O RELÓGIO
Não me podia esquecer do bom do relógio, foi assim:
- Estava eu com o meu irmão em casa sozinhos, a minha mãe tinha ido à praça e o meu pai trabalhar ,como não tínhamos nada que fazer,e o relógio não andava lá muito bom,estou a falar dum relógio antigo que era dos meus avós,relíquia de família,daqueles de parede com caixa de madeira todo trabalhado,e então pensámos:
- Vamos arranjar isto, a mãe quando chegar fica toda contente,
e lá deitámos mãos à obra,chave de fendas para aqui,martelo para ali e com todo o cuidadinho do mundo,foram saindo os parafusos, as rodinhas dentadas,tudo arrumado e marcado para depois voltar a montar...!!!
Estava tudo a correr ás mil maravilhas,quando de repente ao tirar uma tampa, rrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrr.......!!!!!!!
Tinha acontecido a desgraça,rodinhas para um lado,parafusos
para o outro, uma fita de aço enorme saiu daquele relógio,até nós,"especialistas" em relógios nos assustamos.
E agora, a mãe a chegar,o dito cujo de pantanas, que fazer ?
Lá fizemos ver á Ti Aurora que a intenção era boa,mas não estávamos á espera da maldita corda saltar toda,ficou-me pena pois hoje se bem arranjado ainda podia estar a trabalhar.
FUTEBOL EM CASA
Pois é, antigamente jogava-se futebol em casa,a cama era a baliza,um chutava outro defendia,grandes voos,grandes defesas para a relva (cama) e já está,um voo maior, e a travessa da cama do lado da parede partiu ao meio, que fazer? Lá fomos arranjar uma caixa de madeira, colocamos debaixo da travessa e esteve assim, até que um belo dia se desviou a cama para limpeza e se descobriu tudo.
Outra vez lá se foi o vidro da janela como explicar o sucedido?
Lá fomos á rua buscar uma pedra,colocá-la na direcção da janela, e explicar á Ti Aurora, que alguém da rua mandou uma pedra para a janela e partiu o vidro,só que !!! a maior parte dos vidros estava na rua, conclusão,gato escondido com rabo de fora.
ORDEM PARA SAIR
Pois é, naqueles dias quentes depois do jantar, no largo de Mutela a malta nova fazia uma futebolada ,mas para podermos ir, tínhamos que ir á taberna onde o Ti João passava os fins de tarde, e pedir com bons modos ao paizinho se deixava,mas como nós éramos bem comportados !!!! de vez em quando levávamos o nega.
ESCREVER CARTAS
A tia Emília não sabia escrever,então eu ou o meu irmão, de vez em quando, éramos convocados para escrever cartas,para o tio Gerardo que era embarcado, para o meu padrinho que estava na Alemanha,ou para a prima Mari Zé que morava em Espanha, e lá íamos ganhando qualquer coisa.
TREMOR DE TERRA
Foi em Fevereiro de 1968 que senti pela primeira vez um tremor de terra,estávamos todos a dormir, de repente de madrugada, acordámos com um barulho estranho, tudo em casa abanava e tilintava, achei aquilo estranho, chamei pelo meu pai, mas ele disse para estar sossegado na cama,aquilo era um cilindro que estava a passar na rua,mas logo que terminou todos nos levantámos, fomos para a janela ver o que tinha acontecido, felizmente nada de grave se passou, de manha nos jornais vimos que tinha sido forte,penso que 6,8.
Depois deste já senti mais alguns,mas não tão forte como este.
sábado, 14 de julho de 2007
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1 comentário:
Ah pois é! Agora é que se vão descobrindo mais algumas das "asneiritas" da juventude!
E eras fresco, eras??
Beijocas malandrecas.
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