Mais três pessoas chegadas nos deixaram, o sogro do meu irmão sr. Silvestre, que depois de ter partido uma perna ao ser atropelado teve vários problemas de saúde e veio a falecer, pessoa muito amiga,adorava os netos e a filha a minha cunhada Aida, mulher do meu irmão de quem também gostava muito.
Depois passado pouco tempo faleceu a minha tia Irene, dona da casa onde moramos, depois de longos meses que ela passava em casa da filha, de vez em quando voltava para casa dela, desta vez veio, e um fim de semana foi logo de manha cedo ao café tomar o pequeno almoço, ao vir para casa sentiu uma dor no peito, mas subiu para casa dela e só mais tarde nos disse,quis ir com ela ao hospital mas ela não quis, disse que já tinha passado e que já lhe tinha dado mais vezes, almoçou connosco e depois subiu, disse que ia dormir a sesta,nós dissemos que a chamávamos para lanchar, quando a minha mulher sobe para a chamar ela está na cama e não responde, minha mulher aflita chama-me e vou ver, não lhe sinto o pulso, ainda está quente, ligo para o 115, vieram mas não havia nada a fazer,tinha falecido rebentara uma veia do coração daí a dor que ela sentira,morreu a dormir, sua expressão era serena e calma, não sentira a morte.
Mais um choque para nós,convivia connosco quase á vinte anos sempre nos demos muito bem, viu e acompanhou o crescimento da Célia de quem gostava muito,muito lhe devemos, pois nos recebeu depois de casados,a vida era difícil e nos arranjou a casa para morarmos,convivia muito connosco,sentimos muito a sua falta,por tudo o que nos fez, obrigado tia Irene jamais a esqueceremos.
Depois em Setembro a nossa afilhada Elsa que estava grávida teve um menino, filho muito desejado, era o primeiro filho, surgiram problemas e o Daniel não resistiu, poucos dias esteve entre nós,Deus levou mais um anjinho para junto de Si, foi a tristeza para todos nós,os pais destroçados, é sempre doloroso perder um filho e eles tiveram que superar esta difícil perda, a Célia também ficou muito afectada mas ganhou coragem e fez um poema dedicado ao Daniel que é lindo, ainda hoje ao relê-lo me comovo.
Que este anjinho que Deus levou seja a estrela que guie e proteja seus pais e irmãos.
Daniel ficarás para sempre em nossas memórias,serás recordado com muito amor e saudade, a tua mãozinha a apertar o meu dedo ficará para sempre em minha memória um beijinho Daniel, Deus te acolha em Seu regaço.
segunda-feira, 26 de novembro de 2007
1997 MAIS VIAGENS
Começava 1997, e logo no final de Janeiro mais uma viagem, de 27 de Janeiro a 12 de Fevereiro lá vou eu, desta vez atravesso o Atlântico rumo ao México, viagem muito longa e cansativa, Lisboa, Madrid, Cidade do México, 12 horas de viagem sobre o Atlântico uma paisagem muito bonita, e lá chego á capital mexicana, muita poluição, dificuldade em respirar devido á altitude, apanho o autocarro para Puebla, cidade distante cerca de 120 km, e onde estava a ser construída a fábrica para as cablagens da VW, estava a ser chefiada por um engenheiro português, fiquei no mesmo hotel dele e passei a andar sempre com ele nas voltas pelas redondezas, ainda visitamos algumas cidades próximas, comprei uns recuerdos, uns sombréros, e umas camisolas, adorei os pequenos almoços no hotel, muita fruta, sumos naturais, umas belas omeletes, o comer era bom gostei muito dos "tacos" e a cerveja "corona".
Voltei lá de novo de 22 a 30 de Setembro, fui com o chefe de lá a Águas Calientes ver a fabrica dos VW Beatle, e fomos ver umas praias ali perto, a água era um espectáculo eram mesmo águas calientes!!!.
A próxima viagem foi á Polónia de 24 a 31 de Outubro, fui com um colega meu, o Américo que tinha sido imigrante na Alemanha, foi bom pois lá falam muito alemão e ele desenrascou, foi conhecer novos povos novas culturas, malta muito simpática e disposta a ajudar, recordo ainda hoje um almoço oferecido pelo chefe de lá, um prato típico de Gorzow, pernil de porco assado no forno, estava uma delicia,muito estaladiço, já comi em outros sítios mas nada igual aquele.
Por este ano terminaram as viagens mas pelas encomendas previa-se mais para o ano.
Voltei lá de novo de 22 a 30 de Setembro, fui com o chefe de lá a Águas Calientes ver a fabrica dos VW Beatle, e fomos ver umas praias ali perto, a água era um espectáculo eram mesmo águas calientes!!!.
A próxima viagem foi á Polónia de 24 a 31 de Outubro, fui com um colega meu, o Américo que tinha sido imigrante na Alemanha, foi bom pois lá falam muito alemão e ele desenrascou, foi conhecer novos povos novas culturas, malta muito simpática e disposta a ajudar, recordo ainda hoje um almoço oferecido pelo chefe de lá, um prato típico de Gorzow, pernil de porco assado no forno, estava uma delicia,muito estaladiço, já comi em outros sítios mas nada igual aquele.
Por este ano terminaram as viagens mas pelas encomendas previa-se mais para o ano.
domingo, 25 de novembro de 2007
1996 MAIS 5 VIAGENS

Comecei o ano logo com uma viagem á Lituânia, a 8 de Janeiro via Hamburgo para Palanga, em pleno inverno, á chegada tivemos que andar ás voltas com o avião pois estavam a limpar a pista para aterrarmos, era neve por todo o lado, 22º negativos tivemos de ir a pé do avião até ao aeroporto, neve acima do joelho, o que vale é que fomos prevenidos, boas botas e meias ,luvas ,e um bom casaco, no caminho até ao hotel foi engraçado, as estradas lá até são largas, mas só cabia um carro,em volta neve com um metro de altura e o carro não andava, deslizava, nas curvas ora batia num lado ora no outro e lá seguia, estivemos lá 12 dias sempre com neve,na fábrica e no hotel andávamos em mangas de camisa estava quente o pior era para ir comer, mas bem agasalhados lá íamos, e que bem sabia o bom do gelado a todas as refeições, fazia aquecer, mas lá se passou, uma experiência nova que gostei.
A 2 de Março lá vou de novo, desta vez rumo a Brake no norte da Alemanha, sou recebido por um português que era chefe de secção lá na fábrica, tudo correu bem montei o carrocel e voltei 10 dias depois, foi nesta viagem que comi pela primeira vez os celebres "rafaellos", e que a partir daqui eram sempre certos cada viagem que fazia lá vinham os pacotes dos dito cujos, que a Célia muito gostava e ainda hoje os come, pois já cá se vendem.
Mais 2 viagens quase seguidas á Lituânia, de 4 a 20 de Maio e de 4 a 18 de Junho foi uma época de muito trabalho, mas também um ano de ganhar mais uns tostões, que bom jeito viriam a dar mais tarde, as viagens foram normais já nos movimentávamos á vontade, a cidade já não era segredo para nós, fazíamos sempre umas compras, as celebres casinhas, as madrioscas, as peças em âmbar, toalhas em linho, o bom do vodka, etc, e os rafaellos que comecei a trazer de lá pois eram mais baratos.
A fábrica estava já quase completa de carroceis, o pessoal de lá já sabia como montar e ficou combinado que o último que faltava seriam eles a montar, e assim foi conseguiram montá-lo, mas quando chegou á parte da programação aí é que foi pior, ainda dei algumas dicas pelo telefone mas nada, e lá tive que fazer a ultima viagem, de 1 a 4 de Agosto lá fui programar e dar mais umas dicas ao electricista deles foi esta a ultima vez que lá fui, ficaram imensas recordações e alguma saudade, ainda gostava um dia de lá voltar.
Por cá tudo ia bem, nós trabalhando e a Célia estudando, de vez em quando lá íamos ao Alentejo ver o pessoal, a minha mãe lá continuava em casa dela, vinha aos fins de semana estar connosco, e durante a semana lá se entretinha a fazer alguns trabalhos de costura e a conviver com as vizinhas .
Mas mais viagens se previam para 1997, pois começavam a chegar encomendas de carrocéis para o México e para a Polónia.
Mais um ano terminava felizmente tudo corria bem sem grandes problemas.
A 2 de Março lá vou de novo, desta vez rumo a Brake no norte da Alemanha, sou recebido por um português que era chefe de secção lá na fábrica, tudo correu bem montei o carrocel e voltei 10 dias depois, foi nesta viagem que comi pela primeira vez os celebres "rafaellos", e que a partir daqui eram sempre certos cada viagem que fazia lá vinham os pacotes dos dito cujos, que a Célia muito gostava e ainda hoje os come, pois já cá se vendem.
Mais 2 viagens quase seguidas á Lituânia, de 4 a 20 de Maio e de 4 a 18 de Junho foi uma época de muito trabalho, mas também um ano de ganhar mais uns tostões, que bom jeito viriam a dar mais tarde, as viagens foram normais já nos movimentávamos á vontade, a cidade já não era segredo para nós, fazíamos sempre umas compras, as celebres casinhas, as madrioscas, as peças em âmbar, toalhas em linho, o bom do vodka, etc, e os rafaellos que comecei a trazer de lá pois eram mais baratos.
A fábrica estava já quase completa de carroceis, o pessoal de lá já sabia como montar e ficou combinado que o último que faltava seriam eles a montar, e assim foi conseguiram montá-lo, mas quando chegou á parte da programação aí é que foi pior, ainda dei algumas dicas pelo telefone mas nada, e lá tive que fazer a ultima viagem, de 1 a 4 de Agosto lá fui programar e dar mais umas dicas ao electricista deles foi esta a ultima vez que lá fui, ficaram imensas recordações e alguma saudade, ainda gostava um dia de lá voltar.
Por cá tudo ia bem, nós trabalhando e a Célia estudando, de vez em quando lá íamos ao Alentejo ver o pessoal, a minha mãe lá continuava em casa dela, vinha aos fins de semana estar connosco, e durante a semana lá se entretinha a fazer alguns trabalhos de costura e a conviver com as vizinhas .
Mas mais viagens se previam para 1997, pois começavam a chegar encomendas de carrocéis para o México e para a Polónia.
Mais um ano terminava felizmente tudo corria bem sem grandes problemas.
quinta-feira, 15 de novembro de 2007
1995 MAIS DUAS VIAGENS

Depois de restabelecido do problema de saúde voltei ao trabalho em Abril, e ao chegar deparei com uma encomenda muito grande de carrocéis para a Lituânia, foi começar em força fazer quadros eléctricos para todos, e preparar todo o material para enviar para lá, e a 5 de Agosto lá vou eu com outro colega para lá ficarmos até 21 de Setembro, desta vez a viagem foi, Lisboa, Hamburgo e Palanga, que é um aeroporto mais pequeno mas fica só a 28 km de klaipeda.
Palanga tem também uma praia muito boa, que no tempo da União Soviética era praia exclusiva do líder comunista Leónidas Bresnyev, onde mandou construir uma mansão de férias em que até as torneiras do WC são de ouro, agora virou museu.
Este quase mês e meio foi passado a trabalhar, e bem até fizemos horas extras, mas ao fim de semana era passear para conhecer parte do país, e uns bons banhos no mar Báltico, conhecemos algumas cidades como Kaunas, e ainda fomos a Riga capital da Letónia, depois de tudo montado andámos duas semanas sem fazer nada, pois o carregamento dos últimos carrocéis atrasou na viagem devido a greves, foi só comer passear e dormir, até que foi decidido voltar e regressar quando os camiões lá chegassem.
Poucos dias cá tivemos, pois a 29 de Setembro lá fomos via Palanga de novo para montar os dois carrocéis que faltavam, e regressámos a 17 de Outubro, o tempo lá já não deu para praia mas continuámos com o convívio com o nosso amigo Marius.
Voltámos e até ao final do ano não saímos mais, nova encomenda e lá fui preparando nova remessa para o principio do ano seguinte.
Por casa tudo corria bem,fizemos algumas obras em casa, remodelámos a cozinha e casa de banho, contei com a preciosa ajuda do pai do Carlos, que é o marido da minha afilhada Elsa,o sr. José, que era um bom pedreiro e ladrilhador.
A minha mãe lá continuava em casa dela, aos fins de semana vinha até cá e lá ia passando menos mal, tirando um problema que teve quando lhe rebentou uma veia no nariz, e de madrugada me telefonou e tive que ir com ela para o hospital.
A Célia continuava na escola com bom aproveitamento.
Lá se passou mais um ano, o Natal foi passado no Alentejo e o Ano Novo em casa junto com a minha mãe.
Palanga tem também uma praia muito boa, que no tempo da União Soviética era praia exclusiva do líder comunista Leónidas Bresnyev, onde mandou construir uma mansão de férias em que até as torneiras do WC são de ouro, agora virou museu.
Este quase mês e meio foi passado a trabalhar, e bem até fizemos horas extras, mas ao fim de semana era passear para conhecer parte do país, e uns bons banhos no mar Báltico, conhecemos algumas cidades como Kaunas, e ainda fomos a Riga capital da Letónia, depois de tudo montado andámos duas semanas sem fazer nada, pois o carregamento dos últimos carrocéis atrasou na viagem devido a greves, foi só comer passear e dormir, até que foi decidido voltar e regressar quando os camiões lá chegassem.
Poucos dias cá tivemos, pois a 29 de Setembro lá fomos via Palanga de novo para montar os dois carrocéis que faltavam, e regressámos a 17 de Outubro, o tempo lá já não deu para praia mas continuámos com o convívio com o nosso amigo Marius.
Voltámos e até ao final do ano não saímos mais, nova encomenda e lá fui preparando nova remessa para o principio do ano seguinte.
Por casa tudo corria bem,fizemos algumas obras em casa, remodelámos a cozinha e casa de banho, contei com a preciosa ajuda do pai do Carlos, que é o marido da minha afilhada Elsa,o sr. José, que era um bom pedreiro e ladrilhador.
A minha mãe lá continuava em casa dela, aos fins de semana vinha até cá e lá ia passando menos mal, tirando um problema que teve quando lhe rebentou uma veia no nariz, e de madrugada me telefonou e tive que ir com ela para o hospital.
A Célia continuava na escola com bom aproveitamento.
Lá se passou mais um ano, o Natal foi passado no Alentejo e o Ano Novo em casa junto com a minha mãe.
quinta-feira, 8 de novembro de 2007
O SIMPLES VIROU PESADELO
Fim de ano complicado, depois do falecimento da Felícia,veio mais um problema para mim, já me queixava á algum tempo duma dor provocada por uma hérnia inguinal, um esforço que fiz no trabalho, e no fim do mês de Novembro fui operado.
A cirurgia foi feita numa clínica particular em Lisboa, coisa simples e de restabelecimento rápido, palavra de médico, e de facto foi, tirando um problema com a anestesia, pois deram-me anestesia epidural mas !!!!!, quando o médico pede o bisturi e me corta eu dei um salto,disse-lhe que estava a sentir tudo, e ele pede para me darem anestesia geral, não me lembro de mais nada, acordo no dia seguinte já operado e sem dores , a seguir ao almoço o médico aparece, manda-me levantar e começar a andar, tudo corria bem e ao 3º dia vou para casa,a indicação era andar aos poucos, não fazer esforços durante um mês, e depois podia voltar ao trabalho, tudo corria bem, mas passado uns dias, ao acordar estou sem sensibilidade da cintura para baixo, não me consigo mexer, minha mulher entra em pânico, telefona ao cirurgião, ele veio ver-me e diz que não é nada da parte dele, falou ao anestesista e mandam-me ir para o hospital de S. José em Lisboa onde um colega dele me esperava.
Exames e mais exames e nada, eu não sentia as pernas, fui fazer um exame aos músculos e tendões com choques eléctricos para ver a reacção e o exame não acusou nada.
Mais de um mês se passou e eu sem melhoras, mais exames e tratamentos e nada, estava a começar a entrar em desânimo, não conseguiria mais andar ?.
Mas felizmente aos poucos lá comecei a sentir as pernas, agora estava era todo atrofiado, os músculos parados tanto tempo não respondiam, tive que começar a andar de muletas, passos curtos e dolorosos, muitas dores nas pernas, não tinha como estar, mas lá me fui esforçando,
comecei a fazer caminhadas curtas perto de casa, a médica mandou-me por pesos nos pés e sentado elevar as pernas para fortalecer os músculos, tudo isto durou cerca de quatro meses, na ultima consulta ao hospital ,o médico ainda me confidenciou que podia ter ficado para sempre numa cadeira de rodas, que a epidural tinha sido mal dada, mas que esta conversa não passava dali.
Foram quatro meses terríveis mas com o apoio da minha mulher e da minha filha consegui superar, embora ficasse com problemas de tensão alta que até ai nunca tinha tido, e me tem impedido de puder dar sangue, a elas muito obrigado pela força e pelo apoio que me deram.
A cirurgia foi feita numa clínica particular em Lisboa, coisa simples e de restabelecimento rápido, palavra de médico, e de facto foi, tirando um problema com a anestesia, pois deram-me anestesia epidural mas !!!!!, quando o médico pede o bisturi e me corta eu dei um salto,disse-lhe que estava a sentir tudo, e ele pede para me darem anestesia geral, não me lembro de mais nada, acordo no dia seguinte já operado e sem dores , a seguir ao almoço o médico aparece, manda-me levantar e começar a andar, tudo corria bem e ao 3º dia vou para casa,a indicação era andar aos poucos, não fazer esforços durante um mês, e depois podia voltar ao trabalho, tudo corria bem, mas passado uns dias, ao acordar estou sem sensibilidade da cintura para baixo, não me consigo mexer, minha mulher entra em pânico, telefona ao cirurgião, ele veio ver-me e diz que não é nada da parte dele, falou ao anestesista e mandam-me ir para o hospital de S. José em Lisboa onde um colega dele me esperava.
Exames e mais exames e nada, eu não sentia as pernas, fui fazer um exame aos músculos e tendões com choques eléctricos para ver a reacção e o exame não acusou nada.
Mais de um mês se passou e eu sem melhoras, mais exames e tratamentos e nada, estava a começar a entrar em desânimo, não conseguiria mais andar ?.
Mas felizmente aos poucos lá comecei a sentir as pernas, agora estava era todo atrofiado, os músculos parados tanto tempo não respondiam, tive que começar a andar de muletas, passos curtos e dolorosos, muitas dores nas pernas, não tinha como estar, mas lá me fui esforçando,
comecei a fazer caminhadas curtas perto de casa, a médica mandou-me por pesos nos pés e sentado elevar as pernas para fortalecer os músculos, tudo isto durou cerca de quatro meses, na ultima consulta ao hospital ,o médico ainda me confidenciou que podia ter ficado para sempre numa cadeira de rodas, que a epidural tinha sido mal dada, mas que esta conversa não passava dali.Foram quatro meses terríveis mas com o apoio da minha mulher e da minha filha consegui superar, embora ficasse com problemas de tensão alta que até ai nunca tinha tido, e me tem impedido de puder dar sangue, a elas muito obrigado pela força e pelo apoio que me deram.
quarta-feira, 7 de novembro de 2007
MAIS UMA PERDA
Pelo meio destas minhas viagens, ia acompanhando com preocupação o estado de saúde da minha cunhada Felícia, já tinha ficado preocupado, quando pouco tempo antes dos meus anos ela me disse :
- Quero ir aos teus, já me estou a fazer convidada, e pressinto que é o ultimo que passo com vocês.
Confesso que estas palavras mexeram muito comigo, era hábito eles virem aos meus anos, e apesar dela estar mesmo muito doente, foi com muita força de vontade e alegria que nesse dia compartilhou comigo mais um aniversário, estava feliz e contente apesar do sofrimento em seu rosto,era uma mulher de fibra, lutadora e corajosa, os meses seguintes foram de luta feroz e muito sofrimento, mas aquela doença terrível não deu hipótese, por muito, e tudo o que foi possível fazer tanto pelo marido como pelos filhos, ela não resistiu, a minha "irmã " tinha-nos deixado.
Estava eu e minha mulher a trabalhar na firma, quando me chamam ao telefone, era a Célia muito aflita, "pai o que é que eu faço a tia Felícia morreu", foi o choque, depois de tanto sofrimento e luta Deus chamou-a para junto de Si, minha mulher ficou de rastos, a única irmã e tão amigas que eram, acompanhámos-a á sua ultima morada com muita tristeza e dor, confortámos e apoiámos seu marido e filhos, e a partir desse dia mais um dos nossos convívios de família tinha terminado, nada seria como dantes, ficava em nossas memórias para recordar eternamente, todos os momentos de alegria que passámos juntos, a sua energia, a sua boa disposição, a sua alegria contagiante, a boa esposa e mãe que sempre foi, jamais será esquecido por nós.
Ainda hoje recordamos com imensa saudade os Natais que passámos juntos, as Pascoas, os aniversários e os passeios, a tão falada tarte que a Célia nunca mais esqueceu, e o bem saboroso do arroz de pato.
Mais esta perda, tão importante nas nossas vidas, tornou-nos mais unidos, mais compreensivos ao sofrimento e a perceber que devemos lutar até ao máximo das nossas forças pela vida, foi a lição que ela nos deixou, uma mulher com M grande até aos últimos dias da sua vida.
Felicia, por aquilo que fostes para nós, para mim a irmã que não tive, o nosso muito obrigado, certamente Deus deu-te um cantinho muito especial junto Dele, nós por cá viveremos com a tua eterna recordação,por tudo o que partilhámos OBRIGADO FELÌCIA.
- Quero ir aos teus, já me estou a fazer convidada, e pressinto que é o ultimo que passo com vocês.
Confesso que estas palavras mexeram muito comigo, era hábito eles virem aos meus anos, e apesar dela estar mesmo muito doente, foi com muita força de vontade e alegria que nesse dia compartilhou comigo mais um aniversário, estava feliz e contente apesar do sofrimento em seu rosto,era uma mulher de fibra, lutadora e corajosa, os meses seguintes foram de luta feroz e muito sofrimento, mas aquela doença terrível não deu hipótese, por muito, e tudo o que foi possível fazer tanto pelo marido como pelos filhos, ela não resistiu, a minha "irmã " tinha-nos deixado.
Estava eu e minha mulher a trabalhar na firma, quando me chamam ao telefone, era a Célia muito aflita, "pai o que é que eu faço a tia Felícia morreu", foi o choque, depois de tanto sofrimento e luta Deus chamou-a para junto de Si, minha mulher ficou de rastos, a única irmã e tão amigas que eram, acompanhámos-a á sua ultima morada com muita tristeza e dor, confortámos e apoiámos seu marido e filhos, e a partir desse dia mais um dos nossos convívios de família tinha terminado, nada seria como dantes, ficava em nossas memórias para recordar eternamente, todos os momentos de alegria que passámos juntos, a sua energia, a sua boa disposição, a sua alegria contagiante, a boa esposa e mãe que sempre foi, jamais será esquecido por nós.
Ainda hoje recordamos com imensa saudade os Natais que passámos juntos, as Pascoas, os aniversários e os passeios, a tão falada tarte que a Célia nunca mais esqueceu, e o bem saboroso do arroz de pato.
Mais esta perda, tão importante nas nossas vidas, tornou-nos mais unidos, mais compreensivos ao sofrimento e a perceber que devemos lutar até ao máximo das nossas forças pela vida, foi a lição que ela nos deixou, uma mulher com M grande até aos últimos dias da sua vida.
Felicia, por aquilo que fostes para nós, para mim a irmã que não tive, o nosso muito obrigado, certamente Deus deu-te um cantinho muito especial junto Dele, nós por cá viveremos com a tua eterna recordação,por tudo o que partilhámos OBRIGADO FELÌCIA.
domingo, 28 de outubro de 2007
VIAGENS À LITUÂNIA
E lá vou eu, nova viagem ,novo destino, desta vez não vou sozinho, vou com pessoal da Indelma que iam para dar formação ao pessoal de lá, fomos a 3/6/94 e regressei a 12/6/94, montei um carrocel pequeno para começar a formação.
A viagem foi com destino a Vilnius, capital da Lituânia, com escala em Frankfurt, viagem óptima sem problemas, o nosso destino era kleipeda (Memel) que ficava a cerca de 300 km, fizemos a viagem de carro, chegamos já noite e ficamos no hotel com o nome da cidade.
No dia seguinte lá fomos para a fábrica, tudo correu bem, o pessoal que mandava era português e foi rápido a montagem do carrocel , ainda deu para conhecer a cidade, muito linda, fica junto ao mar Báltico, foi ocupada muito tempo pelos Alemães, daí o nome Memel, comia-se lá muito bem e barato para nós, pois para eles era caro ganhavam muito pouco na altura, as mulheres eram um espectáculo, todas muito bonitas, corpinhos bem feitos e tratados, os transportes é que eram muito maus, carros russos velhos a cair de podres, e não havia autocarros, eram carrinhas de nove lugares de particulares que por uma Lita, moeda deles dávamos a volta á cidade.
Um dos pratos que mais comemos lá foi o famoso "portugaliscas bifetek", um bom bife de vaca em vinha de alhos com a famosa batata frita, só que os pratos vêem muito bem apresentados, com verduras e frutos a fazer belos desenhos, e não esquecer o bom do gelado, eram taças enormes com seis bolas, mais frutas com bolachas e outros efeitos, uma autentica delicia, e no fim a não menos famosa vodka leituva, uma bela pomada.
Deixei-os lá a dar formação e regressei, havia de lá voltar mais sete vezes, a seguinte foi de 28/9/94 a 5/10/94 para montar mais um carrocel, todo o pessoal já tinha casa e eu fiquei sozinho no hotel, fiz nesta viagem um amigo lá, o Marius , um lituano que falava português e estava lá como tradutor, fui jantar a casa dele , mostrou-me a cidade, e comecei a trazer algumas peças de artesanato local, umas miniaturas de casinhas,peças de linho,trabalhos em âmbar pedra muito comum no báltico, e o bom do vodka, começou a ser bebida apreciada e consumida cá em casa, e em especial uma, que era feita com uma infusão de trinta plantas em vodka e que era muito bom para as constipações e gripes, o nome era "tris devinerios".
E lá regressei de novo a casa para fabricar mais carrocéis e mais viagens.
A viagem foi com destino a Vilnius, capital da Lituânia, com escala em Frankfurt, viagem óptima sem problemas, o nosso destino era kleipeda (Memel) que ficava a cerca de 300 km, fizemos a viagem de carro, chegamos já noite e ficamos no hotel com o nome da cidade.
No dia seguinte lá fomos para a fábrica, tudo correu bem, o pessoal que mandava era português e foi rápido a montagem do carrocel , ainda deu para conhecer a cidade, muito linda, fica junto ao mar Báltico, foi ocupada muito tempo pelos Alemães, daí o nome Memel, comia-se lá muito bem e barato para nós, pois para eles era caro ganhavam muito pouco na altura, as mulheres eram um espectáculo, todas muito bonitas, corpinhos bem feitos e tratados, os transportes é que eram muito maus, carros russos velhos a cair de podres, e não havia autocarros, eram carrinhas de nove lugares de particulares que por uma Lita, moeda deles dávamos a volta á cidade.
Um dos pratos que mais comemos lá foi o famoso "portugaliscas bifetek", um bom bife de vaca em vinha de alhos com a famosa batata frita, só que os pratos vêem muito bem apresentados, com verduras e frutos a fazer belos desenhos, e não esquecer o bom do gelado, eram taças enormes com seis bolas, mais frutas com bolachas e outros efeitos, uma autentica delicia, e no fim a não menos famosa vodka leituva, uma bela pomada.
Deixei-os lá a dar formação e regressei, havia de lá voltar mais sete vezes, a seguinte foi de 28/9/94 a 5/10/94 para montar mais um carrocel, todo o pessoal já tinha casa e eu fiquei sozinho no hotel, fiz nesta viagem um amigo lá, o Marius , um lituano que falava português e estava lá como tradutor, fui jantar a casa dele , mostrou-me a cidade, e comecei a trazer algumas peças de artesanato local, umas miniaturas de casinhas,peças de linho,trabalhos em âmbar pedra muito comum no báltico, e o bom do vodka, começou a ser bebida apreciada e consumida cá em casa, e em especial uma, que era feita com uma infusão de trinta plantas em vodka e que era muito bom para as constipações e gripes, o nome era "tris devinerios".
E lá regressei de novo a casa para fabricar mais carrocéis e mais viagens.
segunda-feira, 22 de outubro de 2007
ESLOVÁQUIA A 1ª VIAGEM
Estávamos a produzir carrocéis para a Eslováquia,quando eles pediram que fosse alguém nosso lá montá-los, fui chamado á gerência onde me disseram que a pessoa indicada para ir era eu, chegámos a acordo com as verbas e lá me marcaram viagem para o dia 17/4/94.
E lá vou eu para o meu baptismo de voo, chego ao aeroporto e espero ,espero, e nada não havia avião ficou para o dia seguinte, disseram que estava tudo tratado, que os bilhetes serviam para o dia seguinte, e lá vou eu a caminho de Frankfurt, tudo a correr bem, viagem óptima, espero pelo voo seguinte rumo a Praga, tudo normal, vou fazer o check-in para Michailov via Bratislava e vem a surpresa o bilhete não é válido !!!! conversa e mais explicações mas nada, só com bilhete novo, e eu metido nisto tudo, lá fui contar o dinheiro que levava e com uns dólares e uns marcos lá arranjei dinheiro para o bilhete, e lá fiz o resto da viagem.
Foram buscar-me e levaram-me ao hotel, no dia seguinte fui para a fábrica e comecei a montar o carrocel, tinha uma tradutora checa que falava espanhol e lá me safei, regressei a 23/4/94, e lá tinha a mulher e filha com um colega meu á minha espera, foi a primeira vez!!!!!!.
Adorei a viagem, a estadia, o povo Eslovaco, foi uma experiência nova, e com um baptismo complicado mas tudo se resolveu pelo melhor.
E lá vou eu para o meu baptismo de voo, chego ao aeroporto e espero ,espero, e nada não havia avião ficou para o dia seguinte, disseram que estava tudo tratado, que os bilhetes serviam para o dia seguinte, e lá vou eu a caminho de Frankfurt, tudo a correr bem, viagem óptima, espero pelo voo seguinte rumo a Praga, tudo normal, vou fazer o check-in para Michailov via Bratislava e vem a surpresa o bilhete não é válido !!!! conversa e mais explicações mas nada, só com bilhete novo, e eu metido nisto tudo, lá fui contar o dinheiro que levava e com uns dólares e uns marcos lá arranjei dinheiro para o bilhete, e lá fiz o resto da viagem.
Foram buscar-me e levaram-me ao hotel, no dia seguinte fui para a fábrica e comecei a montar o carrocel, tinha uma tradutora checa que falava espanhol e lá me safei, regressei a 23/4/94, e lá tinha a mulher e filha com um colega meu á minha espera, foi a primeira vez!!!!!!.
Adorei a viagem, a estadia, o povo Eslovaco, foi uma experiência nova, e com um baptismo complicado mas tudo se resolveu pelo melhor.
quinta-feira, 18 de outubro de 2007
NOVA FASE NA VIDA
Comecei esta fase na firma "Lopes & Moura", novo trabalho, novas ambições, estávamos a começar a produzir os chamados carrocéis para a "Indelma" máquinas que rodavam lentamente e onde eram feitas as cablagens para os automóveis,máquinas estas que me levaram a fazer muitas viagens ao estrangeiro, e a ter de fazer muitas horas extras, fazia os quadros eléctricos e a instalação eléctrica das mesmas, e ainda ia montá-las ,umas vezes sozinho e outras com um colega.
A minha mulher continuava na Indelma, mas aproximava-se o fim do contrato de 3 anos e não sabia se ia continuar.
Em Abril de 1990 resolvemos trocar de carro , a carrinha precisava dum arranjo no motor e já não compensava gastar dinheiro com ela, e no dia dos anos da minha mulher 24 de Abril
chegou o carro novo, comprei um Opel Kadett ,uma carrinha pois como íamos muito ao Alentejo dava mais jeito, e algum tempo depois pela Páscoa fizemos uma viagem tipo passeio, percorremos o centro do país, fomos ver a neve á Serra da Estrela , e a Célia nesse passeio fez uma memória descritiva da viagem, onde fomos ,onde passámos, o que visitámos.
Entretanto, como já se esperava, a minha mulher foi para o fundo de desemprego, no fim de contrato não a passaram a efectiva, como aliás vinha sendo hábito na empresa.
A 6 de Junho de 1992 a Elsa, afilhada da minha mulher casou, foi um casamento bonito, e mais um motivo para se juntar a família toda, foi um dia bem passado, felicidades aos noivos.
Em Agosto a minha mulher entra ao serviço no "Lopes & Moura", e agora estávamos os dois lá a trabalhar, fazia a limpeza e os almoços para o pessoal.
O ano de 93 para nós correu bem com um senão, a doença da minha cunhada Felícia, foi para nós doloroso acompanhar a sua evolução, uma mulher cheia de garra, lutadora, sempre alegre e bem disposta, mesmo doente nunca perdeu essa vontade de lutar, teve de ser operada , e continuar a lutar contra a doença.
A minha mulher continuava na Indelma, mas aproximava-se o fim do contrato de 3 anos e não sabia se ia continuar.
Em Abril de 1990 resolvemos trocar de carro , a carrinha precisava dum arranjo no motor e já não compensava gastar dinheiro com ela, e no dia dos anos da minha mulher 24 de Abril
chegou o carro novo, comprei um Opel Kadett ,uma carrinha pois como íamos muito ao Alentejo dava mais jeito, e algum tempo depois pela Páscoa fizemos uma viagem tipo passeio, percorremos o centro do país, fomos ver a neve á Serra da Estrela , e a Célia nesse passeio fez uma memória descritiva da viagem, onde fomos ,onde passámos, o que visitámos.Entretanto, como já se esperava, a minha mulher foi para o fundo de desemprego, no fim de contrato não a passaram a efectiva, como aliás vinha sendo hábito na empresa.
A 6 de Junho de 1992 a Elsa, afilhada da minha mulher casou, foi um casamento bonito, e mais um motivo para se juntar a família toda, foi um dia bem passado, felicidades aos noivos.
Em Agosto a minha mulher entra ao serviço no "Lopes & Moura", e agora estávamos os dois lá a trabalhar, fazia a limpeza e os almoços para o pessoal.
O ano de 93 para nós correu bem com um senão, a doença da minha cunhada Felícia, foi para nós doloroso acompanhar a sua evolução, uma mulher cheia de garra, lutadora, sempre alegre e bem disposta, mesmo doente nunca perdeu essa vontade de lutar, teve de ser operada , e continuar a lutar contra a doença.
quarta-feira, 26 de setembro de 2007
REORGANIZAR A VIDA
Depois do choque veio o refazer a vida, algo tinha mudado eu sentia uma falta constante,de manha á noite no trabalho, no refeitório,nos balneários e até nos transportes, eu procurava a presença do meu pai, e foi-me difícil convencer-me que jamais o voltaria a ver, aquele local era-me doloroso, mas quis o destino que não estivesse lá muito mais tempo,pois os salários começaram a faltar ,o patrão foi para a América, a firma ficou entregue a um engenheiro que deixou de aparecer, e eu como tinha a chave das instalações junto com os meus colegas decidimos encerrar a fábrica, de acordo com o patrão, trouxe uma carrinh
a Ford Transit que ele passou para meu nome, e que foi o primeiro carro que eu tive, fui para o fundo de desemprego,mas logo comecei a trabalhar noutro lado.
Comecei a trabalhar numa firma que fazia quadros eléctricos e instalações em prédios,andei cerca de um ano nos prédios e depois passei para os quadros , um trabalho que eu gosto muito de fazer, e um dos que me deu mais gosto foi os 30 quadros que fizemos para o navio escola "SAGRES".
Nessa firma, e por altura do grande incêndio do Chiado andava eu a reparar e pintar a minha carrinha, para durar mais uns anos, ia para lá ao fim de semana e lá consegui que ficasse melhor, fiz com ela muitas viagens ao Alentejo, e de lá ainda levei meus tios e primas meu sogro,e uma tia da minha mulher a Fátima, a carrinha era de nove lugares foi quase uma excursão, foi muito divertido.
Por essa altura abriu uma loja de material eléctrico nas Paivas a "ARMASUL" tornei-me amigo dos donos, e por intermédio deles fui fazer um quadro eléctrico a uma firma na Amora a "Lopes & Moura", uma metalomecânica que começava a trabalhar para a "Indelma" uma firma de cablagens para automóveis.
Por esta altura eu ,meu irmão e um colega o Manel Contente fazíamos muitos trabalhos ao fim de semana, e lá íamos ganhando mais uns trocos, fizemos instalações eléctricas em vivendas,em quintas para casamentos, em pastelarias,etc.
Entretanto fui convidado para ir trabalhar para a "Lopes & Moura" entrei a 1 de Maio de 1989.
Em casa tudo corria bem, a Célia lá ia na escola com bons resultados, continuava na ginástica, e nós lá íamos vivendo menos mal, aos fins de semana lá ia buscar a minha mãe para passar o dia connosco, pois ela continuava a morar em Mutela agora sozinha, mas como passou a ter telefone falava com ela quase todos os dias.
Foi por esta altura que fui assistir ao levantamento dos ossos do meu pai,pude ver então como ele tinha o crânio, estava rachado de alto a baixo .
a Ford Transit que ele passou para meu nome, e que foi o primeiro carro que eu tive, fui para o fundo de desemprego,mas logo comecei a trabalhar noutro lado.Comecei a trabalhar numa firma que fazia quadros eléctricos e instalações em prédios,andei cerca de um ano nos prédios e depois passei para os quadros , um trabalho que eu gosto muito de fazer, e um dos que me deu mais gosto foi os 30 quadros que fizemos para o navio escola "SAGRES".
Nessa firma, e por altura do grande incêndio do Chiado andava eu a reparar e pintar a minha carrinha, para durar mais uns anos, ia para lá ao fim de semana e lá consegui que ficasse melhor, fiz com ela muitas viagens ao Alentejo, e de lá ainda levei meus tios e primas meu sogro,e uma tia da minha mulher a Fátima, a carrinha era de nove lugares foi quase uma excursão, foi muito divertido.
Por essa altura abriu uma loja de material eléctrico nas Paivas a "ARMASUL" tornei-me amigo dos donos, e por intermédio deles fui fazer um quadro eléctrico a uma firma na Amora a "Lopes & Moura", uma metalomecânica que começava a trabalhar para a "Indelma" uma firma de cablagens para automóveis.
Por esta altura eu ,meu irmão e um colega o Manel Contente fazíamos muitos trabalhos ao fim de semana, e lá íamos ganhando mais uns trocos, fizemos instalações eléctricas em vivendas,em quintas para casamentos, em pastelarias,etc.
Entretanto fui convidado para ir trabalhar para a "Lopes & Moura" entrei a 1 de Maio de 1989.
Em casa tudo corria bem, a Célia lá ia na escola com bons resultados, continuava na ginástica, e nós lá íamos vivendo menos mal, aos fins de semana lá ia buscar a minha mãe para passar o dia connosco, pois ela continuava a morar em Mutela agora sozinha, mas como passou a ter telefone falava com ela quase todos os dias.
Foi por esta altura que fui assistir ao levantamento dos ossos do meu pai,pude ver então como ele tinha o crânio, estava rachado de alto a baixo .
terça-feira, 25 de setembro de 2007
MEU PAI, MEU VELHO, MEU AMIGO
A HOMENAGEM
Meu pai, porque o fostes de verdade, um PAI Grande
Meu velho, forma carinhosa para um Grande PAI
Meu amigo, o meu melhor amigo foi o Meu PAI
Nesta simples homenagem, que apesar de só hoje nas minhas memórias te estar a dedicar por escrito, sabes bem ela existe na minha memória desde sempre, não era deste modo que te cria homenagear mas como partiste sem me dares tempo de o fazer aqui e agora ta dedico.
Obrigado pai por me teres gerado
Obrigado pai por teres sido meu pai
Obrigado porque fostes o melhor pai do mundo
Obrigado pelo sacrifício que fizestes para me criar
Obrigado pela educação que me destes
Obrigado pelo "não" que muitas vezes me destes
Obrigado por tudo que me ensinastes
Obrigado pelo ombro amigo
Obrigado por todos os momentos felizes que passámos juntos
Obrigado por teres sido meu confidente
Obrigado por me ensinares a ser o homem que sou hoje
Obrigado por me teres apoiado nos momentos difíceis
Obrigado porque apesar de teres partido continuo a sentir o teu apoio nos momentos que mais preciso
OBRIGADO PAI
Desculpa pelas birras que fiz
Desculpa pelos sacrifícios que te fiz passar
Desculpa se alguma vez te desrespeitei
Desculpa se te dei algum desgosto
Desculpa se alguma vez não correspondi ás tuas expectativas
Desculpa se não fui o filho que tu sonhavas
Desculpa não te ter podido dar tudo aquilo que tu merecias
Desculpa se alguma vez ficou uma desculpa por te pedir
Desculpa por não ter conseguído evitar que partisses tão cedo
DESCULPA PAI
Porque agora como pai, sei também dar valor pelos sacrifícios e restrições por que passastes para nos criar e educar, e na altura em que tinhas tudo, para junto com a mãe terem uma vida melhor e mais desafogada tu partiste, deixastes um vazio enorme em nossas vidas, mas sei que onde quer que estejas estás orgulhoso de nós, pela vida que temos e pelo que conseguimos, muita vez ao trabalhar na minha casinha, eu falava de ti "que jeito me dava ter aqui o ti João Milho" tive que ser eu a fazer aquilo que tu melhor sabias fazer, mas senti o teu apoio e meti mãos á obra , fiz coisas que nunca tinha feito, mas que te vi fazer durante muitos anos,tu eras mestre.
Fostes tu que me destes mais uma lição de vida ao partires, ensinastes-me a olhar a vida em frente, depois de ter pela primeira vez sentido a perda de alguém tão querido e que eu amava do fundo do coração, é uma dor alucinante que nos trespassa o coração, é um sentimento de impotência que nos consome , a dor vai-se atenuando ou nós vamos-nos habituando a ela, agora a saudade essa aumenta dia a dia e a tua lembrança permanecerá comigo até ao resto dos meus dias.
Como eu gosto de te ver na foto que mandei fazer onde estás com os filhos ao colo, e mais tarde com as netas, netas essas que eram as meninas dos teus olhos, ainda recordo tu ralhares comigo por eu ter dito á Célia para não chatear o avô,tu querias era brincar com ela, e agora sou eu que se Deus quiser estou prestes a ser avô, e á uma verdade tua que não esqueci.
Filho és
Pai serás
Se fores avô
De novo pai, verás
Muito mais poderia dizer mas há coisas que são nossas e connosco morrerão , para ti pai um abraço do tamanho do universo, decerto chegará até ti onde quer que estejas, as saudades ficam comigo, um até sempre
OOOOOOOOOBRIGADO PAI.
Meu pai, porque o fostes de verdade, um PAI Grande
Meu velho, forma carinhosa para um Grande PAI
Meu amigo, o meu melhor amigo foi o Meu PAI
Nesta simples homenagem, que apesar de só hoje nas minhas memórias te estar a dedicar por escrito, sabes bem ela existe na minha memória desde sempre, não era deste modo que te cria homenagear mas como partiste sem me dares tempo de o fazer aqui e agora ta dedico.
Obrigado pai por me teres gerado
Obrigado pai por teres sido meu pai
Obrigado porque fostes o melhor pai do mundo
Obrigado pelo sacrifício que fizestes para me criar
Obrigado pela educação que me destes
Obrigado pelo "não" que muitas vezes me destes
Obrigado por tudo que me ensinastes
Obrigado pelo ombro amigo
Obrigado por todos os momentos felizes que passámos juntos
Obrigado por teres sido meu confidente
Obrigado por me ensinares a ser o homem que sou hoje
Obrigado por me teres apoiado nos momentos difíceis
Obrigado porque apesar de teres partido continuo a sentir o teu apoio nos momentos que mais preciso
OBRIGADO PAI
Desculpa pelas birras que fiz
Desculpa pelos sacrifícios que te fiz passar
Desculpa se alguma vez te desrespeitei
Desculpa se te dei algum desgosto
Desculpa se alguma vez não correspondi ás tuas expectativas
Desculpa se não fui o filho que tu sonhavas
Desculpa não te ter podido dar tudo aquilo que tu merecias
Desculpa se alguma vez ficou uma desculpa por te pedir
Desculpa por não ter conseguído evitar que partisses tão cedo
DESCULPA PAI
Porque agora como pai, sei também dar valor pelos sacrifícios e restrições por que passastes para nos criar e educar, e na altura em que tinhas tudo, para junto com a mãe terem uma vida melhor e mais desafogada tu partiste, deixastes um vazio enorme em nossas vidas, mas sei que onde quer que estejas estás orgulhoso de nós, pela vida que temos e pelo que conseguimos, muita vez ao trabalhar na minha casinha, eu falava de ti "que jeito me dava ter aqui o ti João Milho" tive que ser eu a fazer aquilo que tu melhor sabias fazer, mas senti o teu apoio e meti mãos á obra , fiz coisas que nunca tinha feito, mas que te vi fazer durante muitos anos,tu eras mestre.
Fostes tu que me destes mais uma lição de vida ao partires, ensinastes-me a olhar a vida em frente, depois de ter pela primeira vez sentido a perda de alguém tão querido e que eu amava do fundo do coração, é uma dor alucinante que nos trespassa o coração, é um sentimento de impotência que nos consome , a dor vai-se atenuando ou nós vamos-nos habituando a ela, agora a saudade essa aumenta dia a dia e a tua lembrança permanecerá comigo até ao resto dos meus dias.
Como eu gosto de te ver na foto que mandei fazer onde estás com os filhos ao colo, e mais tarde com as netas, netas essas que eram as meninas dos teus olhos, ainda recordo tu ralhares comigo por eu ter dito á Célia para não chatear o avô,tu querias era brincar com ela, e agora sou eu que se Deus quiser estou prestes a ser avô, e á uma verdade tua que não esqueci.
Filho és
Pai serás
Se fores avô
De novo pai, verás
Muito mais poderia dizer mas há coisas que são nossas e connosco morrerão , para ti pai um abraço do tamanho do universo, decerto chegará até ti onde quer que estejas, as saudades ficam comigo, um até sempre
OOOOOOOOOBRIGADO PAI.
segunda-feira, 24 de setembro de 2007
ANO BISSEXTO, 29 O DIA MAIS TRISTE
O ano de 1984 parecia começar bem, o mês de Janeiro correu normalmente, em Fevereiro, o meu padrinho que estava na Alemanha veio cá, com planos para se reformar queria construir uma vivenda no Miratejo, e foi falando com o meu pai para ser ele a fazer a obra, ele estava um pouco renitente ,pois nunca tinha gerido uma obra tão grande, como eu trabalhava junto com o meu pai lá fui falando com ele, dei-lhe o meu apoio, disse-lhe que eu e o meu irmão íamos ajudá-lo, e por outro lado as coisas na Gaivota não íam lá muito bem, lá o convencemos a aceitar.
No dia 14 de Fevereiro, dia em que fez 52 anos reuniu a família lá em casa, os filhos, as noras, as netas e também os meus padrinhos para se acertar o início das obras, tudo correu bem.
Lá no trabalho fui conversando com ele, íamos falar com o patrão para o dispensar, e ele começava a ficar entusiasmado com o novo desafio.
No dia 28 disse-me que no dia seguinte não ia trabalhar, queria ir dar sangue como era costume, eu disse-lhe para ir no sábado que íamos os dois, mas ele não quis, pois tinha programado ir passar o fim de semana a Vila Franca de Xira, a casa da irmã Dionísia e assim fez.
Dia 29 regresso do trabalho, e estávamos a jantar quando recebo um telefonema do meu irmão, "vem já para cá que o pai teve um acidente e está muito mal", peguei na mulher e filha e como tinha cá o "dois cavalos" da firma fomos logo directos a casa do meu irmão.
O que eu jamais imaginaria aconteceu, ao entrar em casa do meu irmão encontro tudo a chorar, minha mãe abraça-me e o meu irmão disse-me, " o pai morreu".
Foi o choque total, quis saber os pormenores, e minha mãe lá me foi explicando, tinha ido dar sangue de manha, veio almoçar e comentou com a minha mãe, que lhe tiraram sangue apesar de ter a tensão alta porque havia falta de sangue do grupo do dele, e que o mandaram ir ao médico,acabou de almoçar e disse á minha mãe que ia dar uma volta , e que ás 5h ia ter com o meu tio Gregório ao portão verde da marinha, para combinar o fim de semana em Vila Franca, falou com ele e voltava para casa quando se sentiu mal, foi visto por pessoas sentado num muro, pouco tempo depois foi encontrado caído na parte de trás do muro,com o crânio aberto caiu duma altura de cerca de 5mt.
A noticia foi dada á minha mãe por um funcionário de uma agência funerária !!!! que a levou para casa do meu irmão.
E ali estávamos todos estupefactos eu não queria acreditar, o meu pai o meu melhor amigo e confidente tinha-nos deixado, como era possível ? ,esperava tudo menos isto não estava preparado , uma dor dilacerante percorreu meu coração, jamais tal coisa me tinha passado pela cabeça, naquele momento senti-me órfão e abandonado.
Tinha que ir para o hospital, queria ir vê-lo, já lá estavam alguns amigos que nos apoiaram, e por volta das 3h da manha pediram alguém da família para reconhecer o corpo,o meu irmão não quis ir, fui lá eu ,eu tinha que o ver para acreditar, entrei com um enfermeiro que me pediu coragem, vamos em frente eu quero vê-lo, entrei e parei estarrecido, tentei correr para o abraçar mas fui impedido,jamais esquecerei aquela imagem, meu pai jazia numa pedra coberta de sangue que o seu crânio aberto deixara correr, fiquei por uns minutos olhando seu corpo, sua expressão tentando compreender como que esperando uma resposta dele, quando o enfermeiro me disse que não se pode fazer nada,tinha aberto o crânio a meio, chegara já sem vida.
Seguiu-se os trâmites legais, o corpo veio para a igreja da Piedade,todos os familiares e amigos nos acompanharam nesta hora tão triste e dolorosa, passei muito do tempo junto da sua cabeceira, era ali junto dele que me sentia bem, o meu ombro amigo,os abraços e até o que chorámos juntos, tudo me passava pela frente como o filme da nossa vida e que tão abruptamente acabava,foi com uma dor imensa,uma saudade infinita que ainda hoje persiste, que me despedi dele com um ultimo beijo, neste beijo foi acumulado todos os beijos que eu ainda tinha para lhe dar, doeu, ainda hoje dói mas Deus assim quis, de certeza Ele deu-te um cantinho muito especial lá no Céu, pelo Homem, pelo Pai, amigo, companheiro e confidente que fostes o meu muito obrigado, até sempre PAI.
No dia 14 de Fevereiro, dia em que fez 52 anos reuniu a família lá em casa, os filhos, as noras, as netas e também os meus padrinhos para se acertar o início das obras, tudo correu bem.
Lá no trabalho fui conversando com ele, íamos falar com o patrão para o dispensar, e ele começava a ficar entusiasmado com o novo desafio.
No dia 28 disse-me que no dia seguinte não ia trabalhar, queria ir dar sangue como era costume, eu disse-lhe para ir no sábado que íamos os dois, mas ele não quis, pois tinha programado ir passar o fim de semana a Vila Franca de Xira, a casa da irmã Dionísia e assim fez.
Dia 29 regresso do trabalho, e estávamos a jantar quando recebo um telefonema do meu irmão, "vem já para cá que o pai teve um acidente e está muito mal", peguei na mulher e filha e como tinha cá o "dois cavalos" da firma fomos logo directos a casa do meu irmão.
O que eu jamais imaginaria aconteceu, ao entrar em casa do meu irmão encontro tudo a chorar, minha mãe abraça-me e o meu irmão disse-me, " o pai morreu".
Foi o choque total, quis saber os pormenores, e minha mãe lá me foi explicando, tinha ido dar sangue de manha, veio almoçar e comentou com a minha mãe, que lhe tiraram sangue apesar de ter a tensão alta porque havia falta de sangue do grupo do dele, e que o mandaram ir ao médico,acabou de almoçar e disse á minha mãe que ia dar uma volta , e que ás 5h ia ter com o meu tio Gregório ao portão verde da marinha, para combinar o fim de semana em Vila Franca, falou com ele e voltava para casa quando se sentiu mal, foi visto por pessoas sentado num muro, pouco tempo depois foi encontrado caído na parte de trás do muro,com o crânio aberto caiu duma altura de cerca de 5mt.
A noticia foi dada á minha mãe por um funcionário de uma agência funerária !!!! que a levou para casa do meu irmão.
E ali estávamos todos estupefactos eu não queria acreditar, o meu pai o meu melhor amigo e confidente tinha-nos deixado, como era possível ? ,esperava tudo menos isto não estava preparado , uma dor dilacerante percorreu meu coração, jamais tal coisa me tinha passado pela cabeça, naquele momento senti-me órfão e abandonado.
Tinha que ir para o hospital, queria ir vê-lo, já lá estavam alguns amigos que nos apoiaram, e por volta das 3h da manha pediram alguém da família para reconhecer o corpo,o meu irmão não quis ir, fui lá eu ,eu tinha que o ver para acreditar, entrei com um enfermeiro que me pediu coragem, vamos em frente eu quero vê-lo, entrei e parei estarrecido, tentei correr para o abraçar mas fui impedido,jamais esquecerei aquela imagem, meu pai jazia numa pedra coberta de sangue que o seu crânio aberto deixara correr, fiquei por uns minutos olhando seu corpo, sua expressão tentando compreender como que esperando uma resposta dele, quando o enfermeiro me disse que não se pode fazer nada,tinha aberto o crânio a meio, chegara já sem vida.
Seguiu-se os trâmites legais, o corpo veio para a igreja da Piedade,todos os familiares e amigos nos acompanharam nesta hora tão triste e dolorosa, passei muito do tempo junto da sua cabeceira, era ali junto dele que me sentia bem, o meu ombro amigo,os abraços e até o que chorámos juntos, tudo me passava pela frente como o filme da nossa vida e que tão abruptamente acabava,foi com uma dor imensa,uma saudade infinita que ainda hoje persiste, que me despedi dele com um ultimo beijo, neste beijo foi acumulado todos os beijos que eu ainda tinha para lhe dar, doeu, ainda hoje dói mas Deus assim quis, de certeza Ele deu-te um cantinho muito especial lá no Céu, pelo Homem, pelo Pai, amigo, companheiro e confidente que fostes o meu muito obrigado, até sempre PAI.
sexta-feira, 14 de setembro de 2007
CONTUDO A VIDA CONTINUA
È verdade a vida tem de continuar para os que cá ficaram, a saudade e a lembrança das pessoas queridas, essa ficará para sempre nos nossos corações.
A nossa vida continuava, eu e minha mulher lá íamos trabalhando, eu na Gaivota e ela na Indelma, a Célia lá ia crescendo sem problemas de maior, apenas o problema de respirar, mais á noite, por isso tivemos que comprar um vaporizador e ela lá adormecia melhor.
Por esta altura meu pai foi trabalhar para a Gaivota como pedreiro, na ampliação das instalações, e retomámos o nosso convívio diário,a amizade e cumplicidade que sempre nos uniu.
A Gaivota todos os anos pelo Natal dava uma festa, para os colaboradores e respectivas famílias, numa dessas festas o meu pai tirou uma foto com as duas netas ao colo, o mais engraçado foi a coincidência das netas ficarem no mesmo lado dos pais, numa foto tirada muitos anos atrás, meu pai comigo e meu irmão ao colo.
Entretanto os dois sócios da Gaivota separam-se,eu e o meu pai ficámos na Gaivota , o meu irmão foi para a Gruel que era uma outra firma do grupo, e que ficou para um dos sócios.
Aos fins de semana, eu e meu irmão arranjávamos uns trabalhos extras, por vezes ia também o nosso pai, era mais uns tostões que entravam.
Aos fins de semana lá íamos dando uns passeios,umas vezes a casa dos meus cunhados Felicia e Cardoso, ver a nossa afilhada Elsa e o irmão Paulo,outras vezes dando outros passeios, fomos passar um fim de semana ao Cercal, perto das Caldas da Rainha a casa dos meus tios Emília e Gerardo.
Comecei a andar com um carro da firma e aos fins de semana lá dávamos uns passeios, o carro era um dois cavalos e a Célia gostava muito de andar nele.
Estávamos nos fins de 1983, fomos ao Alentejo apanhar azeitona, pedi uma carrinha ao meu patrão,serviu para levar as sacas de azeitona para o lagar, foi bonito, todos os irmãos da minha mulher juntos, as crianças a brincar, e todos pendurados nas oliveiras lá íamos ripando as azeitonas e enchendo as sacas, apesar do frio era bom pois confraternizávamos , bebíamos uns copos para aquecer e sempre dava uns litros de azeite para cada um.
Passámos lá o Natal com o meu sogro e meus cunhados Felícia e Cardoso mais a criançada toda, fez-se as filhoses e á meia noite abriu-se as prendas, a Célia fez os quatro anos, e viemos passar o Ano Novo com os meus pais.
A nossa vida continuava, eu e minha mulher lá íamos trabalhando, eu na Gaivota e ela na Indelma, a Célia lá ia crescendo sem problemas de maior, apenas o problema de respirar, mais á noite, por isso tivemos que comprar um vaporizador e ela lá adormecia melhor.
Por esta altura meu pai foi trabalhar para a Gaivota como pedreiro, na ampliação das instalações, e retomámos o nosso convívio diário,a amizade e cumplicidade que sempre nos uniu.
A Gaivota todos os anos pelo Natal dava uma festa, para os colaboradores e respectivas famílias, numa dessas festas o meu pai tirou uma foto com as duas netas ao colo, o mais engraçado foi a coincidência das netas ficarem no mesmo lado dos pais, numa foto tirada muitos anos atrás, meu pai comigo e meu irmão ao colo.
Entretanto os dois sócios da Gaivota separam-se,eu e o meu pai ficámos na Gaivota , o meu irmão foi para a Gruel que era uma outra firma do grupo, e que ficou para um dos sócios.
Aos fins de semana, eu e meu irmão arranjávamos uns trabalhos extras, por vezes ia também o nosso pai, era mais uns tostões que entravam.
Aos fins de semana lá íamos dando uns passeios,umas vezes a casa dos meus cunhados Felicia e Cardoso, ver a nossa afilhada Elsa e o irmão Paulo,outras vezes dando outros passeios, fomos passar um fim de semana ao Cercal, perto das Caldas da Rainha a casa dos meus tios Emília e Gerardo.
Comecei a andar com um carro da firma e aos fins de semana lá dávamos uns passeios, o carro era um dois cavalos e a Célia gostava muito de andar nele.
Estávamos nos fins de 1983, fomos ao Alentejo apanhar azeitona, pedi uma carrinha ao meu patrão,serviu para levar as sacas de azeitona para o lagar, foi bonito, todos os irmãos da minha mulher juntos, as crianças a brincar, e todos pendurados nas oliveiras lá íamos ripando as azeitonas e enchendo as sacas, apesar do frio era bom pois confraternizávamos , bebíamos uns copos para aquecer e sempre dava uns litros de azeite para cada um.
Passámos lá o Natal com o meu sogro e meus cunhados Felícia e Cardoso mais a criançada toda, fez-se as filhoses e á meia noite abriu-se as prendas, a Célia fez os quatro anos, e viemos passar o Ano Novo com os meus pais.
FALECIMENTO DA MINHA SOGRA
A nossa vida corria bem, a Célia ia crescendo sem problemas, pela Páscoa fizemos o baptizado dela, foi na igreja da Amora, o almoço foi em nossa casa que apesar de pequena ainda cá couberam vinte e tal pessoas.
Eu lá continuava a trabalhar na Gaivota, comecei a tirar a carta de condução de ligeiros e pesados, fiz exame em Janeiro de 80 e passei, até foi um exame um pouco fora do comum, pois a camioneta do exame era uma Bedford antiga com travões a ar, a frente era direita e o vidro era logo a nossa frente, ia eu na avenida principal de Setúbal com sinal verde, quando de repente dum cruzamento aparece um carro, eu para não bater meti travões a fundo, o examinador ia distraído e como não havia cintos!!!!! bateu com a cabeça no vidro, mandou-me logo para o local de partida, o exame ia com dez minutos, eu voltei sem ele me dizer mais nada, lá ia agarrado a cabeça e eu a pensar "já estou feito" , parei a camioneta e ele pediu-me os papéis e foi lá para dentro, esperei uns dez minutos ele veio e disse-me que tinha passado, tinha evitado um acidente então estava apto a conduzir, deu-me os parabéns, eu pedi-lhe desculpa pelo galo na cabeça, e lá vim com a carta de pesados onde ele colocou também os semi-reboques e atrelados como prémio.
Em Agosto, a minha mulher e filha foram com os meus cunhados, Felícia e Cardoso de férias para o Alentejo, eu ia uma semana mais tarde pois fazia falta no trabalho.
Ao chegarem perto de casa dos meus sogros, passa por eles uma ambulância com urgência, e ao chegarem lá ficam a saber que era a minha sogra, estava a limpar a casa para receber as filhas e os netos, e sofreu um A.V.C.,entrou no hospital muito mal, não via e não falava,mas lá ia resistindo, passado três ou quatro dias eu fui para lá, cheguei quase de noite, o meu cunhado Joaquim esperava-me e ainda consegui ir vê-la ao hospital, ele disse-lhe:
-Mãe está aqui o Vasco, eu segurei-lhe a mão ela apertou-me a minha, e nessa noite ela faleceu, parecia que esteve á minha espera, foi um choque, o que seria umas belas férias em família, infelizmente tornou-se em dor e sofrimento para todos nós, foi a vontade de Deus, faleceu a 22 de Agosto de 1982 precisamente no dia dos anos do filho João José, ficou um imenso vazio e saudade que ainda hoje persiste.
Eu lá continuava a trabalhar na Gaivota, comecei a tirar a carta de condução de ligeiros e pesados, fiz exame em Janeiro de 80 e passei, até foi um exame um pouco fora do comum, pois a camioneta do exame era uma Bedford antiga com travões a ar, a frente era direita e o vidro era logo a nossa frente, ia eu na avenida principal de Setúbal com sinal verde, quando de repente dum cruzamento aparece um carro, eu para não bater meti travões a fundo, o examinador ia distraído e como não havia cintos!!!!! bateu com a cabeça no vidro, mandou-me logo para o local de partida, o exame ia com dez minutos, eu voltei sem ele me dizer mais nada, lá ia agarrado a cabeça e eu a pensar "já estou feito" , parei a camioneta e ele pediu-me os papéis e foi lá para dentro, esperei uns dez minutos ele veio e disse-me que tinha passado, tinha evitado um acidente então estava apto a conduzir, deu-me os parabéns, eu pedi-lhe desculpa pelo galo na cabeça, e lá vim com a carta de pesados onde ele colocou também os semi-reboques e atrelados como prémio.
Em Agosto, a minha mulher e filha foram com os meus cunhados, Felícia e Cardoso de férias para o Alentejo, eu ia uma semana mais tarde pois fazia falta no trabalho.
Ao chegarem perto de casa dos meus sogros, passa por eles uma ambulância com urgência, e ao chegarem lá ficam a saber que era a minha sogra, estava a limpar a casa para receber as filhas e os netos, e sofreu um A.V.C.,entrou no hospital muito mal, não via e não falava,mas lá ia resistindo, passado três ou quatro dias eu fui para lá, cheguei quase de noite, o meu cunhado Joaquim esperava-me e ainda consegui ir vê-la ao hospital, ele disse-lhe:
-Mãe está aqui o Vasco, eu segurei-lhe a mão ela apertou-me a minha, e nessa noite ela faleceu, parecia que esteve á minha espera, foi um choque, o que seria umas belas férias em família, infelizmente tornou-se em dor e sofrimento para todos nós, foi a vontade de Deus, faleceu a 22 de Agosto de 1982 precisamente no dia dos anos do filho João José, ficou um imenso vazio e saudade que ainda hoje persiste.
sexta-feira, 17 de agosto de 2007
O NOSSO BEBÈ
A gravidez corria bem, íamos fazendo planos, escolhendo nomes, os avós estavam todos babados, principalmente os meus pais, pois era o primeiro neto,a minha cunhada Felícia dava o seu apoio, pois já estava habituada a estas coisas, e foi desde logo os cunhados com quem melhor nos dávamos, como era a única irmã,e minha mulher era madrinha da filha, as irmãs eram como unha com carne, e para mim era como uma irmã,os dias foram passando até que !!!!!!! aí começam as dores, em plena noite de Natal, meus pais tinham vindo passar a noite connosco, e por volta das 3 da manha, lá vamos nós directos á maternidade Alfredo da Costa.
Ela lá entrou, eu cá fora roendo as unhas, e andando para trás e para a frente estava ansioso, finalmente alguém veio falar comigo !!!, podia ir para casa e voltar durante o dia, ela ficava mas o parto ainda estava atrasado, voltei no dia seguinte mas nada, mandaram-me de novo para casa e que fosse telefonando, liguei umas três vezes mas continuava atrasado, até que finalmente liguei ás três da manha do dia 26, era finalmente pai !!!! que sensação, que alegria e felicidade,era uma menina, nasceu com 2,6kg um parto normal mas com ajuda dos ferros, já não dormi mais, fui direito á casa dos meus pais dar a noticia, era ainda muito cedo ficaram todos contentes, lá fui para Lisboa á espera da hora da visita que tardava em chegar.
Ansioso por ver mãe e filha finalmente entrei, a mãe estava na cama pois estava um pouco rasgada,e precisava de repouso e tinha que ficar mais uns dias,beijei-a e agradeci ter-me dado uma linda menina, ali estava ela a dormir, linda, tão pequenina e indefesa,beijei-a e acariciei-a com imensa emoção e felicidade, fruto do nosso amor, seria agora o alvo de toda a nossa atenção, uma nova responsabilidade,mas também a nossa razão de viver e lutar para que nada lhe falte, criá-la, educá-la, vê-la crescer e ser feliz, era a partir desse momento o nosso objectivo.
Finalmente, antes do Ano Novo, a nossa casa acolhe o novo membro da família, como a casa era fria fiz uma braseira, para que estivesse mais quentinha quando mãe e filha chegassem, até me descuidei e uma brasa queimou a alcatifa.
A Célia Cristina finalmente estava no seu lar, Célia nome escolhido pela mãe e Cristina pelo pai,o nosso rebentinho era linda, peguei nela com todo o cuidado, dei-lhe as boas vindas, e junto com a mãe prometemos tudo fazer para nada lhe faltar, dar-lhe muito amor e carinho, educá-la, e ensiná-la a enfrentar tudo de bom e mau que a vida nos reserva.
Começava aqui a nossa vida a três,uma vida de luta, de mais responsabilidade que se iria repetir por muitos anos,com muitas alegrias e tristezas , e hoje ao escrever estas memórias, de consciência tranquila podemos dizer que cumprimos o nosso papel de pais,não fomos perfeitos sabemos que errámos algumas vezes, mas o resultado final foi positivo, hoje a Célia está uma mulher,casada,feliz,responsável, é o orgulho dos pais, e com tudo isto, sinto-me a passar por tudo de novo, não como pai mas como avô,pois mais três meses e a Mariana, se Deus quiser será recebida nesta casa com todo o amor e carinho como a Célia foi, e de certeza com melhores condições e outros meios que na altura não tínhamos.
Ela lá entrou, eu cá fora roendo as unhas, e andando para trás e para a frente estava ansioso, finalmente alguém veio falar comigo !!!, podia ir para casa e voltar durante o dia, ela ficava mas o parto ainda estava atrasado, voltei no dia seguinte mas nada, mandaram-me de novo para casa e que fosse telefonando, liguei umas três vezes mas continuava atrasado, até que finalmente liguei ás três da manha do dia 26, era finalmente pai !!!! que sensação, que alegria e felicidade,era uma menina, nasceu com 2,6kg um parto normal mas com ajuda dos ferros, já não dormi mais, fui direito á casa dos meus pais dar a noticia, era ainda muito cedo ficaram todos contentes, lá fui para Lisboa á espera da hora da visita que tardava em chegar.
Ansioso por ver mãe e filha finalmente entrei, a mãe estava na cama pois estava um pouco rasgada,e precisava de repouso e tinha que ficar mais uns dias,beijei-a e agradeci ter-me dado uma linda menina, ali estava ela a dormir, linda, tão pequenina e indefesa,beijei-a e acariciei-a com imensa emoção e felicidade, fruto do nosso amor, seria agora o alvo de toda a nossa atenção, uma nova responsabilidade,mas também a nossa razão de viver e lutar para que nada lhe falte, criá-la, educá-la, vê-la crescer e ser feliz, era a partir desse momento o nosso objectivo.
Finalmente, antes do Ano Novo, a nossa casa acolhe o novo membro da família, como a casa era fria fiz uma braseira, para que estivesse mais quentinha quando mãe e filha chegassem, até me descuidei e uma brasa queimou a alcatifa.
A Célia Cristina finalmente estava no seu lar, Célia nome escolhido pela mãe e Cristina pelo pai,o nosso rebentinho era linda, peguei nela com todo o cuidado, dei-lhe as boas vindas, e junto com a mãe prometemos tudo fazer para nada lhe faltar, dar-lhe muito amor e carinho, educá-la, e ensiná-la a enfrentar tudo de bom e mau que a vida nos reserva.
Começava aqui a nossa vida a três,uma vida de luta, de mais responsabilidade que se iria repetir por muitos anos,com muitas alegrias e tristezas , e hoje ao escrever estas memórias, de consciência tranquila podemos dizer que cumprimos o nosso papel de pais,não fomos perfeitos sabemos que errámos algumas vezes, mas o resultado final foi positivo, hoje a Célia está uma mulher,casada,feliz,responsável, é o orgulho dos pais, e com tudo isto, sinto-me a passar por tudo de novo, não como pai mas como avô,pois mais três meses e a Mariana, se Deus quiser será recebida nesta casa com todo o amor e carinho como a Célia foi, e de certeza com melhores condições e outros meios que na altura não tínhamos.
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