, e como ela não reagia, corri a pedir ao meu vizinho que tinha carro,se nos levava ao hospital de Almada,pelo caminho ela reagiu, e no hospital disseram que tinha sido dos gases do esquentador,e nós lá em casa á mais de três anos que tomávamos lá banho !!!!!.
E o ano vai passando, começámos a comprar coisas para a casa, as mobílias,eu e o meu pai começámos a arranjar a casa da minha tia, e em Setembro mudámos para a nossa casa.
Eu consegui emprego numa empresa de construção, e a nossa vida começou a compor-se.
Como não tínhamos carro, ao fim de semana íamos visitar os meus cunhados de transportes públicos,em Setembro de 1978 nasceu o Paulo,filho dos meus cunhados Felícia e Cardoso e irmão da Elsa nossa afilhada, um rapagão com 4 kg e tais.
Nas férias e no Natal fomos ao Alentejo,aproveitámos a boleia dos meus cunhados e juntámos-nos lá todos.
Entretanto eu mudo de emprego, meu irmão trabalhava na "Metalúrgica Gaivota", e precisavam de pessoal, ele convidou-me para ir para lá, fui para a ferramentaria,e fazia manutenção eléctrica.
Em Abril de 79 o nosso amor dá fruto, minha mulher fica grávida,ainda me lembro o dia em que tivemos a confirmação, fui á farmácia comprar o teste de gravidez, e depois de uma hora de espera, o resultado era positivo, foi uma alegria para nós, íamos ser pais e aumentar a família, embora fosse também uma enorme responsabilidade, mas com a vida estável e era o nosso desejo, pois que venha o nosso bebé, menino ou menina não importava, e só no fim se saberia, o importante era vir perfeito e com saúde, tudo corria bem, excepto as más disposições e vómitos da mãe, mal punha os pés no chão e bota fora !!!!.
Entretanto meu irmão casa, um casamento simples, pois a mãe da Aida, mulher do meu irmão estava muito doente, e infelizmente veio a falecer, o que nos custou muito, pois já convivíamos e éramos amigos há muito tempo.
Eu começo a ganhar mais uns tostões, pois no emprego fazia-se muitas horas,e começamos a comprar algumas coisas para o nosso bebé.
quarta-feira, 8 de agosto de 2007
O MEU CASAMENTO
Dia 6 de Agosto de 1977, 8h da manha, levantar,desfazer a barba e tomar um banho, a azafama em casa já era grande, meus pais e meus tios preparavam a sala com comes e bebes para os convidados, eu fui ao restaurante ver se estava tudo em ordem, o dia prometia, manha linda e adivinhava-se um dia quente. Chegava a hora de vestir o fato e tirar as fotos,os convidados começavam a chegar alguns vinham de longe,tios e primas de Lisboa, o meu irmão com a Aida sua namorada e os pais dela vieram do Algarve onde estavam a passar férias, os meus padrinhos vieram da Alemanha e a restante família era de lá.
O meu sonho começava a realizar-se, aproximava-se a hora tão desejada por mim e minha noiva, o sofrimento,a saudade a distância que tanta vez nos separou terminara,chegara a hora de sermos felizes.
Eram 11h e 30m e lá vou eu no carro do meu padrinho, os convidados atrás, directos á igreja de S. Julião,aqueles 18 km que tanta vez percorrera, leva-me desta vez como em todas as outras para junto do meu amor,só que agora para não mais a deixar, voltará junto comigo para sempre, para nos amarmos e sermos felizes.
Ela esperava ansiosa a nossa passagem para poder ir ao meu encontro.
Chegámos á igreja,meu pai levou-me ao altar, e lá fiquei nervoso e ansioso a olhar para a porta,o tempo parou, ela não chegava, e aqueles minutos pareciam uma eternidade, mas !!!! finalmente meus olhos brilham de alegria e emoção ,meu coração palpita de amor, que imagem maravilhosa, ela toda de branco,estava deslumbrante, caminhava pelo braço do pai ao meu encontro,finalmente estava junto de mim,o olhar que trocámos valeram por mil palavras, e lá estávamos nós perante Deus,o Seu representante,e todas aquelas testemunhas que nos deram a honra de estar presente no dia mais importante das nossas vidas.
Jurámos perante Deus, sermos fiéis amar-nos e respeitar-nos um ao outro tanto na saúde e na doença como na alegria e na tristeza até ao fim dos nossos dias, não faltou o sempre desejado "SIM", as alianças entregues pela mão da Elsa,o declaro-vos marido e mulher e finalmente "pode beijar a noiva".
Assinámos os papeis ,os padrinhos também e o meu pai teve que dar o seu consentimento pois eu era ainda menor!!!!!? tinha 20 anos e dia 15 fazia os 21.
Estava concretizado o nosso sonho, agora como marido e mulher íamos iniciar esta nova etapa,termos de ser nós a gerir a nossa vida a lutarmos por uma vida melhor,e a contarmos com os nossos salários para nos governarmos.
Veio depois o sempre presente arroz, as felicitações,os abraços, as fotos de circunstancia, e lá partimos em direcção ao copo de água, que o estômago já dava sinal.
O dia estava bem quente e eu ia de gola alta, mas já tinha tudo preparado e lá mudei para uma camisa mais fresca, comemos e bebemos, tudo na maior alegria, não faltou o bater dos pratos, os beijos dos noivos, as praxes do costume, e os copitos a mais, tudo normal num casamento.
Pela tarde fomos passear até á piscina tiramos mais fotos, não faltou o bailarico, e lá chegou a hora de partir o bolo,os rituais do costume,o champanhe,as vivas aos noivos, o ramo da noiva, e lá ficamos convivendo com todos aqueles que nos acompanharam neste nosso primeiro dia de casados.
E lá chegou a meia noite, hora combinada para darmos o fora, lá estava o meu táxi de tantas viagens para nos levar ao hotel em Portalegre,onde passámos a nossa primeira noite !!??!!....
Saímos do hotel por volta do meio dia, fomos para casa dos meus sogros onde íamos passar uns dias pois não havia dinheiro para lua de mel,naquele tempo as posses eram poucas, os nossos pais não nos puderam fazer o casamento e fomos nós que o pagámos com as ofertas que recebemos.
E foi assim o nosso casamento igual a tantos outros, mas foi só o primeiro dia,agora temos pela frente muitos desafios,uns para vencer e outros para perder,nem tudo será um mar de rosas teremos os nossos espinhos, mas com o nosso amor, muita compreensão esforço e trabalho esperamos levar de vencida a maior parte dos desafios, que não nos falte a saude e trabalho, o nosso objectivo será, constituir uma familia, termos uma casa e um carro,vivermos em paz connosco e com todos que nos rodeiam, e com a ajuda se Deus havemos de conseguir os nossos objectivos.
O meu sonho começava a realizar-se, aproximava-se a hora tão desejada por mim e minha noiva, o sofrimento,a saudade a distância que tanta vez nos separou terminara,chegara a hora de sermos felizes.
Eram 11h e 30m e lá vou eu no carro do meu padrinho, os convidados atrás, directos á igreja de S. Julião,aqueles 18 km que tanta vez percorrera, leva-me desta vez como em todas as outras para junto do meu amor,só que agora para não mais a deixar, voltará junto comigo para sempre, para nos amarmos e sermos felizes.
Ela esperava ansiosa a nossa passagem para poder ir ao meu encontro.
Chegámos á igreja,meu pai levou-me ao altar, e lá fiquei nervoso e ansioso a olhar para a porta,o tempo parou, ela não chegava, e aqueles minutos pareciam uma eternidade, mas !!!! finalmente meus olhos brilham de alegria e emoção ,meu coração palpita de amor, que imagem maravilhosa, ela toda de branco,estava deslumbrante, caminhava pelo braço do pai ao meu encontro,finalmente estava junto de mim,o olhar que trocámos valeram por mil palavras, e lá estávamos nós perante Deus,o Seu representante,e todas aquelas testemunhas que nos deram a honra de estar presente no dia mais importante das nossas vidas.
Jurámos perante Deus, sermos fiéis amar-nos e respeitar-nos um ao outro tanto na saúde e na doença como na alegria e na tristeza até ao fim dos nossos dias, não faltou o sempre desejado "SIM", as alianças entregues pela mão da Elsa,o declaro-vos marido e mulher e finalmente "pode beijar a noiva".
Assinámos os papeis ,os padrinhos também e o meu pai teve que dar o seu consentimento pois eu era ainda menor!!!!!? tinha 20 anos e dia 15 fazia os 21.
Estava concretizado o nosso sonho, agora como marido e mulher íamos iniciar esta nova etapa,termos de ser nós a gerir a nossa vida a lutarmos por uma vida melhor,e a contarmos com os nossos salários para nos governarmos.
Veio depois o sempre presente arroz, as felicitações,os abraços, as fotos de circunstancia, e lá partimos em direcção ao copo de água, que o estômago já dava sinal.
O dia estava bem quente e eu ia de gola alta, mas já tinha tudo preparado e lá mudei para uma camisa mais fresca, comemos e bebemos, tudo na maior alegria, não faltou o bater dos pratos, os beijos dos noivos, as praxes do costume, e os copitos a mais, tudo normal num casamento.
Pela tarde fomos passear até á piscina tiramos mais fotos, não faltou o bailarico, e lá chegou a hora de partir o bolo,os rituais do costume,o champanhe,as vivas aos noivos, o ramo da noiva, e lá ficamos convivendo com todos aqueles que nos acompanharam neste nosso primeiro dia de casados.
E lá chegou a meia noite, hora combinada para darmos o fora, lá estava o meu táxi de tantas viagens para nos levar ao hotel em Portalegre,onde passámos a nossa primeira noite !!??!!....
Saímos do hotel por volta do meio dia, fomos para casa dos meus sogros onde íamos passar uns dias pois não havia dinheiro para lua de mel,naquele tempo as posses eram poucas, os nossos pais não nos puderam fazer o casamento e fomos nós que o pagámos com as ofertas que recebemos.
E foi assim o nosso casamento igual a tantos outros, mas foi só o primeiro dia,agora temos pela frente muitos desafios,uns para vencer e outros para perder,nem tudo será um mar de rosas teremos os nossos espinhos, mas com o nosso amor, muita compreensão esforço e trabalho esperamos levar de vencida a maior parte dos desafios, que não nos falte a saude e trabalho, o nosso objectivo será, constituir uma familia, termos uma casa e um carro,vivermos em paz connosco e com todos que nos rodeiam, e com a ajuda se Deus havemos de conseguir os nossos objectivos.
terça-feira, 31 de julho de 2007
( ENTRE PARÊNTESIS )
Interrompo aqui as minhas memórias,pois algo de importante está a acontecer em nossas vidas,sim minha querida netinha é de ti que estou a falar.
Quando á cerca de três meses atrás,a tua mãe chegou ao pé de mim com um papel, e me disse que tinha uma novidade, li-o com emoção e dei-lhe os parabéns, pois eras tu que estavas a ser gerada, e a partir desse momento passastes a ocupar um cantinho muito especial no coração deste teu avô que já te ama muito.
Pensei em dedicar-te logo um cantinho especial nas minhas memórias, mas resolvi esperar mais um pouco para saber se eras menino ou menina, esse dia chegou hoje, e desculpa este teu avô babado tratar-te por minha netinha, mas não pude esperar, até saber qual o nome que os teus pais escolheram para ti, seja ele qual for será sempre o mais lindo do mundo.
Ao ver-te pela primeira vez nas fotos da ecografia, meu coração sorriu de felicidade, e aquele teu sorriso antevê todos os momentos de alegria e felicidade, que a tua chegada vem trazer a nossa família ,teus pais e avós estão ansiosos pela tua chegada, até lá vamos contando os dias, esperando que nessa tua casinha acolhedora vás
crescendo e despertando para a vida.
Ser avô é ser pai outra vez, e volto a sentir toda a alegria e ansiedade que senti quando a tua mãe nasceu,pedindo a Deus que venhas perfeita e com saúde,e que ao entrares neste mundo, não tão acolhedor e perfeito como esse em que estás agora, os teus avós cá estarão se Deus quiser, para ajudar teus pais a criar-te ,ver-te crescer e dar-te todo o amor do mundo.
Dedico-te este pequeno cantinho nas minhas memórias, não só em meu nome, mas também, e espero que não me levem a mal, em nome das avós Maria José e Celsa, e do avô Sequeira com muitos beijinhos de todos, e um beijinho muito especial do teu avô que te ama muito, Vasco, te esperamos com enorme ansiedade até ao dia em que te possamos abraçar e beijar, uma hora pequenina para ti e tua mãe,
beijiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiinhos.
Quando á cerca de três meses atrás,a tua mãe chegou ao pé de mim com um papel, e me disse que tinha uma novidade, li-o com emoção e dei-lhe os parabéns, pois eras tu que estavas a ser gerada, e a partir desse momento passastes a ocupar um cantinho muito especial no coração deste teu avô que já te ama muito.
Pensei em dedicar-te logo um cantinho especial nas minhas memórias, mas resolvi esperar mais um pouco para saber se eras menino ou menina, esse dia chegou hoje, e desculpa este teu avô babado tratar-te por minha netinha, mas não pude esperar, até saber qual o nome que os teus pais escolheram para ti, seja ele qual for será sempre o mais lindo do mundo.
Ao ver-te pela primeira vez nas fotos da ecografia, meu coração sorriu de felicidade, e aquele teu sorriso antevê todos os momentos de alegria e felicidade, que a tua chegada vem trazer a nossa família ,teus pais e avós estão ansiosos pela tua chegada, até lá vamos contando os dias, esperando que nessa tua casinha acolhedora vás
crescendo e despertando para a vida.
Ser avô é ser pai outra vez, e volto a sentir toda a alegria e ansiedade que senti quando a tua mãe nasceu,pedindo a Deus que venhas perfeita e com saúde,e que ao entrares neste mundo, não tão acolhedor e perfeito como esse em que estás agora, os teus avós cá estarão se Deus quiser, para ajudar teus pais a criar-te ,ver-te crescer e dar-te todo o amor do mundo.
Dedico-te este pequeno cantinho nas minhas memórias, não só em meu nome, mas também, e espero que não me levem a mal, em nome das avós Maria José e Celsa, e do avô Sequeira com muitos beijinhos de todos, e um beijinho muito especial do teu avô que te ama muito, Vasco, te esperamos com enorme ansiedade até ao dia em que te possamos abraçar e beijar, uma hora pequenina para ti e tua mãe,
beijiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiinhos.
quarta-feira, 25 de julho de 2007
O MEU NAMORO
Tudo começou no dia dos meus 15 anos, o namoro que deu em casamento,porque antes já tinha tido outros,alguns namoricos de rua,e mais tarde um no meio deste!!!!,mas foi este que vingou.
Foi na festa de S. Salvador de Aramenha no Alentejo que nos conhecemos,eu regressei a Lisboa e começámos a trocar cartas, fomos-nos conhecendo melhor,trocámos ideias,e eu comecei a aproveitar todas as folgas da escola para ir para junto dela.
Era pelo Carnaval, pela Páscoa, pelas férias e pelo Natal, eu lá estava para pudermos namorar.
Não era nada fácil naquele tempo,tinha de ir apanhar o Cacilheiro para Lisboa, ia a pé até Santa Apolónia,apanhava o comboio para Castelo de Vide, e a camioneta para a Portagem,ia para casa dos meus tios Joaquim e Maria.
Graças ao apoio deles, pois lá tinha cama comida e roupa lavada,e muita força para levar este namoro até ao fim,com muito sofrimento e saudade meu e dela, e um amor que foi crescendo dia a dia, conseguimos alcançar o nosso objectivo, casarmos e sermos felizes.
Mas não pensem que foi tudo um mar de rosas !!!!!!!! não,ela morava em S. Julião, são á volta de 18 km até á Portagem, e este menino como é que ia namorar ? pois é!!!!.
Nos primeiros tempos,e como naquela altura não se podia namorar todos os dias, só ás quartas e domingos !!!!!!! pois agora é diferente eu sei, e como ao principio eu não era muito bem visto, quer por vizinhos, quer por parte da família dela salvo o João José que já era meu amigo, e a quem eu ajudava a estar mais vezes com a namorada, que era uma prima minha,eu lá dava a volta á minha tia e ela saía comigo para se encontrar com ele. Estão a ver como era :
-Menino de Lisboa, não conheciam a família,muito menos as intenções, ouve forças para ela desistir,mas como ela também é teimosa e começava a gostar de mim !!!!!! (convencido) lá fomos em frente.
Então fazia assim, tinha lá uma bicicleta que era do meu irmão,punha a dita em cima da camioneta da carreira por volta das 18 horas, parava á porta, dela tirava a bicicleta e subia uma rampa até á casa, lá estava ela á espera do seu príncipe encantado !!! , cumprimentava os futuros sogros e cunhados e lá iamos namorar para a sala,por volta das 23h, 23,30h lá vinha embora, pegava na bicicleta, por vezes escuro de todo, umas vezes com frio outras com calor, e pernas para que te quero, subida aqui descida ali e em 45 min. estava na Portagem, velhos tempos e eu era bom a pedalar, a "ginga" era uma pasteleira sem mudanças, pesadona, mas eu era novo e corria por amor!!!.
O tempo foi passando, comecei a ter a confiança da família dela,e quando lá ia, como estávamos muito tempo sem nos vermos, já namorava mais dias, quando lá ia poucos dias, namorava todos os dias,pelas férias, ia 3 ou 4 vezes por semana, e íamos a muitas festas e bailaricos.
Entretanto abandonei a "ginga", no Inverno ía na carreira e regressava de táxi, tudo combinado, e o Sr. Américo que era o taxista lá estava á meia noite a buzinar, para eu descer a rampa,por vezes atrasava-se para eu namorar mais um pouco,no verão,o meu segundo pai,o meu tio Joaquim, como ele dizia eu era mais um filho.
Eu esperava que ele chegasse do trabalho por volta das 18h,se ele não chegava a casa eu ia ter com ele á taberna da Tónha, e lá levava a motorizada, uma "zundap", que ainda hoje existe, e continua a ser o seu meio de transporte.
As cartas iam-se sucedendo, eu regra geral escrevia dia sim dia não,ela era mais preguiçosa,eu devo ter escrito para cima de mil cartas dela recebi cerca de seiscentas tambem tivemos as nossas zangas e mal entendidos,mas conseguimos superar tudo,e cada ano que passava maiores eram as saudades e a vontade de estarmos juntos,era com imensa alegria que via chegar o dia de ir para o Alentejo,mas era muito difícil e triste o dia que tinha de regressar,cheguei a despedir-me e no dia seguinte aparecer lá de novo, adiava um dia mas sempre tinha de vir embora,e os primeiros dias cá longe eram bem penosos,a vontade era regressar as saudades imensas,mas o nosso lema era pensar que um dia tudo ia acabar e poderíamos estar juntos para sempre,como felizmente veio a acontecer,um dia resolvemos acabar com este sofrer e juntarmos os trapinhos, mas foram os meses mais difíceis e mais longos que passamos até ao tão esperado dia.
O dia escolhido foi,6 de Agosto de 1977,o dia que mudou por completo o rumo da minha vida,o dia ansiosamente esperado e que nós vínhamos sonhando á muitos anos estava ali, terminava o namoro e o noivado, chegava o casamento.
Começava a azafama dos convites, das compras, dos papéis, da igreja e do copo de água e lua de mel !!!!,a ida para a Portagem, era de casa dos meus tios que eu saía para casar.
O casamento era na igreja de S. Julião, e copo de água ía ser no restaurante do Sr. João Carrilho na Portagem, numa esplanada por detrás da casa dos meus tios, chegou a véspera do esperado dia, ainda fui dar o meu ultimo namorico,ajudei no restaurante a preparar a sala, os preparativos em casa, deitei-me bem tarde,foi o ultimo dia de solteiro bem cansativo ,fiz a retrospectiva dos cinco anos de namoro,os dias de saudade e de tristeza por estarmos longe iam acabar, valeu a pena tudo porque passámos ,por amor faz-se e supera-se tudo, e o que ao princípio parecia um sonho estava prestes a tornar-se realidade, afinal nós estávamos apaixonados, eu amava-a
ela tambem dizia que me amava e queríamos ser felizesssssssssss.
Foi na festa de S. Salvador de Aramenha no Alentejo que nos conhecemos,eu regressei a Lisboa e começámos a trocar cartas, fomos-nos conhecendo melhor,trocámos ideias,e eu comecei a aproveitar todas as folgas da escola para ir para junto dela.
Era pelo Carnaval, pela Páscoa, pelas férias e pelo Natal, eu lá estava para pudermos namorar.
Não era nada fácil naquele tempo,tinha de ir apanhar o Cacilheiro para Lisboa, ia a pé até Santa Apolónia,apanhava o comboio para Castelo de Vide, e a camioneta para a Portagem,ia para casa dos meus tios Joaquim e Maria.
Graças ao apoio deles, pois lá tinha cama comida e roupa lavada,e muita força para levar este namoro até ao fim,com muito sofrimento e saudade meu e dela, e um amor que foi crescendo dia a dia, conseguimos alcançar o nosso objectivo, casarmos e sermos felizes.
Mas não pensem que foi tudo um mar de rosas !!!!!!!! não,ela morava em S. Julião, são á volta de 18 km até á Portagem, e este menino como é que ia namorar ? pois é!!!!.
Nos primeiros tempos,e como naquela altura não se podia namorar todos os dias, só ás quartas e domingos !!!!!!! pois agora é diferente eu sei, e como ao principio eu não era muito bem visto, quer por vizinhos, quer por parte da família dela salvo o João José que já era meu amigo, e a quem eu ajudava a estar mais vezes com a namorada, que era uma prima minha,eu lá dava a volta á minha tia e ela saía comigo para se encontrar com ele. Estão a ver como era :
-Menino de Lisboa, não conheciam a família,muito menos as intenções, ouve forças para ela desistir,mas como ela também é teimosa e começava a gostar de mim !!!!!! (convencido) lá fomos em frente.
Então fazia assim, tinha lá uma bicicleta que era do meu irmão,punha a dita em cima da camioneta da carreira por volta das 18 horas, parava á porta, dela tirava a bicicleta e subia uma rampa até á casa, lá estava ela á espera do seu príncipe encantado !!! , cumprimentava os futuros sogros e cunhados e lá iamos namorar para a sala,por volta das 23h, 23,30h lá vinha embora, pegava na bicicleta, por vezes escuro de todo, umas vezes com frio outras com calor, e pernas para que te quero, subida aqui descida ali e em 45 min. estava na Portagem, velhos tempos e eu era bom a pedalar, a "ginga" era uma pasteleira sem mudanças, pesadona, mas eu era novo e corria por amor!!!.
O tempo foi passando, comecei a ter a confiança da família dela,e quando lá ia, como estávamos muito tempo sem nos vermos, já namorava mais dias, quando lá ia poucos dias, namorava todos os dias,pelas férias, ia 3 ou 4 vezes por semana, e íamos a muitas festas e bailaricos.
Entretanto abandonei a "ginga", no Inverno ía na carreira e regressava de táxi, tudo combinado, e o Sr. Américo que era o taxista lá estava á meia noite a buzinar, para eu descer a rampa,por vezes atrasava-se para eu namorar mais um pouco,no verão,o meu segundo pai,o meu tio Joaquim, como ele dizia eu era mais um filho.
Eu esperava que ele chegasse do trabalho por volta das 18h,se ele não chegava a casa eu ia ter com ele á taberna da Tónha, e lá levava a motorizada, uma "zundap", que ainda hoje existe, e continua a ser o seu meio de transporte.
As cartas iam-se sucedendo, eu regra geral escrevia dia sim dia não,ela era mais preguiçosa,eu devo ter escrito para cima de mil cartas dela recebi cerca de seiscentas tambem tivemos as nossas zangas e mal entendidos,mas conseguimos superar tudo,e cada ano que passava maiores eram as saudades e a vontade de estarmos juntos,era com imensa alegria que via chegar o dia de ir para o Alentejo,mas era muito difícil e triste o dia que tinha de regressar,cheguei a despedir-me e no dia seguinte aparecer lá de novo, adiava um dia mas sempre tinha de vir embora,e os primeiros dias cá longe eram bem penosos,a vontade era regressar as saudades imensas,mas o nosso lema era pensar que um dia tudo ia acabar e poderíamos estar juntos para sempre,como felizmente veio a acontecer,um dia resolvemos acabar com este sofrer e juntarmos os trapinhos, mas foram os meses mais difíceis e mais longos que passamos até ao tão esperado dia.
O dia escolhido foi,6 de Agosto de 1977,o dia que mudou por completo o rumo da minha vida,o dia ansiosamente esperado e que nós vínhamos sonhando á muitos anos estava ali, terminava o namoro e o noivado, chegava o casamento.
Começava a azafama dos convites, das compras, dos papéis, da igreja e do copo de água e lua de mel !!!!,a ida para a Portagem, era de casa dos meus tios que eu saía para casar.
O casamento era na igreja de S. Julião, e copo de água ía ser no restaurante do Sr. João Carrilho na Portagem, numa esplanada por detrás da casa dos meus tios, chegou a véspera do esperado dia, ainda fui dar o meu ultimo namorico,ajudei no restaurante a preparar a sala, os preparativos em casa, deitei-me bem tarde,foi o ultimo dia de solteiro bem cansativo ,fiz a retrospectiva dos cinco anos de namoro,os dias de saudade e de tristeza por estarmos longe iam acabar, valeu a pena tudo porque passámos ,por amor faz-se e supera-se tudo, e o que ao princípio parecia um sonho estava prestes a tornar-se realidade, afinal nós estávamos apaixonados, eu amava-a
ela tambem dizia que me amava e queríamos ser felizesssssssssss.
PESSOAS FALECIDAS ATÈ AOS MEUS 20 ANOS
Para além dos meus avós que já comentei, registo o falecimento da minha tia Maria Fernanda em Moçambique,era irmã da minha mãe por sinal a mais nova,e recordo que veio cá de férias com o meu tio Germano,lembro-me de ter ido com eles a Grândola á "Silha" quinta do meu tio António, que também faleceu e era marido da minha tia Irene dona da casa para onde fomos morar.
Em Almada faleceu a minha tia Antónia,esposa do meu tio Álvaro irmão da minha mãe,
recordo que quando andava na escola, ia visitá-la e ela dava-me sempre o lanche e dinheiro.
Faleceu também um grande amigo meu, o Jorge num acidente de viação,muita vez fui com ele e com o pai dele á pesca para debaixo da ponte, por ironia o pai dele o Sr. Patrocínio ,era soldador numa agência funerária, soldava as urnas quando eram em chumbo.
Em Almada faleceu a minha tia Antónia,esposa do meu tio Álvaro irmão da minha mãe,
recordo que quando andava na escola, ia visitá-la e ela dava-me sempre o lanche e dinheiro.
Faleceu também um grande amigo meu, o Jorge num acidente de viação,muita vez fui com ele e com o pai dele á pesca para debaixo da ponte, por ironia o pai dele o Sr. Patrocínio ,era soldador numa agência funerária, soldava as urnas quando eram em chumbo.
segunda-feira, 23 de julho de 2007
RECORDACÕES DE MUTELA
LEVAR ALMOÇO AO PAI
Muitas vezes fui levar o almoço ao meu pai,como era pedreiro,andava numa firma que construía prédios nem sempre trabalhava no mesmo sítio,e lá ia eu a pé ou de autocarro,ainda me recordo que o bilhete eram 6 tostões,geralmente levava uma mala que chamavam lancheira com o almoço do meu pai e o meu,sim que eu almoçava com ele e só vinha embora quando ele pegava ao serviço.
O 25 DE ABRIL DE 1974
Quando na manha desse dia minha mãe me acordou,dizendo que havia guerra em Lisboa,o meu pai já tinha saído para o trabalho,fiquei muito atento ás noticias,percebi que de facto não era guerra, mas uma rebelião das nossas tropas em protesto com o governo de então,contra a guerra que mantínhamos nas colónias de África, e que já tinha provocado a morte de muitos jovens portugueses.
Meu pai só trabalhou de manha ,eu não tive escola,pois mandaram todas as pessoas recolher ás suas casas e manterem-se calmas,mas o povo começou a perceber que a revolução estava em marcha e saíu ás ruas,em apoio aos soldados no derrube do governo que nos oprimia,pois não se podia falar, ter opinião,discordar do governo etc.
Ainda me recordo que uns anos antes no 1º de maio,meu pai ao vir do trabalho por volta das 6 da tarde, parou junto ao jardim da Cova da Piedade para falar com um amigo e logo foi agredido pela GNR,nesse dia, o dia do trabalhador não era feriado e não se podia parar na rua.
Com este dia o povo português ganhou a liberdade,acabou a guerra e passámos a viver em democracia.
Este dia passou a ser feriado,o dia da liberdade,e em Mutela durante muitos anos fazia-se uma festa, enfeitavam-se as ruas, punha-se a bandeira nacional ás janelas, e era da nossa casa que saía a música que se ouvia durante todo o dia.
No 1º de Maio era igual,tínhamos dois bonecos simbolizando um trabalhador e uma trabalhadora,colocávamos uma mesa no centro do largo, duas cadeiras e os bonecos lá sentados, na mesa não faltava o pão, azeitonas, vinho, bolos etc,e vinha muita gente ver a nossa festa.
No livro "Almada antiga e moderna",de que guardo um exemplar,pode-se ver fotos e um artigo a relatar estes factos,onde se fala do D.Maio e Dª Maia,e onde eu estou numa dessas fotos.
FESTAS POPULARES
Começámos também,eu,meu irmão e mais alguns amigos lá da rua, a fazer as festas populares,o Santo António,o São João e o São Pedro,havia comes e bebes,bailes variedades,cinema,ainda me recordo de lá ver actuar o Herman José e o Joel Branco,estavam eles no início de carreira.
EXCURSÕES
Eu e meu irmão começámos a realizar excursões pelo país,foi para o norte,para o sul,fomos á Serra da Estrela,Coimbra, Viseu, Guarda, Castelo Branco, Covilhã, Portalegre, Évora, Nazaré, Alcobaça, Batalha, Fátima,etc.
Na primeira escolhemos o autocarro duma firma de Sesimbra o Covas e Filhos, o motorista que nos calhou foi o Sr.Jacinto,uma pessoa espectacular,a partir daí foi sempre o nosso motorista,o carro era sempre alugado através dele,começou a ser nosso amigo de família assim como sua esposa e filha.
Numa dessas excursões ao visitarmos um cruzeiro, subimos para ver a paisagem e ao descer ele caiu e torceu o pé,mas continuou a viagem,sempre que parávamos para irmos visitar alguma coisa lá ia ele apoiado em nós,recordo que vimos a festa dos tabuleiros em Tomar sempre com ele apoiado nos nossos ombros,e conseguiu levar o carro até Sesimbra,convivemos durante anos,ele reformou-se foi para a terra dele e perdemos o
contacto.
MEU FUTURO CUNHADO
Numa das minhas idas ao Alentejo ver a namorada,soube que o irmão chegado à pouco da Guiné onde tinha cumprido o serviço militar,tinha conseguído emprego em Lisboa, como não tinha cá ninguém convidei-o a vir para minha casa,falei com os meus pais,e como a casa era grande eles aceitaram,com o tempo fomos ficando bons amigos,saíamos juntos, guardávamos alguns segredos,foi connosco a muitas excursões,e tornou-se nos olhos da irmã para me vigiar,enquanto eu estava longe dela,saíu de nossa casa para casar.
Ainda recordo ter ido com ele ao aeroporto de Lisboa,esperar a irmã dele,a Felícia,o cunhado,o Cardoso,e uma menina muito bonita com dois anos, a Elsa, que era afilhada da minha namorada,e de quem ela falava muito,vieram de Angola onde o Cardoso que era agente da PSP cumpria serviço,vieram morar para o Bairro da Boavista em Camarate, comecei a conviver com eles ,pessoas impecáveis e amigas,no verão íamos para a praia juntos,quando a minha namorada vinha cá de férias.
DADOR DE SANGUE
Quando fiz 18 anos comecei a dar sangue (naquela altura a vender),o meu pai já era á muito,e levou-me com ele,eu nessa altura tinha sempre que vinha o Inverno,muitas frieiras e dar sangue fê-las desaparecer,dávamos sangue numa clínica particular em Lisboa,e certo dia foram ao trabalho buscar-me para ir dar sangue a um doente,fui com eles para Lisboa a uma clínica e dei sangue directo a outra pessoa,foi a única vez que me custou dar sangue, doeu-me muito o braço,continuei a dar depois no hospital de S.José,e depois no Garcia de Horta em Almada, aqui já sem nada receber,é uma dádiva gratuita mas pode salvar uma vida.
SERVIÇO MILITAR
Quando chegou a altura de ir ao recrutamento para a tropa,o médico que me curou o joelho fez-me um relatório, para eu apresentar ao médico na inspecção militar, e então passei á reserva,se fosse antes do 25 de Abril de nada servia,mas como já não estávamos em guerra lá me safei.
Recordo que um ou dois anos antes meu padrinho,que era soldador e vivia na Alemanha, estava a trabalhar nas plataformas de petróleo,me arranjou lá trabalho,não pude ir porque não tive autorização dos serviços militares,
pensavam que queria fugir á tropa.
A CASA DA TIA EMÌLIA
A minha tia morava tambem em Mutela perto de nós,como o meu tio se reformou foram viver para o Cercal perto das Caldas da Rainha,ficamos entregues á casa ,e na parte do quintal tinhamos lá umas capoeiras, começámos a criar galinhas e coelhos, e a fazer bons petiscos aos fins de semana.
Havia um anexo onde com o meu irmão montámos uma oficina,começámos a fazer reparações em electrodomésticos e outros serviços,e lá íamos ganhando algum.
Foi aqui que pela primeira vez a minha noiva veio a nossa casa, com a irmã o cunhado e a Elsa que é sua afilhada,fizemos um almoço com os frangos que tínhamos,uma bela churrascada.
PENSAR EM CASAR
E ao fim de 5 anos de namoro pensamos em juntar os trapinhos,falei com os meus pais eles não se opuseram, disseram-me que não podiam pagar o casamento,era só meu pai a trabalhar e não se ganhava muito,eu concordei seria por nossa conta,e lá comecámos com os preparativos,convites,roupas,papelada,etc.
Como não tinhamos casa nem dinheiro para comprar,tentei alugar uma,mas um dia em conversa com uma tia minha que era viúva,e vivia nas Paivas numa vivenda de dois pisos com a filha,soube que ela ía ficar sózinha, pois a filha comprara um andar em Almada,e ía para lá morar.Acertámos as coisas e ficou combinado que ela iria para o 1º andar e nós ficaríamos no r/chão,mas só passado um ano,que era o tempo da casa nova da minha prima estar pronta.
Resolvemos então morar o primeiro ano em casa de meus pais,e lá arranjei um quarto só para nós.
Ela veio a Lisboa para casa da irmã ,lá fomos um dia á baixa comprei o meu fato e chegou o dia de irmos todos para o Alentejo,pois foi lá que casei.
Muitas vezes fui levar o almoço ao meu pai,como era pedreiro,andava numa firma que construía prédios nem sempre trabalhava no mesmo sítio,e lá ia eu a pé ou de autocarro,ainda me recordo que o bilhete eram 6 tostões,geralmente levava uma mala que chamavam lancheira com o almoço do meu pai e o meu,sim que eu almoçava com ele e só vinha embora quando ele pegava ao serviço.
O 25 DE ABRIL DE 1974
Quando na manha desse dia minha mãe me acordou,dizendo que havia guerra em Lisboa,o meu pai já tinha saído para o trabalho,fiquei muito atento ás noticias,percebi que de facto não era guerra, mas uma rebelião das nossas tropas em protesto com o governo de então,contra a guerra que mantínhamos nas colónias de África, e que já tinha provocado a morte de muitos jovens portugueses.
Meu pai só trabalhou de manha ,eu não tive escola,pois mandaram todas as pessoas recolher ás suas casas e manterem-se calmas,mas o povo começou a perceber que a revolução estava em marcha e saíu ás ruas,em apoio aos soldados no derrube do governo que nos oprimia,pois não se podia falar, ter opinião,discordar do governo etc.
Ainda me recordo que uns anos antes no 1º de maio,meu pai ao vir do trabalho por volta das 6 da tarde, parou junto ao jardim da Cova da Piedade para falar com um amigo e logo foi agredido pela GNR,nesse dia, o dia do trabalhador não era feriado e não se podia parar na rua.
Com este dia o povo português ganhou a liberdade,acabou a guerra e passámos a viver em democracia.
Este dia passou a ser feriado,o dia da liberdade,e em Mutela durante muitos anos fazia-se uma festa, enfeitavam-se as ruas, punha-se a bandeira nacional ás janelas, e era da nossa casa que saía a música que se ouvia durante todo o dia.
No 1º de Maio era igual,tínhamos dois bonecos simbolizando um trabalhador e uma trabalhadora,colocávamos uma mesa no centro do largo, duas cadeiras e os bonecos lá sentados, na mesa não faltava o pão, azeitonas, vinho, bolos etc,e vinha muita gente ver a nossa festa.
No livro "Almada antiga e moderna",de que guardo um exemplar,pode-se ver fotos e um artigo a relatar estes factos,onde se fala do D.Maio e Dª Maia,e onde eu estou numa dessas fotos.
FESTAS POPULARES
Começámos também,eu,meu irmão e mais alguns amigos lá da rua, a fazer as festas populares,o Santo António,o São João e o São Pedro,havia comes e bebes,bailes variedades,cinema,ainda me recordo de lá ver actuar o Herman José e o Joel Branco,estavam eles no início de carreira.
EXCURSÕES
Eu e meu irmão começámos a realizar excursões pelo país,foi para o norte,para o sul,fomos á Serra da Estrela,Coimbra, Viseu, Guarda, Castelo Branco, Covilhã, Portalegre, Évora, Nazaré, Alcobaça, Batalha, Fátima,etc.
Na primeira escolhemos o autocarro duma firma de Sesimbra o Covas e Filhos, o motorista que nos calhou foi o Sr.Jacinto,uma pessoa espectacular,a partir daí foi sempre o nosso motorista,o carro era sempre alugado através dele,começou a ser nosso amigo de família assim como sua esposa e filha.
Numa dessas excursões ao visitarmos um cruzeiro, subimos para ver a paisagem e ao descer ele caiu e torceu o pé,mas continuou a viagem,sempre que parávamos para irmos visitar alguma coisa lá ia ele apoiado em nós,recordo que vimos a festa dos tabuleiros em Tomar sempre com ele apoiado nos nossos ombros,e conseguiu levar o carro até Sesimbra,convivemos durante anos,ele reformou-se foi para a terra dele e perdemos o
contacto.
MEU FUTURO CUNHADO
Numa das minhas idas ao Alentejo ver a namorada,soube que o irmão chegado à pouco da Guiné onde tinha cumprido o serviço militar,tinha conseguído emprego em Lisboa, como não tinha cá ninguém convidei-o a vir para minha casa,falei com os meus pais,e como a casa era grande eles aceitaram,com o tempo fomos ficando bons amigos,saíamos juntos, guardávamos alguns segredos,foi connosco a muitas excursões,e tornou-se nos olhos da irmã para me vigiar,enquanto eu estava longe dela,saíu de nossa casa para casar.
Ainda recordo ter ido com ele ao aeroporto de Lisboa,esperar a irmã dele,a Felícia,o cunhado,o Cardoso,e uma menina muito bonita com dois anos, a Elsa, que era afilhada da minha namorada,e de quem ela falava muito,vieram de Angola onde o Cardoso que era agente da PSP cumpria serviço,vieram morar para o Bairro da Boavista em Camarate, comecei a conviver com eles ,pessoas impecáveis e amigas,no verão íamos para a praia juntos,quando a minha namorada vinha cá de férias.
DADOR DE SANGUE
Quando fiz 18 anos comecei a dar sangue (naquela altura a vender),o meu pai já era á muito,e levou-me com ele,eu nessa altura tinha sempre que vinha o Inverno,muitas frieiras e dar sangue fê-las desaparecer,dávamos sangue numa clínica particular em Lisboa,e certo dia foram ao trabalho buscar-me para ir dar sangue a um doente,fui com eles para Lisboa a uma clínica e dei sangue directo a outra pessoa,foi a única vez que me custou dar sangue, doeu-me muito o braço,continuei a dar depois no hospital de S.José,e depois no Garcia de Horta em Almada, aqui já sem nada receber,é uma dádiva gratuita mas pode salvar uma vida.
SERVIÇO MILITAR
Quando chegou a altura de ir ao recrutamento para a tropa,o médico que me curou o joelho fez-me um relatório, para eu apresentar ao médico na inspecção militar, e então passei á reserva,se fosse antes do 25 de Abril de nada servia,mas como já não estávamos em guerra lá me safei.
Recordo que um ou dois anos antes meu padrinho,que era soldador e vivia na Alemanha, estava a trabalhar nas plataformas de petróleo,me arranjou lá trabalho,não pude ir porque não tive autorização dos serviços militares,
pensavam que queria fugir á tropa.
A CASA DA TIA EMÌLIA
A minha tia morava tambem em Mutela perto de nós,como o meu tio se reformou foram viver para o Cercal perto das Caldas da Rainha,ficamos entregues á casa ,e na parte do quintal tinhamos lá umas capoeiras, começámos a criar galinhas e coelhos, e a fazer bons petiscos aos fins de semana.
Havia um anexo onde com o meu irmão montámos uma oficina,começámos a fazer reparações em electrodomésticos e outros serviços,e lá íamos ganhando algum.
Foi aqui que pela primeira vez a minha noiva veio a nossa casa, com a irmã o cunhado e a Elsa que é sua afilhada,fizemos um almoço com os frangos que tínhamos,uma bela churrascada.
PENSAR EM CASAR
E ao fim de 5 anos de namoro pensamos em juntar os trapinhos,falei com os meus pais eles não se opuseram, disseram-me que não podiam pagar o casamento,era só meu pai a trabalhar e não se ganhava muito,eu concordei seria por nossa conta,e lá comecámos com os preparativos,convites,roupas,papelada,etc.
Como não tinhamos casa nem dinheiro para comprar,tentei alugar uma,mas um dia em conversa com uma tia minha que era viúva,e vivia nas Paivas numa vivenda de dois pisos com a filha,soube que ela ía ficar sózinha, pois a filha comprara um andar em Almada,e ía para lá morar.Acertámos as coisas e ficou combinado que ela iria para o 1º andar e nós ficaríamos no r/chão,mas só passado um ano,que era o tempo da casa nova da minha prima estar pronta.
Resolvemos então morar o primeiro ano em casa de meus pais,e lá arranjei um quarto só para nós.
Ela veio a Lisboa para casa da irmã ,lá fomos um dia á baixa comprei o meu fato e chegou o dia de irmos todos para o Alentejo,pois foi lá que casei.
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